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Coluna do Taborda: POR TRÁS DO CASO JANILENE

1/10/2011 09:51:42
Gessi Taborda
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POR TRÁS DO CASO JANILENE

As manobras conduzidas por dois grupos distintos em torno da possível indicação e nomeação de Janilene Vasconcelos de Melo como a próxima conselheira do Tribunal de Contas do Estado serve para refletir, mais uma vez, sobre a necessidade de mudanças na legislação, impondo escolhas técnicas e não políticas para esse cargo, um verdadeiro prêmio sonhado como um acerto na mega-sena super acumulada. Janilene é mulher do presidente José Gomes de Melo e isso, por si só, coloca no ar o cheiro típico da infestação política naquela instituição muito usada para acomodar políticos cansados do corre-corre eleitoral e com apoio suficiente para colocar o burro na sombra.

Os mesmos figurantes dessa ópera bufa que nesse momento apresentam-se como contrários à indicação de Janilene em nome da “transparência, moralidade pública e ética” são aqueles que apóiam e aprovam o enxame de cargos comissionados, através dos quais verifica-se o exercício sem limites do nepotismo, apadrinhamento e privilégios naquela corte de contas. Os que agora gritam “fora Janilene” são os mesmos que voltaram atrás e passaram a apoiar as inúteis e onerosas sedes regionais do TCE.

REQUISITOS


Certamente o ideal seria a mudança no formato de indicação dos Conselheiros do TCE-RO, democratizando o acesso às apetitosas vagas para técnicos com todos os requisitos necessários à função e livres de submissão a interesses políticos de governadores ou outros tipos de padrinhos.

Em se tratando de Janilene, certamente ela é uma senhora com todos os requisitos para ocupar o cargo. Teve uma atuação destacada como secretária de Estado, foi por várias vezes governadora da própria Rondônia (substituindo o saudoso Jorge Teixeira) e certamente tem mais preparo intelectual e técnico do que a maioria dos atuais conselheiros.

O ruim de tudo isso é que o nome de Janilene surge nesse momento como alternativa para ocupar a vaga a ser aberta com a aposentadoria de seu próprio marido, o conselheiro José Gomes. Ora, isso certamente se apresenta como um plano urdido em politicagem corporativa que, claro, expõe o retrocesso numa instituição obrigada a demonstrar transparência em todos os seus atos.

UMA CASTA


Certamente a dra. Janilene e seu marido, atual presidente do TCE, não têm mais necessidade de buscar riquezas. Eles tiveram o que de melhor Rondônia poderia dar a alguém chegado aqui nos tempos do pioneirismo. Com tantos anos integrando a classe dominante, é fácil compreender o apego às mordomias garantidas a esta casta. Todavia, a dra. Janilene não parece contaminada pela politicagem miúda que, no TCE, acabou levando um de seus membros à prisão, algemado pela Polícia Federal. Certamente é a política que define o preenchimento de vagas no TCE. Se não fosse assim, Natanael Silva não teria sido conselheiro e muito menos o Chico Paraíba. Enquanto a via da política miúda determinar quem vai ganhar a vaga de José Gomes, a instituição não irá conquistar a necessária credibilidade junto à sociedade rondoniense.

A CALCINHA DA GISELE


Cá com os meus botões vou ficando decepcionado com o governo do nosso Brasil e com os destemperos de certos petistas. Tantos problemas no Brasil e a gente tem de tolerar uma ministra preocupada com a calcinha de Gisele Bündchen. É mesmo uma situação cômica. É lamentável que haja desperdício de energia e oratória por parte de um órgão ligado à Presidência da República, procurando intenções malévolas naquela propaganda da calcinha usada por Gisele. Ora, pornográfico mesmo é a publicidade mentirosa da prefeitura e que nem por isso mexe com os brios do nosso MP.

INIMIGO NO NINHO


É difícil compreender os desígnios do governo Confúcio. Ele acaba de levar para o seu ninho, como assessor especial, o vereador Jaime Gazola, premiado com um belo CDS 18. Trata-se do mesmo Jaime Gazola que fez cerrada campanha contra Confúcio na disputa pelo governo, quando apoiou João Cahulla. Filho da servidora (???) da Assembléia e dona da Faculdade São Lucas, o vereador tem se revelado perito em cavar boquinhas junto aos governantes a quem se opôs no passado. Foi assim na prefeitura de onde saiu após as denúncias de maracutaias na Câmara pelo suplente de vereador e policial federal Bosco. Com essas atitudes do vereador o PV perdeu toda a herança dos tempos em que era tido como partido livre de negociatas. Alguém precisa conferir se o jovem vereador vai acumular os vencimentos do governo aos da edilidade.

VIÉS DO MAKRO


A recente missão da vigilância sanitária que acabou lacrando o Makro expõe a visível decadência da loja dessa rede multinacional em Porto Velho. Pior do que isso, o anúncio de que ali foram apreendidos produtos com mais de um ano de validade de consumo vencida, demonstra também como a vigilância local empurra tudo com a barriga. Se atuasse com maior competência, certamente não se encontraria em supermercados da cidade produtos vencidos a tanto tempo.

SEM CHANCES


O jornalista Osmar Silva demonstra preocupação com o possível retorno do ex-prefeito José Guedes à cena política de Porto Velho. Foi com esse objetivo, relembra o jornalista – atualmente respondendo pela assessoria de imprensa da Câmara Municipal – em artigo focalizando o retorno de Guedes ao PSDB, partido onde o nome do ex-prefeito aparece em sua ata de fundação. Na verdade, por pura burrice política José Guedes enterrou sua liderança e não tem a menor chance de ganhar as eleições no próximo ano. É carta fora do baralho por ter esquecido na fase boa de sua carreira os chamados amigos e apoiadores da primeira hora. Aliás, outros raposões da política local estão no mesmo caminho.



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