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Coluna do Taborda: Chato no Senado, Cassol imita F√°tima

16/2/2012 19:43:10
Gessi Taborda
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CASSOL FICOU CHATO

Altos e baixos são demasiadamente comuns na política rondoniense, exatamente porque seus atores estão longe de se consolidarem como autênticas lideranças. Enquanto esteve no alto, como governador por 2 mandatos, Ivo Cassol tinha de tolerar a chatice de Fátima Cleide no senado. A ex-senadora habituou-se a ocupar a tribuna do Senado para “bater em Cassol”. –Ah, que coisa chata, os discursos paulificantes dessa moça!. Era mais ou menos assim a reação do público rondoniense, especialmente daqueles segmentos fortemente ligados ao Palácio.

Fátima acabou derrotada e teve de ceder sua cadeira exatamente para Ivo Cassol. O ex-governador não apenas ocupou a vaga da ex-professorinha do PT, mas, pelo visto, está querendo ocupar o método utilizado pela ex-senadora nas críticas contumazes ao governo estadual.

A participação do senador na Audiência Pública promovida pela Assembléia Legislativa sobre o empréstimo a ser contraído pelo estado rondoniense junto ao BNDES, na última 3ª feira, rendeu comentários nada edificantes sobre o ex-governador: -Ah, lá vem ele de novo cansar nossa paciência com sua briguinha pessoal com o governador Confúcio Moura. Esse Ivo Cassol já está enchendo com suas choramingas e seus queixumes. Ele continua achando-se o rei da cocada preta, como se seu umbigo fosse o centro do universo...


INCÔMODO

Eleito para um cargo onde o mandato é de 8 anos, Cassol, mesmo assim, não consegue desviar o curso de seu pensamento do governo estadual, para onde sonha voltar (se possível) em 2014. A possibilidade do governo de Confúcio dar certo é o que mais atormenta o atual senador. Afinal, isso pode melar sua principal aspiração.

E assim, o ex-governador Ivo Cassol faz das tripas coração essa mesma coisa que no passado o fazia reclamar (e esculhambar) todos os dias a ex-senadora Fátima Cleide; a chatice de se vangloriar e bater nos peitos de que só ela (???) era a certa e que o governador (então ele, Ivo Cassol) era o Levitã rondoniense.

É e não é difícil entender Ivo Cassol. Ele parece ter uma concepção de que a igualdade entre os homens (sobretudo no mundo político) não pode ser aceita. Para ele não há em Rondônia nenhum outro político, fora ele, capaz de merecer a aprovação do povo.

Cassol age como o sujeito incapaz de avaliar o próprio episódio que viveu em relação à ex-senadora, Fátima, convertida na sua principal algoz. O resultado mostrou que nenhuma pessoa consegue triunfar de maneira total sobre outra.


ESPERANÇA

Quem tinha esperanças de ver o ex-governador Ivo Cassol como um admirável líder oposicionista rondoniense, capaz de estimular vocações e agregar em torno de si políticos capazes de consolidar um projeto de governo e de ação, com garantias de retorno ao comando da administração estadual deve, após a pantomima apresentada na audiência pública do último dia 14, na Assembléia Legislativa, certamente ficou frustrado.

Ali estava o retrato de um político inconseqüente, ainda disposto a tomar (agora sem estar resguardado pelo poder de quem decide no governo) a atitudes emocionalmente abruptas, com sentenças verbais sem nenhum freio, determinadas no rompante de emoção incontrolável. É, Ivo Cassol ainda não aprendeu as filigranas essenciais para brilhar no nas fronteiras do parlamento.


OPOSIÇÃO

Não é fácil fazer oposição. Primeiro porque a política só se torna uma construção sustentável quando encarada como ciência. Ivo Cassol, como tantos outros políticos, está perdendo oportunidade de construir um grupo sólido e duradouro. Ainda trata a política como ilusão. E assim – imagina – precisa estar sempre em guerra para se manter em evidência.

Seu discurso de ataques a pessoas quando deveria apresentar, isso sim, uma análise de sua oposição ao empréstimo oferecido ao estado pelo BNDES, revelou sua tendência a fantasiar sobre o irreal, esquecendo que o estado tem sua soberania e que a pluralidade é exercida (principalmente em casos como o desse empréstimo) pela própria Assembléia.


SEM BASE

Exatamente por não cultivar a generosidade, Ivo Cassol perdeu muito dos admiradores que tinha quando governador. Alguns procuraram outros redis para continuar recebendo as costumeiras benesses do poder. Outros, simplesmente esquecidos de qualquer tratamento generoso do agora senador, descobriram que não vale a pena levantar a bandeira de alguém tão individualista.

O fato é que Ivo Cassol tem mais 7 anos no mandato. Mas, não tem base política, não tem meios para capturar estruturas partidárias.

Quando se coloca contra a concessão desse empréstimo, através de um discurso meramente pessoal, desenvolvendo um embate de quem aparenta estar revestido de ódio contra o governador legitimamente eleito pelo povo, Ivo Cassol se confronta com a quase totalidade dos prefeitos rondonienses. Fala aquilo que os prefeitos não querem ouvir. Na verdade, a vaia que sofreu enquanto procurava denegrir a figura do Chefe da Casa Civil, Juscelino Moraes do Amaral, foi um aviso de que o senador Cassol não está afinado com a opinião pública rondoniense.


RISCO

Se continuar nesse diapasão, Ivo Cassol corre o mesmo risco de sua antiga desafeta, Fátima Cleide, de ser senador de um mandato só. Atualmente – e não é só em Rondônia – o eleitorado sinaliza para a chamada opção eleitoral pragmática e prática.

Agir motivado pelo descontrole, estilhaçando com a linguagem ferina, dando vazão à barbárie coletiva ou individual é uma grande besteira política.

Gestos impensados como se viu na tal Audiência Pública podem marcar eternamente (de forma negativa) uma carreira política. Claro que o “magnífico” Cassol, crente que sabe de tudo e de que não precisa de ninguém, pode até achar petulância essas considerações. Mas, também pode acontecer o contrário se, lá pelas suas bandas, ainda existir uma réstia de inteligência política.


CUSTA CARO

A nova gestão escolhida para cuidar da política de comunicação social da Assembléia Legislativa ainda não sabe o que fazer com relação ao destino da gorda verba dada ao pessoal protegido do irmão Valter, a título de pagamento de um “canal” (??) de televisão, só existente na internet.
É um projeto que nunca vingou, dá prejuízo (em termos de custo/benefício) e custa caro para o cidadão-contribuinte-eleitor. Em termos de audiência (menos que traço) a brincadeira não compensa. Mesmo assim, além da bufunfa da Assembléia, o mesmo sistema é alimentado pela Câmara Municipal. Não será surpresa se algum órgão de controle externo não se interessar por mais esse caso de ralo do dinheiro público.



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