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Coluna do Taborda: o bom senso volta a predominar

04/02/2012 07:25
Gessi Taborda
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VOLTA DO BOM SENSO

Impossível dimensionar, ainda, o tamanho do prejuízo causado aos interesses públicos e ao erário, na meteórica passagem do deputado quadrilheiro (o “irmão” Valter), pela presidência da Assembléia Legislativa rondoniense. Até agora, somente na questão de pessoal, o presidente em exercício, José Hermínio, já demitiu mais de 200 pessoas que inchavam a folha daquele Poder, todos embarcados no trem da alegria criado pelo deputado foragido da Justiça para atender cabos eleitorais e chefes de igrejas (e de seitas) amarrados aos projetos de acúmulo de poder pelo deputado mafioso. Na promoção do retorno ao bom senso na administração do poder legislativo, Hermínio não só conseguirá recuperar a credibilidade da Assembléia, além de estancar um ralo por onde escorria milhões de reais do erário.


NÓDOAS

A medida em que vai chegando ao fim o período de recesso, aumenta os desafios para o deputado Hermínio. E esses desafios só tenderão a diminuir quando ele for efetivado no cargo. Então, até a renúncia ou cassação do mandato do “capo” foragido, Hermínio precisará precisa usar toda a prudência para suplantar o proverbial corporativismo, responsável por beneficiar maus deputados em detrimento de todo o Poder Legislativo.

Na verdade, são poucos os deputados que sujam a imagem da instituição parlamentar. A nódoa parece imensa diante da opinião pública pela conduta corporativa assegurando impunidade e, em certos momentos, até proteção aos integrantes da banda podre.


PERCEPÇÃO

O cenário está mudando, na própria avaliação de José Hermínio. “A maioria dos deputados estão percebendo que manter as coisas como estavam, é uma desvantagem para todos os que não se afastaram dos compromissos assumidos com o eleitorado. E o melhor para a instituição é esclarecer as eventuais irregularidades; cobrando a disciplina que garante o decoro parlamentar. Então, os deputados não fugirão à responsabilidade do julgamento político que deverá ser feito sobre quem acabou praticando sérios desvios de conduta”, comentou para a coluna.


MARCO

Na concepção do parlamentar que agora preside a Assembléia Legislativa, a maioria dos deputados dessa legislatura está disposta a assumir as responsabilidades de “criar um novo marco” na história do parlamento estadual, dando uma resposta positiva à sociedade e, assim, contribuir para melhorar a péssima imagem da classe política no estado.

Se antes não havia registro de punição a deputados que prevaricaram, agora esse quadro vai mudar. Desta vez os membros do parlamento estão dispostos a punir os desvios de conduta, aplicando, se necessário, a punição máxima possível num julgamento político, que é a cassação do mandato.


CONTINUA

A redução do imenso inchaço da folha de pagamento da Assembléia Legislativa promovida pelo mafioso “irmão” Valter não chegou ao fim com estas ações do presidente Hermínio Coelho. Outros setores, além do de pessoal, também foi tratado como feudo do deputado foragido e, agora, tem de se enquadrar no conceito de administração livre de males da gestão e de corrupção. A faxina, portanto, continua.

Quando questionado sobre esse assunto, Hermínio frisa sempre que a maioria dos deputados está solidária com as decisões que vão sendo tomadas: “Há uma vontade política de por fim à continuidade dos abusos, das fraudes e dos escândalos, dessa maneira perversa de desrespeitar a coisa pública, jogando a imagem de nosso estado no pantanal da corrupção”.


IGREJA

José Hermínio não confirmou se no esquema de “servidores gafanhotos”, nomeados com alto salários e sem a “aparente” obrigação de prestar serviços, premiava com mais intensidade filhos ou parentes “de pastores evangélicos” alinhados do “irmão” Valter. Ele não sabe “quanto ganhava” a filha de um líder religioso da cidade, que foi exonerada nesse princípio de fevereiro, por ser uma questão pontual.

Para o atual presidente da Assembléia, o regime democrático é incompatível com as aventuras tendentes a criar castas ou privilegiar segmentos religiosos. Essa cultura deletéria que vinha sendo praticada na Assembléia não combina com a probidade e a ética de administrar, disse.

A Igreja, assim como as demais instituições organizadas da sociedade, precisam ajudar os políticos bem intencionados a combater “o elenco de trapaças” que colocou o Legislativo nessa situação vexatória, sublinhou o deputado do PSD.


COLETIVO

Após garantir que “os deputados comprometidos em mudar a imagem da Assembléia” vão certamente apoiar as medidas que virão, José Hermínio disse ser solidário aos movimentos interessados em levar seu protesto e sua indignação na frente da Assembléia, quando as atividades do parlamento forem retomadas.
“É preciso implantar nesse nosso jovem estado uma batalha coletiva contra a corrupção, em representação exclusiva da sociedade e de seu clamor por maior transparência, planejamento, serviços públicos de qualidade e resultados objetivos. Torna-se inadiável vencer a cultura do aparelhamento, do favorecimento por parte dos políticos, do patrimonialismo, dos costumes anacrônicos afinados com fraudes, do abuso de poder, da relação predatória dos bens públicos para fins privados e do desrespeito aos interesses da coletividade”, destacou Hermínio para concluir: “Nós, a maioria dos deputados, estamos decididos a isso”, concluiu.



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