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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
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Coluna do Taborda: difícil escolha

27/5/2012 18:09:13
Gessi Taborda
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PROBIDADE

No momento em que somos novamente desafiados a escolher um novo time para governar o município, vemos com tristeza um cenário nada animador, pior talvez do que outros cenários eleitorais do passado recente, de quando a população de Porto Velho passou a escolher pelo voto o chefe de sua administração municipal.
Somos forçados a concluir que Porto Velho praticamente não experimentou nas três ultimas décadas uma gestão com excelência de probidade, de competência, de decência. Nesta capital, a transparência administrativa não passou de um mito. A partir do último alcaide nomeado até os dias de hoje (e hoje de uma maneira muito mais dramática), todos naufragaram, sem exceções.

VEXATÓRIO

O resultado desses últimos oito anos de gestão – período em que o município da capital recebeu um volume de recursos nunca dantes imaginado – foi certamente o mais vexatório de todos.
O período acabou servindo para mostrar vários flagrantes pitorescos da decomposição moral do cenário político da principal cidade do estado, onde tchutchucas, como a figura de Jair Ramires conseguiram se efetivar na posição de Secretário Municipal, após se fingir tigrão na Câmara Municipal mimoseando o lamentável prefeito petista Roberto Sobrinho com epítetos do tipo ladrão.
O PT, através de Roberto Sobrinho, chegou ao poder municipal prometendo um movimento saneador, legítimo, para desbaratar as “igrejinhas” que dominavam os negócios sustentados com o dinheiro público em vários setores, especialmente no transporte urbano, na coleta do lixo, etc, etc...

MÁFIA

Oito anos depois a sensação que se tem é de que aquele discurso do PT na Oposição foi enterrado para a montagem de um formidável esquema mafioso capaz de chamar a atenção até de deputados do próprio partido, como Ribamar Araújo, que não titubeou em apontar o prefeito Roberto Sobrinho como o chefe de uma enorme quadrilha montada para saquear recursos da prefeitura.
Enquanto esse núcleo petista de poder tinha no seu leme gente com a capacidade de Odair Cordeiro, não era possível divisar facilmente a imagem de office-boy de luxo da contravenção postada no principal gabinete do serpentário petista. Odair – uma espécie de mago do partido – com o apoio do saudoso deputado federal Eduardo Valverde, soube pisar no freio, impedindo a desfaçatez rotineira, iniciada nas viagens internacionais e outras sinecuras de novos ricos, suspeitas de terem sido custeadas com o dinheiro público.

ANTIGAS

As origens das imoralidades na administração municipal de Porto Velho remontam aos primórdios da história do município, quando os prefeitos da cidade nem possuíam adversários políticos e também não sofriam nenhum tipo de vigilância social ou das instituições com competência para investigar as ações dos alcaides.
E nem os primeiros prefeitos eleitos pelo voto popular – acostumados a denunciar as maracutáias de seus antecessores – levou avante os compromissos de moralização firmados com o povo nos palanques.
Ai está a explicação para o fim trágico de lideranças políticas que antes empolgavam o povo porque pareciam ser instrumentos que livrariam a administração pública de suas pragas intocáveis. Nomes como o de Jerônimo Santana e José Guedes se esboroaram no tempo, encerrando precocemente suas carreiras, exatamente porque se deixaram enredar por quadros que não tinham nem eficiência e muito menos decência.
Foi exatamente Guedes quem produziu a façanha de dar a Roberto Sobrinho o primeiro cargo importante na estrutura do município, o de Secretário Municipal da Educação. E foi ali que esse mero barnabé da Assembléia Legislativa mostrou primeiramente suas garras.

ESQUECIMENTO

A grande parte da população não é, como se imagina, convenientemente informada sobre o lado negro daqueles que se transformam em lideranças. Se fosse assim, esse lamentável Sobrinho não teria conseguido eleger-se duas vezes como o mandatário da capital.
Na chefia da pasta da Educação, no governo de José Guedes, ele revelou pela primeira vez suas ambigüidades. Saído do movimento sindical, onde procurava com radicalismo neutralizar a popularidade até de Jorge Teixeira, agiu na Secretaria da Educação como qualquer pelego, renegando as bandeiras com que empolgou os servidores públicos.
E foi com o apoio desses “servidores públicos” que ele chegou ao Poder.

CAUTELA

Quando paramos para uma rápida análise sobrem os prováveis candidatos para a disputa da prefeitura o cenário é desolador. O que temos é um ambiente orquestrado pela casualidade ditada por “donos” de partido. E por isso faltam-nos lideranças reais, capazes de empolgar o povão. Tanto assim que nomes já sepultados no passado recente surgem com a esperança de realizar o milagre da Fênix.
O que existe, nesse momento é a busca desmedida do Poder. É certamente o que move tentativas como de Fátima Cleide, de Dalton di Franco, Miguel de Souza ou até de Lindomar Garçom.
Coitada de Porto Velho: mais uma vez sem maiores chances de prosperar, pela absoluta falta de administradores e líderes verdadeiramente competentes.

UMA CHANCE

Se ética é uma forma de repelir o poder desmedido (como o que buscou Valter Araújo, o foragido da Justiça), então talvez seja o momento de começar a torcer pelo surgimento de candidaturas desvinculadas das trambicagens. Certamente a candidatura de José Hermínio poderia arejar a discussão dos verdadeiros problemas da cidade pela ótica de alguém que tem realçado (ao longo de sua vida pública) o compromisso básico com a probidade.
Hermínio tem essa condição de administrar atendendo as necessidades da grande maioria, sem cair na mesmice dos que se envolveram em sucessivos escândalos, quase inviabilizando a gestão municipal.
Roubar e permitir o esbulho na gestão dos recursos municipais tem sido a principal desgraça de Porto Velho. Deus que nos livre da ressurreição de populistas do passado, saídos da vida pública pela própria vontade do eleitorado. Porto Velho não merece isso.




Comentários (2)
Difícil escolha

Realmente, as figuras que apareceram dispostos a assumir o executivo municipal são, de fato, causadores de desespero, por parte da população.<br> O nome do Ermínio, pelo que ví do seu comportamento até hoje, não o habilita para tal cargo.<br> O povo realmente terá difilcudade para encontrar um nome, por isso eu sempre digo que o melhor é ver a ficha do candidato, seus aliados e os aliados do seu partido. Caso no partido tenha um só corrupto, o povo terá que descartar o candidato desse partido.

Tião - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 28/5/2012 17:14:16  [IP: 200.101.66.***]
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dificil escolha

é tiao se voce acha que o herminio nao tem cassife pra administrar porto velho, quem voce acha que tem? poderia nos da uma dica, e lembre se que o requisito principal hoje na politica é a hombridade e isso o herminio tem

carlos coelho manaus - manaus/ AM.
Enviado em: 12/6/2012 22:32:16
 [IP: 201.75.15.***]


Verdade

Infelizmente estamos meio de mãos atadas...

João Pedro - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 27/5/2012 18:21:39  [IP: 200.96.218.***]
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