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Porto Velho,  dom,   12/julho/2020     
reportagem

RELAÇÃO DE CONFLITO: Revolta de trabalhadores de Jirau não é gratuita

18/3/2011 08:05:38
Por Gessi Taborda
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Não dá para acreditar numa revolta gratuita dos trabalhadores da Usina de Jirau. A Camargo Correia, um dos gigantes responsáveis pela obra que constrói o complexo hidrelétrico do Madeira tenta fazer crer que ela está isenta de culpa e até passa a idéia de ser vítima desse movimento operário, como se ele fosse apenas uma manobra para sabotagem das obras em desenvolvimento.

Não dá para entender como essa gigante consegue tocar uma obra com milhares de operários sem enfrentar a rotina da fiscalização de órgãos que tem por finalidade garantir uma relação de respeito entre o capital e o trabalho. Revolta de operários em obras comandadas pela Camargo Correa, pelo menos em termos de barragens, não é novidade. Isso aconteceu recentemente na usina de Foz do Chapecó e no ano passado aconteceu aqui mesmo, nas obras de Santo Antonio.

As empresas construtoras de Jirau são as mesmas que foram denunciadas em recente relatório de violação de Direitos Humanos, aprovado pelo Governo Federal, que constatou que existe um padrão de violação dos direitos humanos em barragens e de criminalização, sendo que 16 direitos têm sido sistematicamente violados na construção de barragens. Os atingidos por barragens e os operários tem sido as principais vítimas.

A empresa Suez, principal acionista de Jirau, é dona da Barragem de Cana Brava, em Goiás, e a Camargo Corrêa é dona da usina de Foz do Chapecó, em Santa Catarina. Essas duas hidrelétricas também foram investigadas pela Comissão Especial de Direitos Humanos em que foi comprovada a violação. Estas empresas tem uma das piores práticas de tratamento com os atingidos pelas barragens e com seus operários.

A revolta dos operários é reflexo desse autoritarismo e da ganância pela acumulação de riqueza através da exploração da natureza e dos trabalhadores. Prova desse autoritarismo e intransigência é que estas empresas se negam a dialogar com os atingidos pela usina e centenas de famílias terão seus direitos negados. As consequências vão muito além disso, pois nesta região se instalou os maiores índices de prostituição e violência de Rondônia.

LEIA MAIS NA COLUNA DE GESSI TABORDA, CLICANDO AQUI.



Comentários (1)
Boi Velho x Boi Novo

Ao meu ver os pobres trabalhadores que foram jogados em Porto Velho após a crise serão "repatriados" e em seus lugares contratadas pessoas que de preferência não tenham trabalhado para a Camargo Correa.<br> Me vem na cabeça um velho ditado aqui do sul:<br> "Boi Novo não conhece o sabor do pasto ruim!!!"<br> Estamos no século 21 assistindo pessoas sendo tratadas como animais!<br>

Rogério Nunes - Porto Alegre/ RS.
Enviado em: 21/3/2011 08:37:01  [IP: 200.175.214.***]
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