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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
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Coluna do Taborda: todos se perguntam: qualé governador?

22/12/2011 15:31:07
Gessi Taborda
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QUALÉ A DO GOVERNADOR?

Realmente o senador Valdir Raupp, bambambã do PMDB rondoniense, presidente do PMDB nacional, parece estar coberto de razão ao falar com a autoridade dos quase meio milhão de votos obtidos (ele e sua mulher) nas eleições passada sobre as dificuldades de compreender aonde pretende chegar o governador Confúcio Moura, de seu partido. Raupp não é o único do PMDB convencido hoje de que o nosso filosófico e afável governador parece estar mais perdido que cego em tiroteio. Muitos outros membros de seu partido não escondem a preocupação desse sistema de comando tipo biruta de aeroporto.

Nem os peemedebistas mais fervorosos sentem-se à vontade para defender os atos blogados (o governador continua preferindo o blog ao Diário Oficial) praticamente todos os dias pelo dr. Confúcio, especialmente quando ele sinaliza um caminho a seguir e, imediatamente, toma outra rota completamente dispare. E ai, além de Valdir Raupp os outros peemedebistas estão perguntando: “Qualé a sua, governador???”



PESSOA BOA

Interessante é a excelente avaliação dada à pessoa do governador Confúcio, até por aqueles sem papas na língua, como tem se manifestado o próprio deputado José Hermínio, o atual presidente em exercício da Assembléia. Todos concordam: Confúcio é uma boa pessoa, e até inteligente. Então, qual motivo impede sua gestão de avançar, de ganhar o respeito da população e virar motivo de orgulho para seu próprio partido?

Talvez porque o governador tem dificuldades de dizer não, preferindo continuar, no fim do primeiro ano de mandato, atendendo maus assessores e interesses políticos da rapinagem homiziada em partidos políticos de pouca representação.



SEM IMPACTO

Bem, é difícil livrar o governador do fogo amigo e dos ataques da Oposição (se é que isso existe em Rondônia) quando as ações desse primeiro ano não causaram nenhum impacto na sociedade. Uma análise desapaixonada vai apontar apenas o “Programa Nota Legal” como uma iniciativa que deu um pouco mais de moral ao novo governo.

O governador – que é medico – não conseguiu até agora nenhum dividendo com o setor da Saúde. Aliás, ninguém entende como ele, profissional e empresário desse segmento, tem optado constantemente por fórmulas esdrúxulas com a colocação de quem nada entende do riscado para mandar na Saúde, sabendo que isso não vai funcionar.

Se com o Batista, sobre o qual foi alertado, a coisa desandou até o embaixador de José Bianco nesse governo ir parar na cadeia, não será com um milico dando as cartas nesse segmento sensível que a crise vai se estabilizar. Pode anotar: greves e reações vão colocar novamente o governador numa saia justa e cada vez com menos cacife político para fazer a coisa andar.



ENXUGAMENTO

Como o governador Confúcio pode anunciar numa semana sua decisão de promover o enxugamento da máquina pública – com uma reforma – e de repente anunciar a decisão de criar uma tal Secretaria da Paz, algo sem a menor necessidade para o Estado, a não ser como criação de mais um cabide de empregos destinado aos rapineiros de plantão e a ampliar o batalhão de aspones que se alimentam do suado dinheiro dos contribuintes.



PARENTADA

O governador é realmente uma boa pessoa. Isso até o deputado José Hermínio reconhece, mesmo subindo cada dia mais o tom das críticas ao governo. Para o parlamentar o governo está afundando em esquemas de corrupção, tendo a participação de parentes na articulação desses “malfeitos”, palavra usada nos dias de hoje para os desvios registrados no setor público.

Nos tempos de Jerônimo Santana, parentes contribuíram, e muito, para o desgaste daquele que era tido como o grande líder político do estado nos anos de chumbo. Maria Santana (irmã) Antonio Santana (irmão) e Palmira (mulher) funcionavam como uma tróika, tirando proveito pessoal no encaminhamento de interesses diversos.



FAMILIOCRACIA

O governador Confúcio teve como precursor político na família o irmão (também médico), Nobel Moura. Deu em béstia e só não mofou na cadeia porque torrou muito dinheiro e sumiu duramente muito tempo. Confúcio sempre levou uma vida descolada do irmão. Conseguiu junto ao povo um atestado de idoneidade. Por isso, na sua vitoriosa campanha o trunfo principal foi “transparência, honestidade, combate à corrupção”.

O governador tem sido alertado para o papel da parentada no seu governo. Tem gente fazendo, quase todo dia, o papel que Roberto Jefferson fez no episódio mensalão em relação a Zé Dirceu: “Saia daí, Zé, ou você pode complicar a vida do Lula!”, dizia o chefe petebista.

No caso do governo, até gente do partido de Confúcio tem gritado sempre: “Tira daí o cunhado que não para de fazer transações, como essa agora para a compra de marmitex...” E Confúcio parece não escutar os avisos, não dar bola para as exortações de seus próprios partidários.

Um dia, Júlio Campos (que já tinha sido governador de MT) conheceu no senado um governador eleito de Rondônia. E fez, sem que alguém pedisse, a seguinte observação: “Governador, se tiver parentes próximos, mesmo filhos, mantenha-os longe do governo e, se possível, longe do estado. Só assim evitará problemas muito difíceis...”



CAERD

Possivelmente acreditando num milagre natalino, o governador quer um plano de metas (“bem definido”, diz) realizado em 30 dias para que a Caerd tenha “uma viabilização completa”. E na esperança de que isso dê resultados, o governador mandou a nova diretoria da Caerd ir conhecer a Sabesp, lá em São Paulo, além da empresa congênere do Ceará, para aplicar os ensinamentos aqui, na recuperação dessa companhia paquidérmica e falida.

Ora, governador, só um gênio em administração, desses que conseguiram recuperar enormes massas falidas teria alguma chance em relação a Caerd. A nova presidente pode até ser uma pessoa bem intencionada está muito longe da genialidade. E a tal gestão compartilhada, porque não tirou a Caerd da falência???



PARA O FUTURO

Bem, a solução está próxima. O governador recebeu em seu gabinete vereadores da capital. Ouviu críticas variadas. Eliseu da Silva (que espera deixar de ser suplente, saindo das urnas no próximo ano com um dos 21 titulares) classificou o hospital João Paulo II de “Sala Vip do Inferno”. O governador ouviu resignado. Não cobrou do vereador uma postura em relação ao prefeito que, mesmo tendo recebido bilhões, deixou de lado sua obrigação de construir um hospital.

Mas o governador acabou fazendo um novo compromisso, ao responder o preocupado edil. “Louvado seja Deus, amigo Elizeu, em 2012 tudo isto acabará. Não digo que será um paraíso, mas, chegando lá”. Então é isso, está tudo resolvido e garantido com “PlanofutuRO”. O problema é que 2014 chega muito rápido. E bate o bumbo!


É DE LASCAR

Nosso povo é mesmo fácil de ser enganado. Ontem ouvi, numa fila de loteria, um sujeito do tipo alienado, puxando o saco do prefeito porque “a comida no restaurante popular é muito boa e barata”. Até parece ter gente que se esquece de um fato irrespondível: demorou quase 8 anos para esse lamentável prefeito inaugurar um restaurante popular. E esse único restaurante popular é de iniciativa do governo federal. É muito cinismo e demagogia dessa gestão. Na verdade a mesma usada há anos atrás ao inaugurar a tal Maternidade Municipal, obra de antecessores do lamentável Bob Sobrinho.



Comentários (2)
Transenrolação

E ao Tabosa. vocês também da imprensa já se esqueceram da transpoisção. Um direito constitucional que a mais de 25 anos o governo não cumpre. fica enrolando os servidores do Rondonia.<br> CADÊ A TRANSENROLAÇÃO, NÃO SAI NÃO? SO NA POLÍTICA?

Nilton Antonio - ariquemes/ RO.
Enviado em: 6/1/2012 00:12:59  [IP: 187.64.35.***]
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CAERD / ELIZEU DA SILVA

AMIGO TABORDA. NÃO ESXQUEÇA QUE FAZ MAIS DE 10 ANOS QUE SE ALARDEIA UMA TAL DE "GESTÃO COMPARTILHADA" NA COMBALIDA CAERD. DEU NO QUE DEU ??<br> O EDIL LIZOMAR DA SILVA NÃO TEM MORAL PARA EXIGIR NADA DO GOVERNADOR POIS SUA VIDA PARLAMENTAR TAMBÉM NÃO É DAS MAIS LIMPAS. LEMBREMOS DO CONTO DO "PACO".

MOACIR FIGUEIREDO - PORTO VELHO/ RO.
Enviado em: 29/12/2011 14:40:49  [IP: 187.53.61.***]
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