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Coluna do Taborda: Alto Madeira, o mais conseqüente

5/11/2011 19:49:39
Gessi Taborda
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MARGEM DE INCERTEZAS

Embora seja um jornal sobrevivente de um sistema político acostumado a sufocar os “adversários” para colocar todas as benesses na cesta dos áulicos, o AM vai consolidando se firmando como o veículo mais conseqüente e com a melhor abordagem (dentro dos preceitos republicanos) dos temas políticos da capital e do estado em geral. A publicação, na edição de ontem, mostrando como se ombreiam os postulantes da sucessão municipal no próximo ano, deixou claro apenas uma realidade incontestável: há em relação ao próximo prefeito uma enorme margem de incerteza. O cenário político, pelo menos em Porto Velho, é o de um “triângulo das Bermudas”, cheio de imprevisibilidade.
SEM GARANTIA

O jogo político nem sempre é primado detém o primado da temperança e da virtude. E como política é uma guerra, muitos pré-alistados não consegue vencer o duro treinamento para chegar ao verdadeiro campo de batalha. Então não há garantia de que os nomes revelados pela pesquisa publicada no Alto Madeira de ontem conseguirão a escala como candidatos. Uns não têm, mesmo hoje, garantia de espaço para a refrega em seus partidos. Outros na verdade não têm densidade eleitoral suficiente. Apareceram certamente no resultado apontado pela pesquisa por terem muita visibilidade na mídia.

Nenhum dos cinco nomes colocados na relação (Lindomar Garçom, Zequinha Araújo, David Chiquilito, Hermínio Coelho e Mauro Nazif), foi fruto de uma avaliação administrativa (praticamente nenhum deles teve cargo executivo, a não ser Garçom, que foi prefeito de Candeias) e nem mesmo política. Simplesmente colheram resultados obtidos pelo modo de suas exposições na mídia local.
CONTRADIÇÕES

É pura infantilidade imaginar o PMDB escolhendo David Chiquilito para sustentar sua bandeira como candidato a prefeito em 2012. No PCdoB isso aconteceu porque naquele momento não havia nome mais lustroso. Agora é diferente e até a herança política ficou amarelecida com o tempo.

O PMDB é uma grande legenda. Talvez um pouco menor em Porto Velho. Nem por isso menos exigente na escolha de um candidato.

Quem não estiver identificado a fundo com a sigla não irá conseguir uma indicação para comandar a candidatura ao executivo de uma capital. Especialmente quando há outros pretendentes mais integrados à legenda e visivelmente com maior cacife eleitoral.

Enfim, se o PMDB tiver de optar entre os dois nomes apontados na pesquisa (sou da opinião de surgirá um nome inesperado até agora), certamente o deputado Zequinha Araújo é quem tem essa simbiose partidária.
PERCEPÇÃO VESGA

A pesquisa mostra um claro empate técnico entre os cinco nomes. Mauro Nazif, mesmo no empate, ficou colocado na rabeira. O Mauro de hoje, disposto a disputar novamente a prefeitura, não o mesmo do passado.

A longa convivência com o poder legislativo, especialmente como deputado federal, modernizou esse político. Ele não precisa mais daquele teatro do carro velho, caindo aos pedaços, para se identificar com a pobreza. Mauro chegou na relação dos mais votados no estado no último pleito por ter perdido seus ranços tradicionalistas, dando a imagem de que o seu partido nada tem de arcaico. Se antes Nazif carregasse o estigma de ter se aliado a um ex-prefeito da direita e caminhado com Ruth Morimoto.

O dr. Mauro é forte candidato. Seu principal problema será convencer o eleitor que seu partido, o PSB, é diametralmente oposto ao PT de Roberto Sobrinho. Ambos os partidos gostam de se mostrar como herdeiros da rica tradição socialista. Até agora, em relação à gestão de Sobrinho, o dr. Mauro ainda está indeciso em partir para o ataque esperando, quem sabe, uma aliança para o futuro.
PERDENDO O NIRVANA

A pesquisa divulgada pelo AM colou no primeiro lugar entre os empatados Lindomar Garçom. Ai certamente está um dos pretendes com mais barreiras a vencer. E o pior de tudo é a decisão da Justiça Eleitoral (que recurso nenhum dá mais jeito) tirando o mandato de deputado do Lindomar. Com isso, o sempre sorridente ex-deputado está vivendo a experiência de quem vai perdendo o nirvana para entrar no caminho onde não nem Virgílio e nem Dante Alighieri dispostos a guiar o mortal para o sendeiro dos aplausos de sempre. As declarações recentes de dirigentes partidários sobre a dificuldade de se acreditar no resgate de compromissos feitos por Lindomar Garçom não ajudam em nada a concretização de seu projeto.

Quem teria coragem de apostar num camarada que não conseguiu vencer nem quando tinha apoio do governo do estado e de uma dezena de partidos? Quem apostaria milhões de reais numa candidatura capitaneada por uma liderança cada vez mais caracterizada identificada com a irracionalidade, confundindo tudo com mera propaganda?
PREFEITURA HUMANA

A rigor Porto Velho nunca teve um candidato com o perfil de José Hermínio, outro nome na lista dos mais lembrados, na pesquisa publicada na sexta-feira (4) pelo Alto Madeira. É certamente o nome mais simples entre os relacionados na pesquisa. Saído verdadeiramente da base popular (foi cobrador de ônibus), Hermínio entrou na vida pública pela via do sindicalismo e da militância do PT.

Recentemente o parlamentar deixou o PT, filiando-se ao PSD, partido criado pelo prefeito paulista Gilberto Kassab e presidido no estado pelo deputado federal Moreira Mendes, egresso do PPS. Na capital, a provisória do partido tem Hermínio na presidência.

Atual vice-presidente da Assembléia, o deputado José Hermínio é uma pessoa simples, “mas nem por isso é um ingênuo”, como reconhece até seus adversários. Ele é astuto na articulação política e foi por isso que chegou a presidir, por dois mandatos, a Câmara dos Vereadores, antes de se tornar deputado estadual.
BLOCO NA RUA

Crítico assaz do prefeito Roberto Sobrinho (foi seu rompimento com o alcaide o pivô para sua saída do PT), a quem acusa de corrupto e chefe de quadrilha; o deputado José Hermínio a prefeitura chefiada por alguém com condições de resolver os principais problemas do transporte, de educação, saúde, cultura e lazer, sem permitir a prática da corrupção como “acontece agora”.

Para José Hermínio a prefeitura tem mostrar uma face mais humana para os problemas da população da cidade, garantido a distribuição social daquilo que arrecada e que acaba, atualmente, servindo para alimentar o enriquecimento ilícito e a corrupção de agentes públicos.

Agora no PSD o político José Hermínio demonstra não ter se afastado de sua ideologia política: “Defendemos aqui a socialdemocracia combinando a liberdade da sociedade capitalista com o investimento social tão caro ao socialismo”. Vitorioso em várias campanhas eleitorais, Hermínio não teme atender o apelo para colocar o bloco na rua, acreditando que pode galvanizar forças que se decepcionaram com as práticas adotas pelo prefeito na gestão da cidade.
NOMES ESQUECIDOS

É como disse: essa pesquisa apenas revela o verdadeiro “triângulo das Bermudas” caracterizando o cenário político da disputa de 2012.

Ora, sabe-se que na esteira das conversações e das articulações, muitos outros nomes estão dispostos a entrar na batalha eleitoral. Alguns até já são discutidos nas rodas dos botecos e nas coxias do poder. Não apareceram nessa pesquisa mas certamente terão papel preponderante no resultado final da corrida.

Como acreditar que PTB, PSDB, PP, PPS e tantas outras siglas nanicas não terão atores nesse palco. Não é crível que uma eventual candidatura de gente como João Cahulla, ex-governador, não terá capacidade para ser competitivo nesse jogo.

E ainda tem outros nomes prontos para engrossar a fieira de candidatos. Fala-se inclusive no próprio presidente da Assembléia, o irmão Valter. Ele mostrou ser bom de voto. E parece ser um dos poucos sem restrições financeiras. Outro nome é do Miguel de Souza. Escolado no cartel político do DENIT, certamente não será um mero figurante no processo.




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