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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
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Coluna do Taborda: a picaretagem por trás da propaganda institucional

9/2/2012 20:23:19
Gessi Taborda
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PICARETAGEM

Queimar recursos públicos tem sido a especialidade de muitos supostos gestores rondonienses. Entre os vários ralos utilizados para drenar o dinheiro público, um dos mais importantes é o custeio da mídia, ultrapassando os gastos com a mera propaganda. No caso da Assembléia Legislativa o dinheiro do contribuinte serviu para premiar apadrinhados sem nenhum pudor. O “irmão” Valter foi apeado da presidência daquela Casa e nem assim certos esquemas manjados foram desfeitos. O presidente José Hermínio ainda não teve tempo de abrir a caixa-preta do setor de comunicação social e, assim, ainda não tomou conhecimento dos gritantes exemplos de como se tratava a coisa pública sem nenhum respeito.

AMBÍGUO

Quando abrir a caixa-preta do setor de comunicação social da Assembléia, o deputado José Hermínio vai descobrir que aquilo sempre funcionou como um feudo repartido entre “amigos”, uma boquinha a mais para a chamada imprensa amestrada, sempre disposta a abafar os fatos escandalosos que acabaram mal para a imagem da instituição e para aqueles embarcados na fragata da corrupção, sob o comando do deputado fugitivo e afastado do cargo.

PILHÉRIAS

Certamente as ações dos deputados sérios, liderados agora por José Hermínio, chegarão também àquele escaninho de porteiras fechadas para o gáudio dos que sempre se aproveitam da incúria administrativa que, até agora, lastreava-se em maracutaias.

Os ex-presidentes, agindo como “donos” da Assembléia, contribuíram para fortalecer o anedotário negativo e as pilhérias contra a nossa amada Rondônia, graças aos seus escândalos. É preciso por um ponto final nessa fase negra.

SURREALISMO

Afinal, como acreditar, lá fora, que nesse estado o Poder Legislativo pagava (ainda paga) uma alta verba mensal para uma televisão que não existe, que ninguém sabe, ninguém viu ???. Ora, isso é tão grave como torrar milhões para manter na folha de pagamento centenas de puxa-sacos ou irmãos de fé.

Isso só aconteceu porque a cúpula diretiva da Assembléia levou a instituição ao fundo do poço. Depois das revelações da “Operação Termópilas”, ficou fácil compreender a desfaçatez no trato com o dinheiro público...

José Hermínio precisa fechar aquele ralo. O dinheiro público (ou seja, do cidadão-contribuinte-eleitor) continua sendo dado na maior cara-de-pau para a televisão (???) de mentirinha que ninguém sabe e ninguém viu. Imagine como foi a festa bancada para a mídia mais importante que garantiu apoio político aos deputados mafiosos... É preciso abrir a caixa-preta revelando essas relações promíscuas realizadas dentro de um figurino fascista, destinado a sufocar a imprensa que não vendeu sua alma.

CRITÉRIOS

A aliança entre prefeituras e fornecedores de equipamentos eletrônicos de trânsito (câmeras, pardais, lombadas eletrônicas, semáforos, etc) muitas vezes tem como objetivo garantir propina e faturamento em esquemas de corrupção. Boa parte desses equipamentos (mostrou uma reportagem especial da Globo) são comprados e instalados sem nenhum critério de trânsito. É tal da indústria da multa funcionando a pleno vapor.

Em Porto Velho é fácil constatar a inexistência de critérios na instalação dessa parafernália. É comum em trechos curtos de ruas a existência de semáforos em todas as esquinas, contribuindo para tirar a fluidez do trânsito e estimulando a suspeita de que há um suposto acerto entre a prefeitura e o fornecedor desses sistemas. Afinal, quanto a prefeitura gasta com isso? Quem vende e dá manutenção? Como é feita a concorrência pública para adquirir esses equipamentos? Essas são apenas algumas indagações sem respostas até hoje...

ATRASO

Enquanto no mundo evoluído os especialistas em trânsito buscam meios de aumentar sua fluidez (na Holanda uma cidade faz pesquisas sobre a redução de sinais nas vias), aqui onde o trânsito continua sendo pensado por gente atrasada, ainda se acredita que o aumento de sua segurança depende dessa idéia ultrapassada de colocar lombadas e redutores em todos os lugares. Agora mesmo a tal Semtran meteu uma lombada (que parece uma serra) na Pinheiro Machado, próximo da faculdade Objetivo, sem nenhum critério, a não ser que o objetivo era atrapalhar o trânsito.

Essa mesma incúria deve ter sido a causa da colocação de placas de lombadas na rua Miguel Calmon onde, pasmem, não existe lombada nenhuma. Só pode ser mais uma pegadinha dessa suposta gestão...

SINISTRO

Não dá para entender a indignação do Pantera, doublé de professor e líder comunista, com a decisão do juiz de direito José Gonçalves da Silva Filho, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho, extinguindo o processo contra o madeireiro Osias Vicente, acusado de matar o Dinho do MCC. O juiz tomou a decisão porque Osias foi morto a tiros em Vista Alegre do Abunã. Será que o professor Pantera estaria imaginando um novo julgamento para o Osias lá nos quintos dos infernos ou está imaginando que o Tribunal do Altíssimo se reunisse para tratar do caso, dando pena maior ao madeireiro morto? Como comunista, Pantera deve seguir dogmas materialistas e para ele a morte não é pena suficiente. Assim ele considera que mesmo morto, Osias saiu impune...

SAPIÊNCIA

Essa deve ser a vantagem de ter na chefia do estado um cultor da filosofia. São lições distribuídas graciosamente, com um didatismo de causar inveja. E dessa vez o nosso querido governador Confúcio decidiu raciocinar sobre as eleições municipais. Do alto de suas introspecções filosóficas tascou:

“Ser prefeito é ser diferente de vereador. Vereador faz uma coisa. Prefeito outra. Muita gente não sabe disto. E aí vem a guerra depois. Um querendo ser o outro. No mais é sentir-se preparado. Primeiro para a campanha. Depois para governar. Ser candidato, além de atitude patriótica é de imensa ousadia”. Assim falou o nosso Confúcio Moura, com toda a profundidade do tema.

GREVE

A lição pode ser tirada da greve dos PMs na Bahia. No caso rondoniense, a ameaça mais séria de paralisação está, primeiramente, no segmento da Educação. Os motivos são fáceis de ser identificados. Falar em melhoria da educação, em ensino de excelência sem olhar para a situação do professor é simples falácia. O erro de se pagar mal aos professores rondonienses não é culpa do atual governo. Essa é uma calamidade que vem de longe. Hoje em dia ninguém quer ser professor. Essa é uma profissão muito mal remunerada. Ser professor é viver com dívidas, é morar mal, e acabar chegando a conclusão que não vale a pena... E ai, os ingredientes estão prontos a serem misturados para novas paralisações. É exatamente o que aconteceu agora, na Bahia, com os policiais. E olha que eles costumam ganhar mais do que professores.



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