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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
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Coluna do Taborda: a amargura por que passa o governador

3/2/2012 19:05:24
Gessi Taborda
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CUIDADO GOVERNADOR

O governador Confúcio Moura está amargurado. Suas últimas manifestações públicas demonstram isso. Deve ser uma situação muito séria, pois para desabafar o chefe do governo rondoniense não escolhe local. Qualquer um serve. Ontem, pelo que consta, o dr. Confúcio foi desopilar o fígado no programa de um deputado sobre o qual pairam questionamentos nada edificantes em se tratando de ética e responsabilidade pública. Apenas repetiu uma outra recente participação num programa de entrevista onde, também, jogou sobre seus auxiliares a culpa pela insatisfação do governo que vai tocando, muito longe daquela “Brastemp” vendida durante a campanha e imaginada no seu ideário.

As catilinárias do governador – boa parte executada no seu blog, na internet – deram vazão a especulações bizarras com palavras como “renúncia” e “impeachement”, esta última numa campanha colocada na internet pela rede social facebook.

Não sei divisar, ainda, qual o verdadeiro objetivo do governador Confúcio. Mas certamente esse tipo de comportamento só serve para reforçar a idéia de Rondônia como um estado de desordem, formado por uma massa de homogênea de pessoas sem qualificação, analfabetos políticos, responsáveis pela escolha de dirigentes públicos que deixam o estado à deriva, por não saber líder com a violência, a manipulação dos grupos mais fortes e ao combate da corrupção.


DESMORONANDO

A paixão é inimiga da razão, obscurecendo as decisões que de fato precisam ser tomadas pelo dirigente público para salvaguardar os interesses maiores da sociedade. Não dá para ficar inerte diante de tantas manchetes negativas contra o governo, reforçando a suposição a corrupção não se arrefeceu e está até estimulada a ampliar seus tentáculos.

O que pensar diante das manchetes dessa semana, envolvendo interesses milionários (Marmitex de Ouro, para o Saíta), até coisas prosaicas como o serviço de controle e acesso ao CPA, barrado pela intervenção prévia do TCE.

Pior são as denúncias de mais falcatruas no segmento da Saúde (onde atuava o Batista, pupilo de Bianco, preso por corrupção), após toda a repercussão da “Operação Termópilas”. O governo do dr. Confúcio corre o risco de desmoronar se ele não decidir de vez a afastar os “colaboradores” que vão montando esquemas e arapucas para sugar o erário.


PARENTES

Manter parentes no governo nunca foi uma boa decisão. Jerônimo Santana só descobriu o quanto custou-lhe a influência da mulher (Palmira), da irmã (Maria) e do irmão (Antonio) depois que sua carreira política (consolidada por anos de ação parlamentar) foi para o beleléu.

Se o estado não conseguiu um padrão de gestão capaz de inseri-lo num grau de excelência, dificilmente se tornará atrativo para investimentos de porte em áreas que gerem empregos, crescimento econômico, qualidade de vida para seus moradores.


EDUCAÇÃO

No seu blog, o governador postou ontem opiniões preocupantes para quem ainda mantém esperanças na melhoria do padrão educacional rondoniense. O mesmo governador que foi buscar (e mantém) uma cidadão sem o preparo técnico, sem o conhecimento acadêmico para propor ou mesmo executar a política educacional do estado, escreve no seu blog coisas óbvias e também desconcertantes.

“Não espere que a educação melhore sozinha, espontânea, pela vontade de um governo, dos sindicatos, dos diretores, nem dos professores”. Isso, até certo ponto é o óbvio. O duro é saber o que o governador espera do cidadão-contribuinte-eleitor quando acrescenta: “Ela só reagirá com um forte movimento externo. De fora pra dentro. Ela só melhorará com a força da indignação. Indignação da imprensa crítica. Dos pais insatisfeitos. Dos intelectuais brasileiros. Ou da própria juventude”.


REVOLTA

Parece que o governador espera uma revolta popular para acontecer na educação estadual as mudanças necessárias. Afinal, que tipo de reação, que tipo de “movimento externo” deseja nosso filosófico governador?

Interessante a maneira como se posiciona o grande Confúcio. E engraçado e seu diagnóstico. Sim, o governador dá a entender que conhece os principais pontos de estrangulamento da educação pública.



BUROCRACIA

A educação, destaca ele, “está burocratizada demais, insensível em si mesma pelo pesado invólucro de um sistema, que ninguém sabe de quem é a culpa do seu fracasso”. Será que a “culpa” desse fracasso não é do Papa? Afinal, da Luiza não pode ser porque ela estava no Canadá, como foi amplamente divulgado nas redes sociais.

O governador reclama, com uma certa dose de razão, do “distanciamento do povo” dos temas essenciais. E, claro, Educação é um tema essencial. E mesmo assim, meio descrente da anunciada revolução no ensino estadual Confúcio acaba por garantir “singelas propostas” ir “tocando a vida” no governo.

Como o próprio governador não foi específico no que o povo deve realmente fazer, a coluna deixa como sugestão que o povo “freneticamente atento ao futebol” passe a torcer para que as “singelas propostas” do grande Confúcio dêem certas.


DESMORALIZAÇÃO

Certamente o grau de confiança da população rondoniense em suas instituições é vexatório. O grande descontentamento é com a classe política. Claro que os serviços públicos também não são bem avaliados pelos contribuintes. Ora, num cenário tendente à desmoralização, as constantes confissões do governador de desânimo e descrença na sua próprio gestão em nada ajudarão os esforços para reduzir o misto de enfado e indignação do povo, quando o assunto se deriva para questões do governo ou da classe política rondoniense.

O dr. Confúcio fará melhor para si e para Rondônia se verdadeiramente exercer o Poder a ele conferido pela população. Torçamos para que o nosso governador livre-se de penduricalhos, de quem está do seu lado só para garantir benesses e meios de ganhar dinheiro rápido sem ter de submeter-se aos ditames republicanos.


ALERTA

Ao contrário de se lamentar, de colocar a batata quente no colo do povão, o governador pode, por exemplo, seguir as pegadas que o deputado José Hermínio vai imprimindo na Assembléia Legislativa, depois do furacão promovido pela quadrilha do “irmão” Valter. Ele está empenhado na melhoria daquela instituição. E por isso trabalha no sentido de que o descrédito não descambe em alienação geral.

O governador, claro, já deve ter percebido a armadilha de manter na cúpula de sua gestão gente (mesmo parentes) sem identificação com sua biografia política e com suas possibilidades de construir um novo capítulo na história rondoniense.


VICIADO

Passado o primeiro ano do governo não é possível manter no comando do estado aqueles que aprofundam a campanha de desmoralização do governo. Rondônia não deveria perder esse seu grande momento de se afirmar como um estado importante, econômica e politicamente falando, por se manter prisioneira de políticos e puxa-sacos que usam a máquina pública em benefício próprio.
O governador deveria saber que o sistema é mesmo viciado e ele tem a obrigação de mudar essa realidade.



Comentários (2)
O governador amargurado...

é, nosso governador, realmente passa por momentos dificeis, não gostaria de esta na pele dele. Certamente ele gosta de viver perigosamente, esses são os desafios que ele teria que enfrentar.... Já havia um grupo de pessoas se manifestando em favor, e com essas matérias que a cada dia é colocada na mídia umas por ele outras resultado da ação operação termópilas. É muita amargura realmente.

roberto ferreira - cacoal/ RO.
Enviado em: 6/2/2012 18:50:03  [IP: 177.100.23.***]
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Confucio acorda!

Concordo plenamente meu amigo Taborda. Confucio não exerce o poder da caneta, e se depender dos puxasacos profissionais, nunca conseguirá mudar e nem gerir nada. Estes são habeis em comer a sopa pelas beiradas e influênciar a muitos da corte do poder. Quanto mais egocentrico, mais facil a manipulação por estes merdas.<br> Mas politico adora puxasacos e não gosta de quem fale a verdade. E muito menos de pessoas que se preocupam em produzir resultados em detrimento de longas reuniões inocúas, mas otimas para parecer que se está trabalhando. Confucio é boa pessoa, mas a hora é de mão de ferro e não de conciliação.

Gladyston Leonello - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 3/2/2012 21:35:55  [IP: 200.101.23.***]
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