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Porto Velho,  seg,   6/abril/2020     
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Nova Assembléia quer lavar calçadas alheias

17/06/2012 04:25
Gessi Taborda
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MAIS CARO

Embora ainda não seja possível anunciar o índice, já é praticamente uma certeza o aumento no preço do pãozinho a partir do mês de julho. O reajuste é provocado pela alta do dólar, que tem impacto direto no preço do trigo e da farinha, especialmente no Brasil, que importa 63% do cereal necessário para abastecer o mercado interno. De acordo com um panificador de Porto Velho, “o trigo teve um reajuste médio de 8% em maio e os fornecedores já avisaram que o preço deve subir mais”. Até agora o preço não subiu, porque as panificadoras da capital rondoniense estavam conseguindo absorver o aumento para não repassar o custo ao consumidor, mas com a previsão de novo aumento no trigo, em julho o tradicional pãozinho do café da manhã certamente ficará mais caro.

NOVA ASSEMBLÉIA

O deputado José Hermínio quer marcar sua gestão como presidente do Legislativo mudando a imagem da Assembléia. A casa que reúne dos deputados estaduais, a depender de Hermínio, não ficará mais nas amenidades e nem fará, de novo, qualquer tipo de acordo com o crime organizado, com a corrupção.
Essa postura é o que levará o presidente a participar da manifestação programada para a manhã de terça, na simbólica “lavagem” da calçada da OAB. É uma maneira que – entendem os organizadores – a sociedade encontrou para mostrar sua indignação com o escândalo dos precatórios (consumindo bilhões de reais dos cofres públicos), onde supostamente estão envolvidos advogados, magistrados, sindicalistas, etc. O “evento cívico” pretende cobrar da OAB-RO maior empenho no esclarecimento desse “escândalo”, doa a quem doer.

CPI

E para mostrar a nova tendência da Assembléia de não se imiscuir ou deixar prá lá seu papel de investigação dos crimes cometidos pelas máfias da corrupção no estado, José Hermínio deve propor a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar como ocorreu esse escândalo. Notórias figuras da advocacia, da magistratura trabalhista e de poderosos sindicatos deverão ser chamados a depor na futura CPI.
Um dos objetivos do deputado Hermínio com a CPI é ver revelado as obscuras relações de homens públicos importantes de setores como a advocacia, o sindicalismo e a magistratura, refletindo o drama crônico da corrupção nesse nosso estado rondoniense, onde a corrupção parece enraizada na vida pública, fruto da impunidade corriqueira.

DEVER DE CASA

Depois de ter vivido pela primeira vez a experiência de cassar um deputado envolvido com a corrupção até o pescoço, a nova Assembléia em construção pela batuta de Hermínio não aceitará mais empurrar, como costumeiramente se fazia, para debaixo do tapete os escândalos em qualquer setor da gestão pública, nem os protagonizados pelos próprios parlamentares.
O deputado sabe que a falta de coragem do parlamento em tomar medidas contra desvios de conduta dos agentes públicos acaba estimulando as práticas ilegais. É possível imaginar que “os deputados” acostumados a safarem-se das punições (caso, para exemplificar, do Marco Donadon) não devem contar com “a impunidade certa” garantida no corporativismo de antigamente.

FRACASSO

A ONU, com suas agências e programas permanentes e consolidados, é, em si, um argumento contra a compulsão dos arroubos festeiros, mas estadistas não resistem aos holofotes; nem o distinto público é capaz de mobilizar-se sem o apoio de lançamentos e promoções espetaculares. A necessidade de planejá-los com grande antecedência esbarra na dinâmica do processo econômico ou político e suas inesperadas situações. Quando a Rio+20 saiu das pranchetas, não se poderia prever que a crise do mercado financeiro americano se tornaria uma gravíssima crise econômica global. Falar em investimentos para o futuro no momento em que só se pensa em curtíssimo prazo é condenar-se ao fracasso. A idéia de sustentabilidade e economia verde (que em situações normais seria saudada com fervor e entusiasmo) tropeça agora em um sistema engessado pela austeridade e pelo pavor de grandes rupturas.

O Brasil, anfitrião da conferência, não conseguiu evitar o vexame de lançar um novo incentivo para a compra de automóveis na véspera de um encontro mundial que condenará a queima dos combustíveis fósseis e proclamará a prioridade para os transportes coletivos.

MELHOR NOME

No silêncio das coxias dá para ouvir a luta titânica entre os deslumbrados pelo Poder para colocar gente sua entre os conselheiros do TCE. Inegavelmente entre o suposto candidato do governador (por sinal, gente da família) e a candidata que supostamente tem a preferência daquela corte, não resta a menor dúvida de quem tem mais bagagem para desempenhar as funções de acordo com os interesses do estado.
Janilene Melo é muito mais do que a senhora do ex-presidente do Tribunal de Contas. Ela possui uma formação ímpar, isso além de ter desempenhado funções de estado de forma irrepreensível. Aliás, dona Janilene, pelo que consta, está terminando um doutorado em Economia. Pouca gente, no próprio tribunal, tem uma formação tão consistente.

CANDIDATO

Comentário ouvido ontem entre freqüentadores do Boteco do Bigode. “A que ponto chegamos! Então o Cassol está vibrando com a idéia de lançar candidato a prefeito o Mário Português? Então teremos um candidato que certamente nem conhece os bairros mais periféricos de Porto Velho, que nunca participou de nenhum movimento de apoio às regiões mais pobres e desassistida da capital? Esse senhor não é aquele que ficou o tempo todo ocupado apenas em ganhar dinheiro? Que credenciais possuí esse cidadão para pedir o voto da população de Porto Velho?”.

DERROTA

A ex-senadora Fátima Cleide está longe de ter o mesmo caráter pernóstico do companheiro que pretende suceder na prefeitura. Aliás, entre os vários nomes surgidos até agora nessa estéril campanha eleitoral, sou forçado a reconhecer que dona Fátima é uma daquelas que não teve seu nome envolvido em bandalheiras. O problema é que dona Fátima deixa se cercar desses “companheiros” reconhecidos por suas ligações incestuosas com o poder. Ou a ex-senadora dá declaração pública de rompimento com a bandalha de seu partido (especialmente com o titular da Prefeitura) ou acabará confirmando a previsão daqueles que falam de fantástica derrota para o PT portovelhense. Mesmo quem é simpático a Fátima teme a influência do pessoal que a cerca. Podem preferir que ela fique de fora da Prefeitura.




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