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Porto Velho,  qua,   19/fevereiro/2020     
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Coluna do Taborda: Confúcio tenta emplacar política de enxugamento da máquina

17/12/2011 15:15:59
Gessi Taborda
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INDO ALÉM

Ainda são conversas em surdina, e elas dão conta de que o governador Confúcio Moura pretende, em janeiro, ir além de uma simples reforma do secretariado. O chefe do executivo rondoniense, de acordo com observador privilegiado, daria um pontapé numa reforma administrativa para reduzir paulatinamente o custo da máquina estadual, liberando mais recursos para investimentos. O governador está determinado a cortar (e muito) gastos supérfluos. Em outra vertente, o governo deverá criar dificuldades para conceder reajustes aos servidores públicos da ativa ou inativos.

Não será fácil para Confúcio colocar em evidência uma política de enxugamento real da máquina do estado – conseguindo sobras substanciais para investimentos de seu governo – principalmente levando-se em conta que 2012 é ano eleitoral, ano em que seu próprio partido (o PMDB) tem metas de expansão nas urnas. Mas, enfim, o negócio é esperar para ver aonde vai mesmo o governo.


INIBIDOS

Outro empecilho para o crescimento e inovação dos investimentos no governo Confúcio, fácil de ser constatado: o modus operandi do próprio governador blogueiro, publicamente revelado nesse ano que termina – exatamente em seu blog – em todas as crises de gestão enfrentadas. A forma desconcertante com que Confúcio agiu colocando no olho da rua certos “colaboradores” acabou criando no secretariado uma inibição temerosa.

O pessoal do andar de cima – conta um desses observadores privilegiados – não se engana com o sorriso largo e os gestos fidalgos de Confúcio. Na realidade, eles sabem que o “chefe” tem temperamento irascível quando as coisas não acontecem exatamente como ele espera. Isso inibe ainda mais o fraco secretariado que, para não perder o cargo e suas benesses prefere tocar apenas o burocrático, mesmo assim com muito cuidado para não fugir do feijão com arroz.


SEM MATURAÇÃO

Assim, quase nenhum personagem do andar de cima desse governo tem coragem de apresentar ao capitão da nau alguma idéia mais audaciosa. E mesmo idéias óbvias, só entram na agenda depois de passar com aprovação no radar de Confúcio.

Por isso, os planos demoram, os investimentos param e quando os projetos surgem, saem capengas porque são analisados na correria. Ou muitas vezes são anunciados sem nenhuma análise, sem a maturação necessária. Este foi caso do “rodoanel” ou via expressa Porto Velho, nome meio postiço usado pelo próprio Confúcio, assunto publicado recentemente na coluna.


FEUDO

O deputado José Hermínio atuou muito bem à frente da presidência da Assembléia Legislativa nesse final de ano. Hermínio começou a corrigir injustiças praticadas contra os servidores da Casa e também em questões gerenciais sombrias.

Não deu tempo, mas o deputado pretende, no próximo ano, colocar ponto final numa das maiores vergonhas para um Poder que é (e precisa ser) a essência da democracia.

Se Deus permitir que Hermínio continue, certamente ele acabará com a feudalização do espaço midiático, voltado para discriminar os meios de comunicação que confrontavam as decisões de quem presidia aquele Poder. A manipulação dos recursos públicos destinados à publicidade tinha o caráter excludente, numa espécie de vale-tudo praticado a mando da presidência do legislativo.


VERGONHA

Vou avançado na década sexagenária não tendo motivo nenhum para me ufanar desse nosso Brasil. Pelo contrário, sou daqueles brasileiros envergonhados, especialmente pelo sentimento de impotência em lutar contra tanto caradurismo que vai minando todos os valores herdados de meu e repassados aos meus filhos e netos. Não dá para acreditar nessa decadência moral que, lamentavelmente leva-nos à crença de que não há mais justiça nesse país. Como viverá daqui pra frente nossa juventude, diante de tantos disparates.

A possibilidade aventada nesta semana pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, de que os réus do mensalão poderão não ser punidos em razão da prescrição das penas é uma bofetada na cara dos brasileiros honestos, trabalhadores e éticos.


A MÁFIA VENCERÁ

O desfecho previsto para os implicados no “mensalão” pelo próprio ministro Ricardo Lewandowski é inaceitável e representará, de vez, a falência do poder judiciário brasileiro, impotente e incapaz de punir ladrões do colarinho branco, de sequer assustar os sórdidos corruptos que, diante da inoperância do Judiciário, da impunidade generalizada, atua em todos os estados, em todas as instituições.

Os “irmãos” Valter da vida, e tantos outros deputados ladrões deverão promover uma memorável ceia de natal, comemorando por antecipação a idéia de que eles estão certo: o crime no Brasil compensa e só vai para cadeia pobre, ladrão de galinha e mane.


COM QUE TOGA

Não vi na nossa imprensa nenhuma manifestação de representante do Judiciário. Não deve ser fácil vestir a toga depois de um desfecho reafirmando a inconcebível impunidade praticamente garantida pela morte da Justiça. Como explicar aos meus netos uma coisa dessas:

A trama que envolveu alguns dos principais caciques do PT, pelo menos um banco e agências de publicidade, onde são 38 os réus que foram denunciados pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que em seu libelo reforçou a classificação do mensalão como esquema de corrupção, jamais visto antes.

Com os crimes imputados réus de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, gestão fraudulenta, falsidade ideológica e evasão de divisas é possível acreditar que ninguém será punido? Como os homens da toga vão explicar isso aos seus jurisdicionados, aos seus familiares?


RONDÔNIA

Os últimos fatos registrados na política rondoniense levam os mais atentos a constatar, tristemente, como estamos cercados de medíocres, de fariseus e de corruptos nas diversas esferas das instituições públicas de Rondônia. Mas também vimos a disposição de segmentos da sociedade em combater esse mal. Foi essa mobilização que livrou a Unir daquele péssimo exemplo de gestor.

No momento em que a sociedade se mobiliza de norte a sul do estado para cobrar ética e austeridade dos homens públicos e a imprensa escancara os abusos cometidos em todas as esferas de poder, deixar esses personagens mensaleiros, deixar deputados formadores e líderes de quadrilha soltos, como já acontece por aqui é uma afronta aos cidadãos de bem.

O Judiciário, especialmente o de Rondônia, precisa tomar decisões que desminta essa idéia de que na política o certo é levar vantagem em tudo, que isso é a regra perversa válida para os gestores públicos. O inconformismo do povo tem um limite.
É desalentador termos de aceitar que instituições como a Assembléia Legislativa e certos órgãos do governo tornem-se, impunemente, abrigos para bandidos organizados em quadrilhas, especializadas em desviar recursos públicos. A Justiça não pode facilitar a vida desses criminosos premiados com cargos públicos, mesmo através do voto dado por quem é vítima da alienação, política ou cristã.



Comentários (1)
Que governo é esse.

Flácidas falastras para acalentar bovinos, em outras palavras conversa pra boi dormir. Esse governador é um maior sem noção. Ao invés de tirar do salário dos grandes fica querendo tirar a isonomia do policiais civis. A segurança e o funcionalismo da seguranço não valem nada pra ele. Só pode!!

ticuvahi - Cacoal/ RO.
Enviado em: 21/12/2011 19:46:19  [IP: 189.72.146.***]
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