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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
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Taborda: o retorno de Orestes Muniz à cena política

27/01/2012 10:15
Gessi Taborda
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VOLTANDO À CENA

O retorno de Orestes Muniz – ex-deputado federal e ex-vice-governador rondoniense – à cena política não mereceu, como já era esperado, o conveniente tratamento da mídia, em termos de cobertura e de reflexão. Reconhecido hoje como importante empresário no estado e, também, influente causídico, liderando uma das mais importantes bancas de advocacia, Orestes vem afirmando há muito tempo que não pretendia mais voltar às liças eleitorais por ter se encontrado; definitivamente, com sua maior aspiração exercendo o Direito.

Mas ai está ele retornando, em grande estilo, para uma disputa eleitoral difícil, isso porque o grande jurisconsulto não resistiu às demonstrações explicitas de apoiamento ao seu nome da parte de antigos companheiros do PMDB, partido ao qual nunca deixou de ser ligado e onde exercia nos últimos tempos papel importante de cunho burocrático e tático.



DEMOCRÁTICO

O dr. Orestes Muniz é, de longe, o mais prestimoso nome do partido para figurar na disputa pela eleição do novo prefeito de Porto Velho nesse ano. Deveria – pela relevância de seu nome em relação aos dois outros postulantes – ser simplesmente confirmado por aclamação. Todavia, pelo que consta, ele mesmo preferiu se submeter ao processo de prévias, por ser um sistema democrático capaz de desaguar na unidade partidária.

Certamente o ex-presidente da OAB rondoniense, se nossa imprensa rondoniense (em sua grande maioria) não fosse de um amadorismo chocante, seria foco das atenções de suas editorias políticas (qua! qua! qua! qua! qua!), até porque este é um quadro do PMDB com prestígio intocado capaz de, se efetivar seu retorno à vida pública, propor até mesmo um novo projeto político partidário, renovando a sigla que hoje vai ficando parecida como uma propriedade do casal Raupp.



COMPETITIVO

Não poderia haver nas hostes peemedebistas alguém com melhores condições para se dedicar full time a uma candidatura do que o dr. Orestes Muniz. Ele tem, reconhecidamente, armas próprias para levar avante um projeto tão difícil como esse: fazer com que o PMDB ganhe a prefeitura da capital rondoniense.

A última vez que isso aconteceu foi no século passado, com o histórico Jerônimo Garcia de Santana. Aliás, foi da prefeitura da capital que o popular “Bengala” pousou sua nave no governo rondoniense, de onde marchou celeremente para o martírio do ostracismo.

Certamente se Orestes Muniz repetir antigas táticas usadas no tempo em que se revelou para a vida pública rondoniense, terá maiores oportunidades do que (alguns) candidatos que vão se mantendo na política do estado pelo descarado exercício do populismo e dos apelos emocionais.

O povo está cansado e descrente desses personagens e não deseja mais essa caricatura de gestão que ai está. Orestes conhece o caminho das pedras e vai atuar numa nova época, podendo utilizar a tecnologia do GPS.



ERROS GRAVES

Em Rondônia o PMDB ficou à margem do Poder da capital por muitos anos em virtude de uma sucessão de erros cometidos. Tem sido um partido que não se renova, dominado por uma quase troika comandada com mão de ferro pelo casal Raupp.

Orestes Muniz deixou o poder quando não foi feliz na disputa pelo governo, momento em que o PMDB era um partido rachado e seus líderes mais importantes tinham projetos pessoais. Muniz – vindo de família vinculada ao partido – preferiu ir cuidar da vida, onde obteve todo esse sucesso conhecido da população.

Agora, para não repetir os erros do passado, os caciques e as lideranças mais conseqüentes precisam consolidar o nome desse advogado como “o candidato natural”, único que pode dar alguma conseqüência positiva real nesse embate.

É preciso realmente saber se o dr. Orestes Muniz quer. Esse o critério fundamental para a caminha avançar. Certa vez o PMDB fez ouvidos de mercador a um de seus nomes mais expressivos. Naquela época, Amir Lando queria, mas os caciques do partido não. Quem sabe dessa vez há sintonia entre o candidato natural e a combalida “militância” das alas dominantes peemedebistas...



SONHO PEEMEDEBISTA

Imprensa verdadeira interessada em refletir de forma responsável sobre o cenário político compreenderia que o lançamento do nome do dr. Orestes Muniz foi um importante fato novo.

Quem só conhece Orestes recentemente não viu como exercia no passado carisma e prestígio. Pode não ter mais a mesma fleuma. Mas certamente ainda não perdeu a embocadura.

Não bastará ao PMDB a possibilidade de contar com esse “candidato natural” para se tornar competitivo. Se não funcionar em torno dele a sintonia das diversas alas, especialmente as lideradas pelo casal Raupp e pelo governador Confúcio, que, claro, devem estar avaliando já os efeitos de tudo isso em 2014, o partido corre outra vez um sério risco de viver nova frustração.



MEDO

Não é a toa que os juízes andam com medo da investigação do CNJ. Esse valor de R$ 150 mil no contra-cheque é inadmissível, por isso a AMB quer barrar qualquer tipo de investigação no Judiciário. Nós vivemos numa ditadura democrática, pois os juízes estão sentados do lado direito do poder, lógico que recebendo muito por isso e sem serem incomodados. Certamente existem muitos Juizes condenando essa desfaçatez, mesmo coberta pelo manto da “legalidade”.



HERMÍNIO

O novo presidente da Assembléia Legislativa, José Hermínio, não vai dar o braço a torcer. Ele sabe que tem o apoio do povo para por ponto final nas safanagens que vinham minando as estruturas éticas daquela instituição. Suas determinações ainda estão sendo contestas e desrespeitadas. No caso da publicidade cara e vergonhosa, jornalões andaram veiculando páginas daquela calhordice. Hermínio não vai deixar isso passar batido. E como o próprio José Hermínio já disse: “Esse estado é uma vergonha”. A Assembléia está podre, contaminada com nepotismo, altos salários, clientelismo, superfaturamento, etc. Mas as demais instituições não ficam muito longe disso. Aqui na capital famílias que moram na área rural estão sem estrada, sem portos, sem escola, sem educação, sem habitação, sem tratamento de saúde, assim como na capital estamos, praticamente todos, sem tratamento de esgotos. Há desvio de verbas públicas etc. Será que os deputados não vão quere fazer nada. Não vão dar apoio ao José Hermínio para realizar a necessária faxina no Legislativo ????



XADREZ

As obras no Brasil jamais são concluídas no prazo e os orçamentos sempre superam em muito as previsões. Mas em Porto Velho essa situação é mais do que um acinte. Ela é criminosa e serve para enriquecer políticos e ordenadores de despesa crentes da impunidade. E ai, na maior cara-de-pau, vem esse lamentável prefeito garantindo que vai jogar mais alguns milhões nas mãos desse porralouca curitibano que cuida da publicidade (???) completamente desnecessária para enriquecer ainda mais seus protegidos. Até quando essa j* de burgo-mestre vai ficar solta por ai, torrando o dinheiro da cidade? Quando tempo vai demorar para os órgãos do Judiciário meter um freio nesse bandalheira?



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