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Porto Velho,  qui,   5/dezembro/2019     
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Tudo se perde e quase nada se aproveita dessa malfadada administração

18/08/2012 13:48:09
Gessi Taborda
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E TUDO SE PERDE

E mais uma vez, estamos nós convocados para reformar as instituições políticas e administrativas de nossos municípios. Em se tratando de Porto Velho, precisamos usar a força do voto no sentido de elegermos prefeito e vereadores comprometidos com as metas que garantirão qualidade de vida, fazendo de nossa capital um excelente lugar para se viver e criar a família.

Nesse tempo, quase não tivemos avanço na conclusão da infra-estrutura necessária melhorar, de verdade, a qualidade de vida na capital rondoniense.

Dessa gestão do PT, que graças a Deus chega ao fim, a realidade inquietante é que tudo se perde, principalmente pela falta de organização e de articulação da prefeitura com suas secretarias, divisões e autarquias, especialmente nas vias públicas onde aconteceu algum tipo de intervenção.

Vias importantes como a Vieira Caúla, a Mamoré, só para citar algumas, jamais tiveram as obras terminadas exatamente porque o que se faz hoje se destrói amanhã para outras intervenções que, pelo visto, são decididas nas coxas. Um exemplo decorrente falta de ação sistemática está, agora mesmo, no centro da cidade, onde retomaram obras nas calçadas, obras essas que sofreram o costume dessa péssima gestão de iniciar e não acabar nada.


REPISANDO

O trânsito é um exemplo clássico da ineficiente gestão do serviço público na capital. Além de um transporte público ineficiente e do inchaço causado pelo excesso de carros nas ruas, existem dezenas de pontos de estrangulamento no trânsito, para os quais não foi executada nenhuma das soluções já encontradas.

Pelo contrário: em muitos casos esses pontos de estrangulamento foram criados pela própria prefeitura, na tara incompreensível de colocar de forma indiscriminada semáforos em esquinas sucessivas de um mesmo trecho de rua. Veja o exemplo da Guaporé, no trecho compreendido entre a Rio de Janeiro e Pinheiro Machado. Dá até impressão que alguém deve ter um tipo de “acordo” com o fornecedor desse produto... Será que rola propina???


ENGANA TROUXA

Nesse momento eleitoral a verdadeira maratona empreendida pelo governo petista no asfaltamento de muitas ruas da cidade era até previsível. Mas o leitor, claro, não deverá esquecer que até recentemente vivíamos na capital do buraco, praticamente em toda nossa rede viária. E certamente, o asfalto feito agora – como também aconteceu com essa mesma gestão do PT, quando o processo eleitoral estava em andamento – será parcialmente destruído durante o período chuvoso pela ausência de uma manutenção preventiva.

Uma coisa ficou provada com essa lamentável gestão petista: Uma boa gestão não se estabelece somente com acesso a muitos recursos ou administrando com uma alta arrecadação.


PROBIDADE

Não se trata apenas de estabelecer uma rotina de trabalho que torne a administração mais eficiente nas suas ações, principalmente diante da necessidade de que as intervenções do poder público sejam transversais a várias áreas da gestão. Mas, numa época em que tanto se cobra transparência e probidade administrativa, a ação conjunta e organizada é a melhor forma de garantir o destino correto aos recursos e resguardar o patrimônio público, possibilitando até mesmo economia e um melhor benefício social.


AMIGO E ELEITOR

O deputado José Hermínio deixou claro sua decisão de unir-se cada vez mais à campanha de Mariana Carvalho na disputa pela prefeitura, lembrando ter se tornado grande amigo da jovem política, pela maneira correta com que ela desempenhou o seu mandato de vereadora, “durante todo o período” em que Hermínio presidiu a Câmara Municipal.

Ela foi, segundo Hermínio, uma vereadora totalmente empenhada pelos os interesses do município e “certamente ela poderá servir muito mais ao povo” se terminar essa corrida como a vitoriosa.

Para o deputado, como Mariana é médica e filha de médico, certamente vai se esforçar para que Porto Velho se converta num pólo de saúde. Ela vem de uma família que contribuiu, muito, para que Porto Velho se transformasse no pólo de ensino universitário de hoje, que tanto nos orgulha e, acrescentou Hermínio, “essa moça tem coragem de enfrentar as demandas da cidade, desenvolvendo ações para que na cidade de Porto Velho as pessoas tenham renda, educação, emprego e dignidade. “É por isso que estou engajado em sua campanha”, sublinhou o parlamentar.


MAIS LEITORES

Finalmente, um governo brasileiro percebeu que deveria usar parte dos R$ 5,6 bilhões anuais com publicidade para promover a leitura no Brasil. É preciso elogiar a campanha da ministra da Cultura, Ana Hollanda, mas é fundamental que o governo faça as ações necessárias para transformar o Brasil em um país de leitores.

O índice de leitura no Brasil aumentou 150% nos últimos dez anos. Passou de 1,8 livro por ano, em média, para 4,7. Mas o crescimento ainda é pequeno. O país onde mais se lê é a Espanha (10,3 livros por ano), seguido de Portugal (8,2) e Chile (5,4). Todos com PIBs menores que o brasileiro, a sexta economia do mundo.

Poucos dos atuais 55 milhões de alunos em escola básica vão se dedicar à leitura no futuro, porque raros se transformarão em leitores se não adquirirem esta aptidão na infância e na adolescência. E nossas escolas não são criadoras de leitores.

O primeiro passo é a revolução na educação de base, que passa pela formação dos professores e por melhores salários, seleção rígida e avaliações constantes; pelas escolas com edificações bonitas, confortáveis, bem equipadas e horário integral; e por métodos que incluam a leitura como parte substancial do processo educativo.

O segundo passo é erradicar o analfabetismo, não apenas entre crianças e adolescentes com mais de 6 anos, mas também dos adultos. Raros desses adultos alfabetizados se transformarão em leitores vorazes. E para promover a leitura entre os filhos é necessário ter pais alfabetizados.

Terceiro, é preciso baratear os livros com incentivos às editoras e às livrarias, pelo menos iguais àqueles dados às indústrias automobilísticas; instalar bibliotecas, teatros e cinemas, pois tais atividades culturais têm papel importante na promoção da leitura. Será que algum candidato a prefeito de Porto Velho tem algum tipo de preocupação com esse assunto? Du-vi-de-o-dó! Até agora nunca ouvi nenhuma manifestação sobre isso.


NOSSOS VIZINHOS
Anda recentemente os acreanos sofreram de forma cruel os efeitos das inundações. Agora vivem o drama provocado pela seca. Estudos hidrológicos feitos por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema) em parceria com a Agência Nacional de Água (ANA) demonstram que o Rio Acre tem apresentado níveis cada vez mais extremos, tanto nas enchentes quanto nas secas. Em 2011, o rio atingiu uma lâmina d’água de 1,5 metro, a segunda pior em 40 anos. A tendência é que a seca deste ano, que vai de agosto a outubro, a situação seja ainda pior. Enquanto isso, aqui em Porto Velho, a Caerd procura responsabilizar o complexo hidrelétrico do Madeira pelas dificuldades na captação da água necessária ao consumo da capital. Certamente, o que a Caerd precisa é aumentar a capacidade de suas adutoras e das estações de tratamento. O rio Madeira, graças a Deus, está muito longe de repetir o drama do rio Acre.



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