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Porto Velho,  ter,   15/outubro/2019     
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Coluna do Taborda: Iperon sob risco de novo buraco

9/11/2011 18:58:24
Gessi Taborda
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NOVO RISCO NO IPERON

O Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (Iperon) já começou com graves suspeitas de gestão, quando Lípsio de Jesus, na época um influente nome do PMDB, foi presidente do órgão e sofreu várias denúncias de corrupção.

O Iperon nasceu de um projeto de lei do então deputado Osvaldo Piana. Era para ser um modelo nacional e dar tranqüilidade aos servidores públicos do estado, garantido-lhes não só aposentadoria como atendimento médico-hospitalar.

Ao longo de sua existência, o Iperon sofreu vários processos de deterioração, chegando a ser apontado como uma instituição à beira da insolvência. Esta possibilidade ainda é muito real na vida daquele instituto, principalmente pelo enorme déficit no seu caixa de pecúlio.

Nesse exato momento – possivelmente sem o pleno conhecimento do próprio governador – o Iperon está diante de um novo risco de débâcle econômico.

APLICAÇÕES DE RISCO

A deterioração financeira do Iperon tem pelo menos três explicações: desvio de recursos para fins eleitorais ou enriquecimento de seus gestores, má administração e dificuldades financeiras do próprio governo para sustentar os elevados custos de gestão.

Fonte bem informada do segmento financeiro de Porto Velho deixou transpirar a informação de que o atual presidente do Instituto, Valter Silvano, retirou cerca de 200 milhões de reais do caixa do BB para aplicar em fundos de dois bancos: um seria o Cruzeiro do Sul. O outro seria o Santander. Ora, no caso do Cruzeiro do Sul – cujo patrimônio é muito pequeno – a aplicação é considerada por quem entende do assunto como de alto risco.

BURACO BILIONÁRIO

O Iperon está hoje sob o comando do DEM. Valter Silvano é seu presidente indicado pelo maioral do DEM rondoniense, o ex-governador e prefeito de Ji-Paraná, José Bianco. Ele assumiu uma instituição que tem um buraco bilionário no caixa existente para garantir a previdência dos servidores estaduais.

É certo que o buraco do tamanho aproximado de 5 bilhões é resultado não só de aplicações fraudulentas e de risco, mas também das manobras próprias de órgãos públicos que descontam a contribuição do servidor e não as repassa ao Iperon. O segurado não deve esquecer que foi uma aplicação no falido Banco de Santos que quase leva o Iperon para o buraco. E no setor banqueiro, como se sabe, o Cruzeiro do Sul não é listado como banco de primeira linha.

SÓ COM PIB

A campanha para Prefeitura de Porto Velho ainda nem começou e já se vislumbra a desigualdade de forças que separa pretendentes e que vai pesar na eleição. Lindomar está percebendo que não basta agir como ele, sujando os pés de lama nos subúrbios da cidade se não tiver ao seu lado, como cabo eleitoral, uma boa parcela do PIB ($$$) da cidade. No projeto do deputado, que pode estar definitivamente fora da Câmara assim que o Supremo decidir sobre a validade da Lei Ficha Limpa, só há uma idéia imutável: não sair da vida pública e não ficar sem mandato. Por isso, se não viabilizar meios para disputar na cabeça, Lindomar pode se apresentar como vice numa chapa competitiva ou, isso mesmo, como candidato a vereador. Foi o que disse o próprio a este colunista na semana passada.

NOVA OPÇÃO

Ao contrário de cada um puxar para o si; partidos reconhecidamente pequenos começam a fazer reuniões com o objetivo de montar uma grande mesa da unidade para apontar um único candidato na disputa municipal.

É muito difícil conseguir superar as dificuldades em torno de um projeto desse nível. Todavia, só a disposição desses partidos em debater esse assunto, é um indício de que a “oposição” está mais amadurecida para o enfrentamento eleitoral de 2012. A primeira reunião aconteceu esses dias, com a participação de José Hermínio que, como estrela, chegou atrasado.

Para que tal “unidade” chegue a termo, será necessário afastar os interesses de projetos próprios, buscando construir uma ação feita em nome de um anseio maior que é apresentar aos portovelhenses, desiludidos com a política municipal, uma opção para recolocar a cidade no mesmo ritmo de crescimento do estado e do país.

SUPLENTE NA ÁREA

O agente da Polícia Federal e suplente de vereador, Bosco, está novamente na Câmara Municipal. Volta ao mesmo gabinete onde precisou encarar um monte de servidores fantasmas protegidos pelo titular da Cadeira. Da primeira vez o suplente denunciou o titular do cargo no MP. Agora, em seu retorno, não se sabe se o Policial Federal conseguiu a desinfecção nos costumes adotados pelo verdadeiro “dono” do gabinete, que preferiu assumir cargo na estrutura da Seduc. Se Bosco vai chiar dessa vez ninguém sabe.

SÓ EM DEZEMBRO

A presidente Dilma Rousseff deverá sancionar, na semana que vem, a lei que cria a Comissão da Verdade. Contudo, sua idéia é instalar a comissão, com todos seus integrantes convidados, dia 10 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
COMEMORAÇÃO

Agradeço e registro o convite de dirigente do Sintero para particirpar, na sexta-feira (11), no clube da entidade da festa em homenagem aos servidores e comemoração da retumbante vitória de Manuelzinho do Sintero como novo presidente do maior sindicato rondoniense.

SOBREVIVÊNCIA GARANTIDA

A política brasileira tem dessas coisas. Se em Porto Velho o prefeito atual deixará o paço para viver certamente uma vida como nunca sonhou antes, quando era apenas um servidor barrela da Assembléia Legislativa, também na política nacional dominada pelo PT esse “milagre” virou praxe. Por exemplo: Carlos Lupi, ainda ministro do Trabalho e ameaçado por denúncias, não teria problemas com sobrevivência. Há anos, Lupi tinha uma banca de jornais na Praça N.S. da Paz, no Rio – e há quem aposte que ele ainda é seu dono.

INVESTIGAÇÃO

Se alguma autoridade tiver tempo e interesse seria bom conferir contratos feitos com dispensa de licitação na suposta gestão municipal de pelo menos uma “Ong” muito simpática ao time do PT e que, assopra o “bizu” andou surfando nas benesses da viúva.



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