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Editorial: Sim. Pode ficar pior

11/05/2011 11:36
Jornal Imprensa Popular
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Tem gente pintando de rosa o que não é rosa. 


 
A chamada imprensa domesticada está sempre pronta a enganar o povo para agradar aqueles que a sustentam, especialmente com o dinheiro público das milionárias verbas da publicidade. Acontece assim aqui em Rondônia e acontece também em todo o Brasil.

Com o prefeito que Porto Velho tem nestes quase oito anos, não há situação, por ruim que seja, que não possa piorar mais um pouco. Na mentirosa publicidade da prefeitura – que o Ministério Público finge que não vê – o retrocesso é apresentado como avanço; o reacionário como progressista e a cidade onde poucos ficam com quase tudo é apresentada como a cidade de todos.

É legítimo que o poder público faça publicidade. No entanto é preciso respeito à legislação sobre o assunto. E ela proíbe o culto à personalidade, a simples promoção pessoal, a mentira e a enganação.

A publicidade de certos órgãos públicos de Rondônia, como é o caso da Prefeitura de Porto Velho, é claramente imoral, abusiva, absurda, e existe apenas para fazer a apologia do prefeito, buscando consolidar cada vez mais sua popularidade. Ele gasta o dinheiro do povo com essa conversa de “a cidade de todos” para mascarar uma administração incompetente, com quase todas as obras (mesmo muitas iniciadas no primeiro mandato) paralisadas, com problemas de superfaturamento, que praticamente não resolveu nenhum problema crônico do povo da capital.

A publicidade oficial deveria ser apenas institucional: campanha de vacinação, hora de verificar se o título de eleitor está em dia, época de alistamento militar, combate a epidemias, defesa civil, educação no trânsito, como sobreviver ao falido sistema de transporte, etc.

Sobrinho é mais um daqueles ordenadores de despesas torrando impunemente o dinheiro do povo porque as instituições de controle estão de braços cruzados ou fingindo que não é com elas a responsabilidade de pôr um ponto final nessa farra com o dinheiro público. Mas há uma esperança: o prefeito se acha muito esperto mas, como dizia Tancredo Neves, na política quando a esperteza é demais come o esperto. Um dia ele poderá ter de devolver toda a grana pública usada para seu deleite pessoal.

A enxurrada de promessas feitas agora por Roberto Sobrinho não engana esse jornal. O prefeito que está chegando ao final de seu segundo mandato é piloto de mais uma mal sucedida experiência administrativa da cidade e chegará, ao final do próximo (arre!) sem fazer as transformações prometidas quando foi candidato.

É um homem de políticas contraditórias, ditadas por vontades, incapaz de controlar seus próprios gastos, de planejar os investimentos e vai comprometendo o próprio futuro do município da capital.

Porto Velho nunca esteve numa situação melhor em se tratando de recursos. Se a administração desse que será um prefeito de triste memória fosse mais responsável estaríamos executando uma política inversa à que vemos, com muitas promessas e muitas obras que são mau feitas (quando saem do papel) e na maioria das vezes não concluídas.

Se no ano que vem a população escolher um novo prefeito sem competência para operar a economia sem pôr em risco os recursos existentes as coisas poderão ser ainda piores do que atualmente. Mesmo que na publicidade tudo pareça um mar de rosas.

Só há uma coisa visível em que essa administração conseguiu grande avanço: a riqueza do próprio prefeito que, se a Justiça nunca incomodá-lo, poderá terminar seus dias como um nababo ou como líder do tipo do personagem mítico Ali-Babá.

Publicado na edição nº 136 (abril de 2011).



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