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Porto Velho,  qui,   14/dezembro/2017     
reportagem

Com táticas leoninas, redes varejistas enganam consumidores

7/5/2012 03:30:49
 
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O Ministério Público já ingressou com Ação Civil Pública contra os lojistas, mas isso não diminuiu sua sanha em lesar consumidores. 


 

Fazer compras em Porto Velho pode ser um negócio muito ruim para o consumidor. Em particular para aqueles mais humildes, sem grande instrução e, de resto, que não conhecem bem seus direitos.

Foi essa a conclusão a que chegou o Ministério Público do Estado, em meio a dezenas de reclamações recebidas de consumidores que se sentiram lesados. O Órgão, por meio da Promotoria de Justiça da Cidadania e Defesa do Consumidor, entrou com Ação Civil Pública contra as redes varejistas City Lar e Gazin. No rol de acusados, também figuram as seguradoras Cardif, Praxi Solutions e Losango.

Na ação, assinada pela promotora Daniela Nicolai de Oliveira Lima, o MP pede a condenação das empresas a pagamento de indenização por danos morais e materiais ocasionados a inúmeros consumidores vítimas das práticas abusivas nas lojas das redes varejistas.

Segundo o Ministério Público, uma consumidora adquiriu um aparelho umidificador de ar em uma loja da City Lar e quando foi pagar o produto a pessoa do caixa lhe pediu para assinar um longo papel. Posteriormente, ao conferir o cupom fiscal, notou que ele indicava o preço do produto e que o restante do valor pago se tratava de um seguro.

A consumidora pediu para cancelar o serviço, pois não tinha recebido qualquer apólice de seguro ou a via do contrato, não sabia o que estava contratando quando assinou. O vendedor não havia lhe oferecido o seguro e a consumidora, em momento algum, solicitou sua contratação.

Ainda segundo a acusação do MP, as empresas varejistas City Lar e Gazin incluem no valor dos produtos o preço de serviços como seguros de vida, de garantia estendida e residencial, sem anuência dos consumidores. O preço do seguro não é notado pelos consumidores, que, ao fazer sua compra, não percebem que no preço final está embutido o seguro.

O fato, de acordo com o MP, caracteriza violação ao princípio da transparência nas relações de consumo e poderá caracterizar, ainda, os crimes de venda casada e contra a economia popular.

O Ministério Público requereu liminar (determinação imediata) junto à 7ª Vara Cível da Comarca de Porto Velho, para que as empresas City Lar e Gazin sejam obrigadas a interromper a prática, cessando a adição de seguros ao preço dos produtos comercializados nas lojas, de forma não clara, automática e obrigatória, sem o conhecimento prévio dos consumidores, sob pena de multa de R$ 1 mil por cada caso constatado no Estado de Rondônia.

De acordo com ex-funcionário de uma das lojas, que preferiu manter-se anônimo por temer represálias, a prática é uma exigência que vem da sede regional da rede. “Fazem até oficinas com os funcionários, onde ensinam como ‘empurrar’ o máximo de serviços para o consumidor”, revelou.

De acordo com a fonte, os vendedores são orientados a evitar a tática quando perceberem se tratar de pessoas aparentemente bem instruídas e que conhecem seus direitos. “A orientação é para ‘empurrar’ os serviços nas pessoas mais humildes, porque é mais fácil de enganar”, disse. Segundo informou a fonte, as práticas leoninas não cessaram mesmo após divulgação da ação do Ministério Público.




Comentários (1)
bobos

O consumidor também é culpado por não prestar atenção nas coisas que faz...

João Macedo - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 7/5/2012 21:27:44  [IP: 200.129.141.***]
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