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Porto Velho,  qui,   17/outubro/2019     
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EDITORIAL: Quem tem melhores condições de conduzir RO

17/10/2010 05:32:14
Imprensa Popular
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Nenhum governo investiu mais em Porto Velho do que o atual. 


 
Há certas afirmações eleitorais curiosas que acabam influindo no resultado final, graças à crendice dos próprios eleitores fáceis de ser pegos na superficialidade. Os eleitores da capital rondoniense deram uma votação estupenda ao candidato do PMDB, o ex-prefeito Confúcio Moura, levando-o ao primeiro lugar do segundo turno com a grande diferença verificada sobre João Cahulla.

Se a campanha eleitoral se mantiver escondendo o grande mal que o partido de Confúcio fez ao estado de Rondônia, quando o governou pela última vez, certamente a população continuará por muitos outros anos com amnésia eleitoral, sem entender que até hoje ela paga a caríssima conta por episódios como a falência do Beron e a liquidação da Ceron. Hoje os rondonienses pagam uma das mais caras tarifas de energia do mundo.

Muito dessa prevenção do eleitorado da capital ao candidato à reeleição tem origem na afirmação mais do que repisada por todos os adversários de Cahulla, de que a capital rondoniense foi esquecida e abandonada pelo atual governo. Os responsáveis pela campanha do atual governador não souberam responder à altura a tais provocações, mostrando de maneira compreensível que “é exatamente esse governo” o que mais investiu na capital, com obras nos mais importantes segmentos, como a Saúde, o urbanismo e na cultura, entre outros.

Ficou valendo a crendice popular na lenda urbana criada, principalmente, pelos ex-candidatos do PT e PSDB. E disso se nutriu o candidato do PMDB, partido que deixou o poder rondoniense depois do grande fracasso de sua última administração.

Pois são aqueles que não foram capazes, sequer, de asfaltar a Estrada da Penal, e que contribuíram para os grandes escândalos da última gestão do PMDB que agora estão dando suporte à candidatura de Confúcio.

São eles que, nesse momento, já cantam vitória procurando mais uma vez enganar o eleitor que só vai decidir quem é o melhor para administrar o Estado, garantindo a continuidade de seus avanços, no final do mês, quando voltará às urnas para o final do processo eleitoral desse ano.

Na verdade, o resultado final não confirmou sequer uma tendência do eleitorado. Se Confúcio obteve uma vitória em Porto Velho também é verdade que João Cahulla foi vencedor em 32 dos municípios (a maioria) do estado. Ora, o governador João Cahulla tem a partir de agora oportunidade para recuperar os pontos perdidos, se conseguir maior aproveitamento do marketing e do apoio das lideranças vitoriosas nas urnas que estiveram ao seu lado na campanha do primeiro turno.

Seríamos irresponsáveis de não reconhecer que nesse momento o contexto favorece o ex-prefeito de Ariquemes. Mas agora, com apenas dois candidatos na disputa, a polarização apertada que dominará esse pleito poderá ser aproveitada pelo candidato que está no governo e busca a reeleição, se este fugir do comodismo do primeiro turno e partir para a luta de verdade, concentrando esforços nos grandes centros eleitorais.

Certamente, com a forte expressão municipalista dos resultados do primeiro turno, deve reunir o máximo de apoio dos prefeitos mesmo que este esforço enfrente empecilhos da associação municipalista, que no estado é dominada por um parente de Expedito Júnior, já perfilado ao lado candidato do PMDB.

Uma coisa os “donos” de partidos já perfilados em torno de Confúcio não poderão impedir: que João Cahulla reúna imensa adesão no varejo eleitoral, até por ser natural que a militância das grandes alianças que atuaram no primeiro turno rache ou reavalie sua posição neste segundo turno, levando em conta também a disputa eleitoral pela presidência da República.

O resultado obtido por João Cahulla no primeiro turno diante da prepotência e da arrogância dos adversários que tiveram mais tempo para fazer propaganda eleitoral na televisão, pode ser avaliado como uma vitória. Ali estava um homem que enfrentou “as feras” da política rondoniense sem nunca ter tido uma experiência pessoal direta com as urnas.

E mesmo assim Cahulla soube enfrentar calúnias e orquestrações, pesquisas e articulações indecorosas, especialmente na capital do Estado, levando os eleitores a subestimar a importância dos investimentos do governo em obras que mudaram a vida de Porto Velho e estimularam seu crescimento econômico e a melhoria social de seu povo.

João Cahulla mostrou que é um homem de idoneidade, de determinação, de fibra e de lealdade aos seus companheiros e aos eleitores. Neste segundo turno terá tempo de sobra para desfazer as armadilhas e se apresentar com mais argumentos e propostas perante aqueles que subestimaram a força e a vontade dos governantes que mais fizeram pelo engrandecimento de Rondônia e que, ao longo de praticamente oito anos, nunca causaram o mal que o último governo do PMDB causou aos cofres públicos de Rondônia.



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