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Porto Velho,  sáb,   16/dezembro/2017     
reportagem

GUIA: Como identificar corruptos

7/5/2012 03:14:52
 
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Provavelmente você conhece ou até mora perto de algum corrupto. Nesse país em que a corrupção evoluiu como uma doença sem controle, os corruptos estão por toda a parte. É só identificá-los. 



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A falta de vergonha na cara produz acontecimentos bizarros em Porto Velho. Já vai virando rotina as pessoas sérias cruzarem pelas ruas da cidade com personagens como o Batista, aquele ex-subsecretário que deixou o sistema prisional recentemente, após cumprir um longo período de prisão temporária por prática de corrupção na Secretaria de Estado da Saúde. O tal sujeito (que, espera-se, seja condenado) anda pelas ruas, entra em agências bancárias na maior cara-de-pau, como se não tivesse acontecido nada. Assusta as pessoas mais antigas, do tempo em que isso matava de vergonha não só o larápio pego com as calças na mão, como sua própria família.

Quem não acompanhou os fatos gerados pela Operação Termópilas se cruzar com o Batista talvez não imagine que ali está um corrupto e um lacaio que participou da demissão de milhares de servidores públicos, para atender aos desígnios do ex-governador José Bianco. Afinal, a feição do ex-presidiário Batista é como uma máscara escondendo um membro ativo da quadrilha em que despontou como chefe o deputado foragido Valter Araújo.


COMO IDENTIFICAR

Não é tão difícil identificar corruptos na administração pública. Basta analisar a evolução patrimonial, mesmo que os bens estejam em nome de laranjas. Se de repente aquele seu vizinho que por anos não passava de um barnabé sobrevivendo com o minguado vencimento aparecer em num deslumbrado carro do ano, começar a usar roupas de grife, fazer passeios para balneários paradisíacos e importantes paraísos turísticos, você já pode desconfiar: ai tem treta.

A não ser que o tal camarada tiver faturado o grande prêmio da loteria ou recebido uma enorme herança. Nem com cargos importantes como o de prefeito, de secretário, vereador ou coisa aparecida dá para o cidadão pobre ficar rico se não entrar no jogo das promiscuidades.

E quando você conseguir identificar o “seu” corrupto, não vacile, denuncie. Ele está roubando o seu dinheiro, roubando o futuro de seus filhos e de sua família.

É saudável que numa democracia a imprensa tenha liberdade e as redes sociais funcionem como receptoras de denúncias, porque são os canais que mobilizam a opinião pública contra as relações da coxia.

A impunidade tem motivado – aqui mesmo, Rondônia – políticos, governantes e empresários desonestos a aumentarem seus patrimônios pessoais com dinheiro público, sem fazer nenhuma baldeação.

É a falta de denúncias que vem transformando Rondônia e Porto Velho numa possessão de quadrilhas organizadas, como a que funcionou até recentemente na Assembléia Legislativa (desmantelada pela PF) e a que, segundo afirmações de deputados, foi montada na prefeitura sob a liderança do prefeito petista que ainda está no Poder.

Ou se estanca a corrupção ou ela pode inviabilizar o futuro da capital e do estado de Rondônia.



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