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Coluna do Taborda: mais uma da municipalidade

11/02/2012 12:44
Gessi Taborda
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POR QUE HOJE É SÁBADO

Bem que poderia hoje destacar, mais uma vez, um novo ângulo da insensatez do lamentável e blindado prefeito de Porto Velho, em mais uma evidente prática de corrupção. Poderia falar da pura e simples eliminação das edições do Diário Oficial do Município, um ato criminoso impensável num país democrático, republicano e que tende a se modernizar. A coluna tem rotineiramente se ocupado das práticas deletérias dessa suposta gestão, mostrando que seu titular, por acreditar na impunidade e numa suposta blindagem permanece agindo como se fosse um “sôba” tribal africano... Mas, vamos reservar este sábado para refletir sobre um tragédia humana maior, que se faz visível aqui na nossa capital.


OS INDESEJÁVEIS

Fiquei realmente pasmo quando li na mídia local uma reação de intolerância à chegada dos “irmãos” haitianos a Porto Velho. Ora, não deixei de registrar minha indignação àqueles que pregavam medidas draconianas para evitar que os “ilegais” haitianos chegassem em levas cada vez maiores ao nosso sempre acolhedor estado rondoniense.

E assim, todos os dias quando passo na Elias Gorayeb e vejo aqueles negros sobreviventes de uma tragédia fenomenal como a que dizimou o Haiti, me comprometo a tratar do assunto nesse espaço, convidando as pessoas a refletir e rechaçar as teses objetivando estigmatiza-los.


REFUGIADOS

Não sejamos nós, acolhidos nessa generosa Rondônia, quem reescreverá mais um capítulo da tragédia dos refugiados que estão batendo em nossa porta ou buscando conviver conosco, na esperança de superar os impasses das migrações indesejáveis.

Os haitianos são sobreviventes de inúmeras tragédias, algumas naturais, como terremotos e tempestades. Outras humanas, como o processo histórico trágico de que são vítimas, com sucessivos surtos de exploração e desgoverno, a gerar hordas errantes, em busca de nova vida e de novos horizontes.

Como metáfora, o Haiti é a nossa África e não podemos fazer dela o que os europeus fazem com seus extracomunitários, estigmatizados até pela expressão infeliz que inventaram.


EXEMPLO

O Canadá, que está na moda, recebe mais de 250 mil imigrantes/ano, em política inteligente e de benéficos resultados para toda a sociedade. Este é um exemplo positivo de como deveríamos lidar com essa nova onda de imigração.

Rondônia é em certa medida a história de imigrações desordenadas e caóticas (desde os tempos dos soldados da borracha e, depois, dos construtores da EFMM, até os pioneiros da colonização dos anos 70), que ocasionaram aflições e heroísmos desmedidos, no presente, razões e motivações não nos faltam para bem acolher estrangeiros. Afinal, eles são apenas como muitos de nossos ancestrais, que um dia também quiseram ser brasileiros.


OBSTINADOS

Se os haitianos querem vir para o Brasil, nada impedirá que o façam, com ou sem polícia. Por um lado, imigrantes clandestinos são obstinados e corajosos para desafiar as leis; mas por outro, podem constituir força de trabalho inigual, como o Brasil hoje necessita, em tantas novas áreas de desenvolvimento, carentes de empenho e de disposição.

Aqui, no caso dos haitianos, vê-se desde logo imenso campo de trabalho potencial, como no setor de hotelaria primitiva (afinal, com tantos empreendimentos nesse setor não será necessário implementar uma política de turismo, capaz de atrair visitantes internacionais garantindo bom nível de ocupação hoteleira?) de que dispomos, a beneficiar-se com o aporte maciço de trabalhadores dispostos e hábeis em línguas internacionais. A construção civil, os grandes projetos hidrelétricos, dentre outros, são setores que poderiam capitalizar o élan desses trabalhadores, sem prejudicar a mão de obra nacional.


SEBRAE

Creio que seria essencial o engajamento da sociedade civil, em grande campanha estadual, para reunirem-se esforços na recepção ordenada dos tantos infelizes que nos procuram.

O Sebrae, os sindicatos, a Delegacia Regional do Trabalho, as prefeituras, os clubes de serviço, as associações comerciais, dentre tantas outras instituições, seriam essenciais na condução de programas abrangentes de treinamento e de incorporação de haitianos a nosso mercado de trabalho. Rondônia, que já recebeu migrantes e imigrantes de todos os lados, poderia agora dar outro exemplo dignificante, a exercer na prática a vocação generosa de seu povo, superando a intolerância daqueles que advogam a estigmatização desses nossos irmãos caribenhos.

Afinal, razões e motivações não nos faltam para bem acolher estrangeiros. Afinal, eles são apenas como muitos de nossos ancestrais, que um dia também quiseram ser brasileiros.


O DIABO NA IGREJA
Edir Macedo acaba de postar no YouTube um vídeo contra Valdemiro Santiago, dono da Igreja Mundial do Poder de Deus, ex-Universal e que vem roubando fiéis dos templos do bispo. No vídeo, Edir aparece exorcizando uma mulher supostamente possuída pelo demônio. Aí, o demônio grita que controla a igreja de Valdemiro: “Ele é meu servo. Todos os que estão lá dentro estão no pecado, se prostituindo, fumando. Os homens estão traindo as mulheres, as mulheres estão se vingando e fazendo a mesma coisa”. E por aí vai. Agora, Valdemiro prepara o troco.



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