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Porto Velho,  qui,   17/outubro/2019     
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Coluna do Taborda: a Secretaria do caótico Trânsito como presente de grego

13/11/2011 17:41:39
Gessi Taborda
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PRESENTE DE GREGO

Tem gente dentro do PT classificando de presente de grego a entrega do cargo de Secretário Municipal do Trânsito ao vereador Cláudio Carvalho, sabidamente pretendente à indicação de candidato do PT à sucessão municipal. Na verdade, a coluna entende ser esse cargo o melhor presente que um pré-candidato poderia esperar quando as negociações para a escolha daquele que conduzirá a bandeira do PT no pleito sucessório estão em pleno andamento.

No rol das intenções, pode até ser que o presente foi dado ao Cláudio como uma armadilha grega, com amarras para impedi-lo de ter mais projeção, mais possibilidades de desequilibrar a disputa interna a seu favor.



MEXENDO O DOCE

Embora tenha ocupado (antes de se tornar vereador) esse mesmo cargo e tenha sido na Câmara Municipal o líder do prefeito Bob Sobrinho, Cláudio não era certamente o favorito do alcaide para a disputa de sua sucessão. Na ordem de preferência de Sobrinho o nome escolhido sempre foi o da deputada Epifânia, criação política da “casa”. É certo que Carvalho começou a galgar projeção política quando se tornou membro do primeiro escalão desse lamentável prefeito mas não foi graças às bênçãos de Bob Sobrinho que chegou à Câmara. Está aí, portanto, um personagem que soube mexer o doce e não seria ingênuo de, agora, aceitar o tal “presente de grego”.



DESAFIOS

Se superar minimamente os desafios mais visíveis na questão da mobilidade pública e do trânsito que tanto inferniza a vida da população de Porto Velho, Cláudio Carvalho estará fazendo do limão uma limonada, conquistando enorme visibilidade, mais do que estava conseguindo com seu cargo de vereador. E pode, pela demonstração de absoluto desinteresse da “queridinha do prefeito”, ser viabilizado como o verdadeiro candidato de Bob Sobrinho.



GOVERNO NO LIMITE

A questão da Saúde foi o grande assunto rondoniense na semana que passou. Se houver um mínimo de comprometimento da chamada “grande mídia” do estado, o assunto continuará sendo pautado.

Em Porto Velho e em todo o estado de Rondônia, os conflitos relacionados à Saúde são crescentes. O modelo da gestão desse serviço fundamental do governo parece estar totalmente superado. A saúde pública rondoniense chegou ao seu limite. E mesmo assim, os interesses paroquiais resistem com vigor, criando amarras a decisões ousadas de quem se comprometeu a melhorar esse serviço público nos palanques da campanha passada.

O problema é que o discurso ainda não se transformou em prática.



ROMPENDO INTERESSES

Saúde, para os mais desavisados, parece ser um assunto altamente consensual entre os políticos durante uma campanha, lado a lado com a Educação e Segurança. No entanto, na hora do vamos ver, quando é preciso optar entre os acordos eleitorais e a gestão comprometida com a competência e austeridade, a correlação de forças das alianças políticas é o que prevalece, na escolha dos gestores.

Ora, nosso governador é médico de grande experiência; político de currículo invejável e certamente deve estar queimando as pestanas para dar um jeito na Saúde, depois de ouvir e concordar com afirmações de que o setor piorou muito nesse primeiro ano de gestão.



EXIGÊNCIAS DO CARGO

Longe desse escriba com bilhete sexagenário a pretensão de ensinar missa ao vigário. Mas sempre é bom relembrar exigências imutáveis para o sucesso no exercício da gestão pública. Política é fazer opções. Nem sempre é possível conciliar interesses.

São os momentos de encruzilhada que expõem, verdadeiramente, quem é quem. E, na hora da escolha sobre o rumo a seguir, a Saúde tem levado seguidas surras. Não podemos mais tolerar a degringolação do que tínhamos enquanto havia na saúde personagens como o dr. Amado Rahall. Querer manter na gestão da Saúde os “batistas” é ir longe demais.



SINCERIDADE

Mais do que poeta, filosofo e escritor, o governador rondoniense é de uma sinceridade desconcertante. “Eu declaro, alta voz e bom som, tenho vontade política. Não digo que implantarei em Rondônia a saúde dos sonhos, mas, que irá melhorar, claro que vai”.



REFORMA

A caminho do final de seu primeiro ano de governo e preparando uma reforma no secretariado para o começo de 2012, o governador Confúcio Moura tem devidamente estabelecido seu estado-maior, pelo menos dois nomes: o do Secretário Chefe da Casa Civil, Ricardo Sá e também o do Cambuquira estão confirmados. Pode não ser o melhor do mundo, mas é dele.



NÃO DESISTE

Contaram ontem à coluna que José Guedes não abre mão de correr mais uma vez atrás dos eleitores para subir novamente a rampa da vida pública. Só ele não percebe o seu distanciamento brechtiano da alma do eleitorado. Acorda, Guedes, que suas oportunidades foram perdidas e não voltam mais.



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