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Porto Velho,  qui,   14/dezembro/2017     
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Editorial: História muito estranha

7/5/2012 03:12:53
Imprensa Popular
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É bom ficar de olho nas possíveis tramas de deputados que ainda têm coragem de defender o foragido Valter Araújo. 


 
A Assembléia Legislativa rondoniense não tem, ainda, o seu Código de Ética. Assim, até agora a conduta dos parlamentares rondonienses ainda não sofre sanções com base nesse documento que, só após o mais recente escândalo, revelado na “Operação Termópilas”, está em fase de elaboração.

Sem um código e uma Comissão de Ética, os deputados de legislaturas anteriores debocharam tanto do povo quando tiveram que decidir sobre corrupção e sobre o futuro de membros do Legislativo que agiram como se o céu fosse o limite, que se tornou natural a permanência por tanto tempo (com todas as prerrogativas) de deputados extremamente sujos (e até com condenação na Justiça) no plenário daquela Casa, como integrante de uma categoria de intocáveis.

Verdadeiras máfias sempre atuaram no seio do poder legislativo rondoniense. E tudo acabou em clima de galhofa, graças ao corporativismo ainda difícil de ser rompido. Mesmo agora, quando a Casa se esforça para recuperar a dignidade, a credibilidade e representatividade popular. Não há saída. Ou cassa-se o quadrilheiro e foragido Valter Araújo ou se destrói totalmente a credibilidade do Legislativo estadual.

Sempre tem algum deputado acreditando ser capaz de montar algum tipo de blindagem para proteger o mafioso do dia. É isso que nesse momento parece estar acontecendo naquela Casa.

Segundo o que a mídia (especialmente a on-line) andou divulgando recentemente, alguns deputados estão tentando arrumar um jeito de servir uma pizza (enorme) ao final da CPP (Comissão Provisória Processante), criada na Assembléia para processar os deputados pegos nas investigações do Ministério Público e Polícia Federal (Operação Termópilas).

Parece incrível, mas estes deputados – que deveriam representar a população – trabalham para recuperar do limbo o foragido Valter Araújo (apontado como o chefe da quadrilha) e livrar a cara dos demais envolvidos no esquema de corrupção que surripiou milhões de reais dos cofres públicos, sobretudo do segmento da Saúde.

Seria cômico se não fosse trágico. Alguns deputados tendo coragem de se expor publicamente para defender os interesses do famigerado foragido Valter Araujo e de seus asseclas, ironizando a gravidade das descobertas feitas pelo Ministério Público e Polícia Federal.

São deputados sem expressão política. Mesmo xucros, são políticos dos grotões, onde conseguem manter currais eleitorais e, assim, têm conseguido se manter na Assembléia. Sendo parvos, não entendem que os tempos mudam e os eleitores tendem a se livrar desses que, como o deputado Tucura andou subindo o tom de seu apreço ao chefe da quadrilha (ainda foragido), a quem pretende salvar da guilhotina, como se não tivesse qualquer importância seu envolvimento com o crime organizado e seu total desrespeito ao decoro parlamentar.

A população deve ficar cada vez mais atenta e mobilizada às tramas urdidas pelos “amigos de Valter” no seio do parlamento. Não custa lembrar que foi o corporativismo que livrou – até hoje – o deputado Marco Donadon da cadeia e o mantém no plenário da Assembléia como se ele tivesse sobre sua cabeça uma auréola. Esse pessoal tem cara-de-pau suficiente para relevar sentenças judiciais, fatos investigados por instituições como a PF e o MP, tudo isso para livrar políticos inescrupulosos, bandidos, perigosos da justa condenação.

O que andou acontecendo na Assembléia foi muito grave e assustador, principalmente porque se tratou de uma ação criminosa coordenada pelo deputado que era o presidente daquele poder.

Os deputados ainda comprometidos em representar de verdade a população não pode se intimidar. Eles precisam dar uma resposta dura a esses casos de corrupção. O povo não tolera mais a impunidade e esse tipo de compadrio que é uma ameaça à democracia.

A impunidade estimula os desmandos no poder público rondoniense. A participação direta de membros do Legislativo tem fortalecido a corrupção e crime organizado no estado. É isso que parte boa do legislativo estadual está tentando, agora, dar um basta. E essa parte boa não pode sucumbir diante das intimidações da parte podre daquela Casa. Chegar ao final dessa CPP sem a cassação de Valter Araújo é afrontar a sociedade rondoniense, é premiar as negociatas políticas e os escândalos de corrupção. O julgamento na Assembléia é político. Nem por isso pode deixar impune quem montou – com a força do cargo de presidente da Assembléia – negociatas de toda sorte e promoveu esse novo escândalo de corrupção que manchou o estado de Rondônia.



Comentários (1)
historia estranha

Mas uma novela se apresentada no cenario de Porto velho, o que não entendo é que existe pessoas como ex-deputado(a) e etc assumido primeiro escalão do Governo, com uma ficha grande na justiça,pode...se fosse um funcionário publico coitado ja estaria no olho da rua ha muito tempo. <br>

Jair Pereira Cardoso - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 7/5/2012 12:52:28  [IP: 200.101.66.***]
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