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Coluna do Taborda: e como sepre tudo acaba em samba

25/02/2012 03:11
Gessi Taborda
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VIROU CARNAVAL

Ouço ao longo da minha existência que no Brasil tudo acaba em samba. E hoje pelo visto tudo vira folia e nem as autoridades escondem a gandaia, na certeza que nesse país de Macunaíma ninguém parece preocupado em levar as coisas a sério.

Pelo menos é a constatação permitida na leitura do “release” João Batista Nogueira, da assessoria da Ciretran de Ji-Paraná, enviado ontem às redações. É o próprio assessor quem entrega Airton Pedro Gugacz, diretor-geral do Detran e vice-governador, como uma das autoridades a usar a máquina do governo e administração do Detran rondoniense para fazer política eleitoral, principalmente em benefício de seu sobrinho senador, Acir Gurgacz (PDT).

Segundo o “assessor”, Airton esteve ontem em Presidente Médici, mais precisamente na Vila Camargo para entregar uma pá carregadeira à prefeitura daquele município, comprada com emenda orçamentária de Acir. É claro que o Detran não tem esse tipo de atribuição. É claro que Airton Gurgacz usa a estrutura do estado para fazer a política da família e acha que isso é perfeitamente legal. Caso contrário seu “assessor” não registraria esse tipo de ocorrência, capaz de chamar a atenção de instituições de investigação para verificar o tamanho desse abuso no uso ilegal da máquina. Nem sempre (mesmo sendo raro) tudo acaba em carnaval...



RETOQUE

Coitada de nossa capital. Se a cidade não aproveitar outubro para se livrar dessa josta de (des) administração, elegendo um prefeito verdadeiramente interessado em dotar Porto Velho de infraestrutura e de programas de governo que não sejam uma piada, a população como um todo será vítima de mais alguns anos de atraso e será difícil acreditar que a capital terá uma vida cosmopolita antes de 40 ou 50 anos. A suposta gestão desse ocupante do paço aproxima-se do grotesco.

Depois de gastar quase 200 milhões (grande parte, como consta, recebido a título de compensação social do complexo hidrelétrico do Madeira) numa maquiagem na praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o prefeito fabricante de factóides pretende fazer oba-oba no retoque daquela maquiagem. Na comunicação oficial, o que foi feito ali (ontem, 24) foi o “Projeto Limpando os Trilhos” e para isso usou-se a estrutura de 04 secretarias municipais, uma estadual (Setur), além de pessoal do 5º BEC, Polícia Militar e Bombeiros.

Imagine se no local existisse de fato um complexo turístico, cultural, histórico, etc e não um simples espaço (sem jardim, sem equipamentos de lazer, sem bancos, sem arborização) e restos (cada vez mais erodidos e sem importância) da EFMM, os vários batalhões que esse imprestável prefeito convocaria para dar dimensão ao seu factóide...



COERENTE

Coragem, convicção e coerência são atributos marcantes na carreira política do deputado José Hermínio, agora na presidência da Assembléia, onde tem a difícil missão de recuperar a credibilidade do Poder Legislativo rondoniense, abalado com tantos escândalos; praticados pelos dirigentes anteriores e desmascarados em investigações cinematográficas da Polícia Federal. Enquanto toma decisões para levar avante a faxina esperada pelo cidadão-contribuinte-eleitor, Hermínio espera ver aprovado seu projeto de redução do recesso parlamentar que, agora, tramita junto às comissões fixas da Casa.

É uma matéria polêmica. Entre a população predomina a idéia de que os parlamentares não podem continuar desfrutando do privilégio de ter férias mais longas do que os trabalhadores. Confunde-se recesso parlamentar com férias. Na proposta de José Hermínio, os trabalhos legislativos terão início todo dia 2 de fevereiro e não mais no dia 15 e irão até o dia 30 de junho. O segundo período começa no dia 1º de agosto para se encerrar no dia 20 de dezembro.



DEBATE

No momento o presidente Hermínio está certo em apresentar, na forma de projetos de lei, idéias como essa, sinalizando que o parlamento pode adotar medidas consentâneas com os interesses populares. E o caso, por exemplo, da extinção da aposentadoria dada a quem ocupar o cargo de governador do estado.

Democrata convicto, José Hermínio pretende criar oportunidades de debate público sobre o tipo de parlamento desejado pelos rondonienses. Ele vem fazendo esse tipo de política desde os tempos da Câmara Municipal. Ali, como presidente, Hermínio conseguiu convencer seus pares que trabalhar com a sociedade, com a comunidade que os elegeu é trabalho político da mais alta importância.



É A SAIDA

A proposta de redução do recesso parlamentar dos deputados rondonienses se insere no esforço do novo presidente de contribuir com o aprimoramento da democracia. A melhoria da imagem do Legislativo rondoniense deve ser resgatada para que a ligação com sociedade seja cada vez mais próxima. Sobre esse prisma, a moralização da Assembléia é de caráter urgente e necessário. Não é, claro, um trabalho só de responsabilidade de José Hermínio, e sim de todos os deputados, do parlamento de uma maneira ampla.

É preciso diminuir o longo recesso. É preciso, também, fechar os ralos por onde escoam de forma irresponsável os recursos públicos.



TRANSPARÊNCIA

A procura pela transparência cada vez mais ampla, defendida pelo deputado José Hermínio, é uma tese a ser encampada por todos os seus pares. E isso se verificará a partir da próxima semana, quando o espinhoso desafio do caso “irmão Valter” vai entrar, de verdade, na rota do julgamento político.

E mesmo dando à sociedade a resposta esperada por ela, outros temas terão de ser tratados pelo ângulo da transparência. Esse é, por exemplo, o caso de se abrir concurso público para reduzir o imenso número de cargos preenchidos por indicação política. Esse é o caso de devolver à caserna militares mais necessários à população na sua atividade de segurança pública, do que chefiando o Depol da Assembléia Legislativa.

Hermínio vai certamente os desafios éticos existentes, mas, como poderá ser escolhido candidato a prefeito (com chances de ser eleito), pode não ter tempo suficiente dotar a administração da Casa de todos os meios que evitem transtornos irreversíveis. Todavia, como sempre faz, seus projetos (que serão votados ainda) contribuem para assegurar a justiça social e estabilidade das instituições públicas.



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