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Porto Velho,  qua,   8/abril/2020     
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EDITORIAL: Segundo turno: oportunidade para os dois lados se explicarem melhor

17/10/2010 05:30:51
Imprensa Popular
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Ganhe quem ganhar, o eleito vai assumir com mais respaldo e mais respeito pelo eleitor. 


 
Inegavelmente o resultado eleitoral pela disputa do governo rondoniense foi surpreendente. É verdade que pouco antes do último dia 3 de outubro algumas pesquisas mostravam uma leve vantagem do candidato do PMDB, Confúcio Moura, sobre o candidato à reeleição, João Cahulla. Na última pesquisa do Ibope divulgada pela TV Rondônia, os índices apontavam para um empate técnico entre os dois, ao mesmo tempo em que deixava claro a situação de derrota do ex-senador cassado por compra de votos, Expedito Júnior, que disputou pelo PSDB.

O resultado final da votação para o governador João Cahulla foi pior do que imaginavam seus mais pessimistas correligionários e foi, para Confúcio, muito melhor do que esperavam seus mais otimistas militantes.

Depois de ter deixado o governo do Estado em baixa, com a pecha de pior governo rondoniense, responsável pela destruição de importantes ícones do estado, como Beron e Ceron, o senador Valdir Raupp demonstrou ter se recuperado completamente daquele débâcle, ao conseguir a maior votação na história das eleições de Rondônia, garantindo mais 8 anos de Senado.

É importante destacar o papel de Porto Velho nesses números, notadamente no que se refere ao final da votação de governador, colocando Confúcio Moura muito acima de João Cahulla.

Destaque-se a especial situação de João Cahulla, candidato que começou a campanha com insignificantes 3 pontos percentuais e acabou ultrapassando políticos tarimbados, logo ele que nunca tinha disputado uma eleição em sua vida.

Ficou provado que os escândalos do último governo do PMDB em Rondônia pesaram pouco na decisão do eleitor.

Na verdade tais escândalos não chegaram a ser explorados pelo candidato de Ivo Cassol e mesmo assim, sofrendo dessa amnésia eleitoral, os eleitores rondonienses optaram por decidir quem governará o Estado num segundo turno, que começou oficialmente no último dia 8.

Isso é bom para o aperfeiçoamento democrático e para aumentar a politização da sociedade rondoniense.

Neste início de campanha do segundo turno Confúcio Moura segue como favorito. Mas agora deverá explicar melhor pontos controversos que não respondeu no primeiro turno.

Pontos como a extraordinária multiplicação de sua riqueza em tão pouco tempo e as denúncias de que andou escondendo da Justiça Eleitoral várias fazendas de sua propriedade.

A campanha de João Cahulla no primeiro turno cometeu o erro de achar que ele e Ivo Cassol mereciam ganhar sem dar muitas satisfações aos eleitores que, na visão de seus marqueteiros, tinham a obrigação de reconhecer a operosidade do governo cassolista em realizar obras por todos os quadrantes rondonienses.

Não souberam tratar seus críticos – como Confúcio – que se apresentavam como pessoas extremamente éticas e sem ligação com um governo do PMDB do qual não vale a pena se lembrar.

Bem, agora começa o segundo turno. Temas polêmicos deverão voltar ao debate político e os dois candidatos terão de escancarar para o público o tipo de aliança que fizeram e com que pretende assumir o Palácio e governar o estado. Terão também de mostrar facetas de seu passado e, em pouco mais de 20, o tamanho da competência para garantir o desenvolvimento do Estado.

Haverá por traz dessa disputa o papel fundamental dos dois grandes líderes políticos rondonienses revelados nas urnas: Cassol, único político que conseguiu uma reeleição no governo do Estado e agora com um mandato de senador, e Raupp, com sua surpreendente votação para a reeleição como senador. Raupp mostrou ter aprendido muito em Brasília. Disputou nesse ano com um marketing de fazer inveja a grandes políticos do Brasil.



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