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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
reportagem

Com Enem, entrar na Unir ficou muito mais caro e difícil

8/8/2010 08:47:29
Por Aldrin Willy
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O antigo vestibular não morreu: apenas ficou mais caro e complicado. 



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Estudantes de todo o estado ficaram boquiabertos quando a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) divulgou o edital para a segunda fase do processo seletivo de 2011. Quem imaginava que, após a adesão da universidade ao Enem, haveria um barateamento do processo seletivo, levou um choque.

O que aconteceu foi o inverso. Contrariando o que o próprio reitor José Januário do Amaral vinha afirmando até pouco tempo, a segunda fase do processo seletivo não será apenas uma prova discursiva, abordando aspectos regionais.

Tratar-se-á, na verdade, de outro vestibular, tão ou mais duro que o Enem. Sem contar que a taxa de inscrição sairá por mais que o dobro da do exame nacional: R$ 75,30.

No final das contas, isso significa um encarecimento de quase 32% em relação ao método utilizado até ano passado pela instituição. Isso porque, na prática, o vestibular da Unir sairá por R$ 110,30, valor a que se chega somando a taxa de inscrição paga para se fazer o Enem, de R$ 35,00.


SÓ COMPLICOU

Olhando para o lado da complexidade da avaliação, só se obteve um aumento exagerado do grau de dificuldade. Os candidatos deverão encarar as 180 questões do Enem (sem contar com a redação) para depois enfrentar outras 100 da prova preparada pela própria Unir, as quais versarão, basicamente, sobre os temas já tratados no Enem, sendo algumas sobre aspectos regionais.

O edital da segunda fase do vestibular mostra que, em verdade, nada de essencial mudou em relação aos anos anteriores, quanto à forma.

O que houve foi que a universidade deixou a cargo da esfera federal a única avaliação redacional que será feita com os candidatos a uma das vagas oferecidas pela instituição, já que a segunda fase será composta apenas por questões de múltipla escolha.

Essa estratégia, aliás, deixou claro o que importou em sua definição: os milhares de reais que entram no caixa da Unir com a realização do vestibular. Ora, imaginar que a direção da faculdade deixaria escapar uma de suas poucas formas próprias de obtenção de dividendos seria, no mínimo, muita ingenuidade.

Entretanto, esse episódio mostra que a adesão ao Enem foi apenas um jogo de cena para ficar bem com o governo Lula, cujo programa sofre rejeição das mais importantes instituições de ensino superior do país. USP, Unicamp, por exemplo, só para citar duas das mais importantes, já decidiram que não vão utilizar os resultados do Enem em seus processos seletivos.

E a razão é óbvia: o Exame Nacional do Ensino Médio está com a confiança abalada, após os inúmeros incidentes verificados em seu desenvolvimento, algo que se intensificou desde que o Ministério da Educação anunciou sua utilização como método de entrada em universidades públicas.

Os estudantes que já mostraram sua indignação antes, com a adesão da universidade à utilização do Enem em seu processo seletivo, agora prometem mais uma bateria de protestos. No entanto, as chances de um novo movimento gerar qualquer resultado são diminutas.

Se nem com a invasão da reitoria pelos estudantes, levada a cabo no mês passado, houve qualquer recuo quanto à realização do vestibular como anunciado, agora é que o reitor não vai arredar o pé.



Comentários (1)
59 universidades federais usarão a nota do Enem

O artigo diz que a adesão da Unir ao Enem “foi apenas um jogo de cena para ficar bem com o governo Lula, cujo programa sofre rejeição das mais importantes instituições de ensino superior do país.”.<br> E ainda complementa: “USP, Unicamp, por exemplo, só para citar duas das mais importantes, já decidiram que não vão utilizar os resultados do Enem em seus processos seletivos.”<br> O autor do texto, entretanto, esquece de dizer que 59 universidades federais vão usar o Enem como critério de ingresso em seus cursos de graduação, dentre elas: Universidade Federal Rural de Pernambuco, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Universidade Federal do ABC, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Maranhão, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Universidade Federal do Oeste do Pará... Quem quiser saber mais detalhes sobre a adesão das universidades ao Enem e a forma como cada uma irá empregá-lo basta acessar http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/08/mec-divulga-como-universidades-federais-usarao-o-enem-no-vestibular.html

Jean - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 9/8/2010 16:05:40  [IP: 200.219.84.***]
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