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Porto Velho,  sex,   23/agosto/2019     
política

FANTASMAS EXISTEM: O gabinete da corrupção

13/05/2011 12:06
 
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O suplente ficou tão assustados com os fantasmas que demorou 4 meses para denunciar Gazola. 



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É parece que nossos políticos não tomam vergonha na cara. O sujeito está em seu primeiro mandato de vereador, é um cara jovem, rico, com padrão cultural privilegiado e mesmo assim acaba sendo desnudado como um político que age como todos os outros ligados à roubalheira do dinheiro público.

A denúncia feita pelo suplente de vereador João Bosco Costa ao Ministério Público revelou que o vereador Jaime Gazola Filho (eleito pelo PV, como oposição ao prefeito Sobrinho) era mais um desses políticos que se lixam para ética, responsável por contratação de quase duas dezenas de funcionários fantasmas que não compareciam ao gabinete, certamente por acreditar na impunidade.

POLICIAL FEDERAL

João Bosco é membro da Polícia Federal e primeiro suplente de vereador do Partido Verde. Foi convocado para assumir a vaga deixada por Jaime que, a convite do prefeito, foi ser Secretário Municipal de Turismo (???). É claro que tudo não passava de um arranjo para cooptar o PV que, como se sabe, era de oposição ao prefeito do PT.

Bosco tomou posse no cargo em 2 de janeiro. Todavia, só após o recesso tomou conhecimento da enorme quantidade de fantasmas lotados no gabinete e que ali não apareciam e nem tinham função alguma na Casa.

Imaginando que a situação não se justificava numa instituição que “precisa aparentar e ser séria” em respeito aos verdadeiros servidores e aos contribuintes, o suplente procurou junto ao titular uma alternativa para por um paradeiro na farra com o dinheiro público sem sucesso.

FECHAR OS OLHOS

Gazola fez pressão para João Bosco não mudar nada no seu gabinete. Assim, enquanto lá permanecesse ele teria de fechar os olhos para a corrupção, mantendo na folha da Câmara o pessoal que prestava serviço à empresa da família de Jaime e cuidava de seus interesses particulares sem sequer aparecer na Câmara Municipal.

Sem conseguir que o titular do cargo colocasse um fim nessa corrupção, o suplente de vereador João Bosco tomou uma decisão radical: demitiu todos os fantasmas, incluindo aquele que deveria ocupar a chefia do gabinete.

Isso foi o bastante para fazer Jaime Gazola deixar o cargo de secretário municipal reassumindo o mandato de vereador.

Agora, a população espera que a mesa diretora da Câmara tome alguma providência para mostrar que ali é sim a Casa do Povo e não a casa da corrupção.

É preciso o Ministério Público demonstrar à população que está pronto a investigar e combater todo tipo de roubalheira promovida em casas legislativas sob o disfarce da legalidade.

É preciso conferir se todos os “fantasmas” nomeados no gabinete desse vereador recebiam o pagamento ou se eles ajudavam a engordar os estipêndios do nobre edil.

O caso é grave. É dinheiro público sendo roubado. É um deboche das autoridades e da opinião pública.

SEM PROBLEMAS

A corrupção denunciada pelo João Bosco é uma vergonha para todos os membros do legislativo municipal. Certamente eles não se sentem bem com as ações de pares que emporcalham o nome da instituição. Todavia a Câmara não deve adotar nenhuma medida contra o vereador amigo dos fantasmas.

A Câmara Municipal de Porto Velho não tem a figura do corregedor. O presidente da Câmara, mesmo não concordando com esse “tipo de coisa” deixa claro que “o papel da mesa diretora é propiciar meios para que os edis possam cumprir da melhor maneira possível a representação recebida do povo”.

O vereador Jaime Gazola vem tentando se justificar perante a opinião pública, na esperança de desqualificar as denúncias de seu suplente. Para ele os supostos fantasmas apontados por João Bosco trabalham e fazem jus ao que vinham recebendo da Câmara. Como a denúncia de João Bosco foi protocolada no Ministério Público é possível que haja desdobramentos. Já se fala em investigações que poderiam ser feitas pela própria Polícia Federal diante de outras denúncias sobre supostas práticas de folhas de pagamento de “gafanhotos” e “fantasmas”, mantidos nesses esquemas para serem utilizados como cabos eleitorais.

Porém, a situação do vereador Gazola pode ficar ainda mais delicada.

Isso se tiverem fundamento os rumores de que estaria sendo engendrada, no âmbito de uma repartição pública atuante no estado, investigação acerca da concessão de bolsas de estudo e perdão de dívidas de alunos da faculdade da família do vereador com intuito de angariar-lhe votos.


Publicado na edição nº 136 (abril de 2011).



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