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EDITORIAL: Eleição: a responsabilidade pelo que virá é do eleitor

13/9/2010 19:46:14
Imprensa Popular
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O eleitor deve manter aguçado o seu senso crítico, a fim de distinguir conteúdos independentes e comprometidos. 


 
Rondônia ficou no terceiro lugar entre os estados com maior número de candidatos impugnados pela Justiça Eleitoral nesses tempos de Lei do Ficha Limpa. Isso significa que a representação política do estado, embora ainda sejamos um dos mais novos do país, é muito ruim e está impregnada de pessoas que buscam a política para cuidar de seus interesses pessoais ou de pequenos grupos de apaniguados.

Com tão pouca idade de emancipação, o estado de Rondônia já desfilou em grandes manchetes sobre corrupção no Brasil. E não foi só casos pitorescos (como o “Escândalo dos Sanguessugas) mas também os de esperteza de políticos sem o menor brio na cara, como foi o da propina, gravado pelo então governador Ivo Cassol, revelando para todo o Brasil a lama podre da Assembléia local onde maior parte dos deputados negociavam propinas para votar favorável ao governo.

É preciso mudar essa realidade no Estado. Os rondonienses, como os demais cidadãos do Brasil têm o direito de ser governados e representados por políticos honestos, éticos e qualificados para o exercício da atividade pública. Em contrapartida, todos os eleitores têm o dever de escolher representantes potencialmente habilitados para cumprir seus compromissos com a sociedade.

Para que este ideal democrático efetivamente se concretize, porém, os eleitores/cidadãos não podem limitar sua participação na política apenas ao exercício do voto. Devem continuar acompanhando os eleitos, fiscalizando suas ações e exigindo permanente prestação de contas dos mandatos que receberam.
Devemos ser gratos ao trabalho da Justiça afastando um bom número de políticos que mesmo defraudando, durante anos, os cofres públicos mantinham-se no Poder, através de cargos eleitorais conseguidos com a manipulação dos eleitores menos esclarecidos.

Mas agora quem tem a responsabilidade de filtrar, ainda mais, os candidatos que escaparam do Ficha Limpa mas mantém a sujeira debaixo de seus tapetes é o eleitor que vai a urna em 3 de outubro votar para presidente do Brasil, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Antes disso, precisam também se informar adequadamente sobre candidatos e partidos, para que possam votar conscientemente e fazer uma boa escolha. Pode parecer utopia, mas o país já conta com mecanismos que possibilitam tanto a investigação prévia quanto o controle posterior.

Agora mesmo está no ar, nos principais veículos de comunicação do país, uma campanha da Justiça Eleitoral destinada a esclarecer os eleitores sobre as atribuições de cada um dos ocupantes dos cargos públicos a serem preenchidos no próximo pleito. As peças explicam o que faz um presidente da República, um senador, um deputado federal, um governador e um deputado estadual _ sugerindo a atenção dos cidadãos para que os eleitos cumpram efetivamente suas responsabilidades.

A informação é o ponto de partida para o processo de escolha. Pode ser obtida tanto no ambiente familiar e profissional, em conversas com parentes e amigos, quanto pelos veículos de comunicação _ seja pelos noticiários de rádio, televisão e jornal, seja pela internet e pelas mídias sociais, seja pela propaganda oficial dos candidatos e agremiações políticas. Para isso, o eleitor deve manter aguçado o seu senso crítico, a fim de distinguir conteúdos independentes e comprometidos.

Quando se sentir seguro para fazer as suas escolhas, o eleitor deve centrar o seu interesse nos candidatos escolhidos, procurar entender suas propostas e, em alguns casos, questioná-las. Precisa entender que as conseqüências de seu voto serão sentidas por toda a população. Por isso, antes de digitar na urna eletrônica, cabe-lhe avaliar o passado e o discurso do escolhido, considerar se ele apenas faz críticas e promessas vazias ou se tem mesmo um projeto de trabalho consistente. Renunciar ao direito de voto, nem pensar: quem faz isso está favorecendo os maus candidatos e transferindo a estranhos o direito de escolher em seu nome. A surrada tese de que todos os políticos são iguais é falsa e só serve para beneficiar os irresponsáveis e corruptos.

O terceiro passo é o acompanhamento posterior, prática ainda incipiente na democracia brasileira. Muitos eleitores esquecem até mesmo os nomes dos políticos em quem votaram.

Agora, porém, com a multiplicação de canais de acesso às instituições públicas e com a existência de organizações independentes especializadas em acompanhar o desempenho de governantes e parlamentares, não há mais desculpa para o eleitor ficar omisso.



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