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Coluna do Taborda: A escola sem alunos nem professores, mas com 6 diretores a R$ 6 mil cada

10/9/2011 13:55:22
Gessi Taborda
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CAUSA ESPANTO

A notícia de que na rua Afonso Pena, próximo da Tenreiro Aranha, existe uma “escola” com seis diretores ganhando cada um, em média, 6 mil reais, sem alunos e sem professores, é de causar espanto a quem imagina ser preocupação da mesa diretora da Assembléia pugnar pela ética e lisura no trato com o dinheiro público. É difícil obter informações sobre os meandros da Assembléia Legislativa mas uma fonte especulou sobre um preço absurdo pago pelo aluguel do prédio onde antes funcionou a tal “Escola do Legislativo”, hoje atuando apenas como mais um cabide de emprego para quem teve a boa sorte de conseguir um belíssimo contra-cheque na enxurrada de contratações do sistema comissionado. Certamente o presidente da Casa, o probo irmão Valter (foto), comprometido em seguir os mandamentos do cristianismo e os dogmas da Assembléia de Deus, deverá desistir de alimentar o “Gulag” para colocar no frio servidores de carreira colocados no seu “index” e acertar os rumos da “escola” antes de sua transformação em mais um elefante branco sustentado com o dinheiro do contribuinte.

SILÊNCIO COMPROMETEDOR

O poderoso empresário Denis Baú, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, Fiero, tem mantido um silêncio abissal sobre dois empreendimentos prometido por ele para a capital, alimentando a curiosidade de boa parte da opinião pública: o povo quer saber: afinal, o shopping (em frente o Cemetron) várias vezes anunciado pelo próprio Denis Baú vai sair ou entrará no rol das iniciativas frustradas? E o tal do hotel de bandeira internacional anunciado por ele para ser erguido quase em frente ao Palácio Getúlio Vargas, vai ficar só no tapume? Certamente, para quem detém hoje informações especiais sobre Rondônia, anunciar o que está acontecendo poderá até estimular novos investimentos no estado. A não ser que a coisa parou de andar por previsão de tormentas econômicas no futuro próximo de Rondônia.

É ABUSO

Para quem anda imaginando que pode tudo por ter assumido um cargo de direção pública, mesmo num poder autônomo, é importante tomar conhecimento do abuso de direito em suas duas concepções doutrinárias: A primeira, subjetiva, define que só há abuso de direito quando a pessoa age com a intenção de prejudicar outrem. A segunda, objetiva, estabelece que para que o ato seja abusivo basta que ele tenha o propósito de realizar objetivos diversos daqueles para os quais o direito subjetivo em questão foi preordenado, contrariando o fim do instituto, seu espírito ou finalidade.

Não deve prosperar, portanto, o uso do Tribunal Eleitoral de Rondônia como um “Gulag” particular para segregar servidores de carreira que depois de mais de duas dezenas de anos programaram sem essa perspectiva imposta a eles de forma unilateral e fascista.

É DO LEBRÃO

Sem explicar quem pagará isenção de tarifa no transporte coletivo intermunicipal para acompanhantes de deficientes e portador de doenças crônicas, o deputado Lebrão propôs na Assembléia aprovação de projeto de lei nesse sentido. O ágil parlamentar pretende aprovar também uma proposta obrigando submeter policiais civis e militares a exames psicológicos todo ano. Os agentes não aprovados serão afastados imediatamente das atividades de campo. O deputado não para por ai. Ele esperar aprovar também um projeto de lei determinando que estabelecimentos comerciais responsáveis pela inclusão do nome de consumidores no cadastro de restrição ao crédito sejam obrigados a informar aos mesmos consumidores a exclusão de seu nome desses cadastros.

NEBULOSO

Enquanto Rondônia faz constantes esforços de arrecadação em benefício do Hospital do Câncer de Barretos, a tática do avestruz continua sendo a preferida de autoridades locais sobre a novela que nunca termina em relação ao “Hospital do Câncer” construído em Porto Velho com doações do povo, do poder público e de setor privado. Ele continua ali, na Estrada de Santo Antônio, como um imenso elefante branco desses capítulos que ninguém sabe e ninguém viu. Como sempre. Ninguém é punido por tamanha aberração.

QUEM DIRIA

Pois é, o PR, aquele partido envolvido até os ossos nos escândalos do Ministério do Transporte, de onde seu mais importante quadro acabou demitido, vai se reunir neste sábado (às 10 horas) na Câmara Municipal. E quem estará lá para mostrar toda sua eloqüência é Miguel de Souza. Para a mídia, avisou ser seu desejo maior o de ajudar na aproximação do partido com os grupos sindicais que têm bandeiras das causas sociais. Assim, não deverá sobrar espaço para falar, por exemplo, das denúncias de desvios que determinaram a paralisação de obras do DNIT no estado, como a ponte tão anunciada da ponta do Abunã. O nome de Miguel já foi lembrado como uma reserva para a disputa eleitoral do próximo ano.

VISITA MISTERIOSA

Maria Elisa Aguiar, a poderosa comandante da Faculdade São Lucas apareceu insolitamente no prédio da Assembléia Legislativa no dia de ontem. Não foi, como poderia imaginar alguém, assinar o ponto na 1ª Secretaria. Esse tipo de constrangimento foi imposta a ela na legislatura passada, pela vesga administração do sempre desconjurado Neodi.

A mulher – que começou sua carreira com lotação no gabinete do ex-deputado Heitor Costa – é hoje dona de uma das grandes fortunas rondoniense. Nem por isso, como consta, deixou de constar na privilegiada relação de figuraças que, é claro, caminham incólumes diante de administradores prontos a infernizar a vida de barnabés enquanto se subordinam docilmente aos interesses predadores daqueles protegidos pelo grande capital.

E VAMOS FICAR DE FORA?

As redes sociais já estão em campo convocando novos atos contra a corrupção, em várias capitais do Brasil, para o próximo dia 20. Será mais um passo para a transformação dessas marchas numa campanha de massas, no estilo das Diretas Já. Detalhe: políticos, de qualquer partido, não são bem-vindos. As organizadoras (a maioria da ação é pilotada por mulheres de vários pontos do país) consideram políticos, partidos e corrupção “tudo farinha do mesmo saco” e não permitirão que ninguém pegue carona no movimento. Em Rondônia, até agora, o movimento está muito tímido.

ENDIVIDADA

Uma empresa norte-americana que controla a Universidade Anhembi-Morumbi tentou comprar o Objetivo (que em Porto Velho está nas mãos do Pelúcio) mas não conseguiu. agora negocia com a Universidade Luterana do Brasil, que tem dividas de quase R$ 3 bilhões e que andou fascinando até o bispo Edir Macedo. O chefão da Igreja Universal enfrentou resistência ao exigir o direito de uso do nome “Ulbra”, negado pelos luteranos.



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