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Porto Velho,  sex,   13/dezembro/2019     
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A coragem de apontar o dedo-duro contra a corrupção

23/08/2012 04:09
Gessi Taborda
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CORAGEM

O pronunciamento do deputado Hermínio Coelho desnudando os meandros políticos do Executivo é um verdadeiro libelo a favor da transparência e contra a continuidade da prática de corrupção no setor público estadual. O governador, é claro, não pode emudecer-se diante do alerta direto feito pelo presidente da Assembléia Legislativa. Hermínio foi taxativo: O governador “tem de acabar com a corrupção e a roubalheira” em sua gestão.

Desabrido na sua ação política, Hermínio foi mais longe: “O governador precisa afastar (de seus cargos) as suas irmãs, sobre as quais se ouvem as coisas mais absurdas” e, acrescentou, “seu cunhado, Francisco de Assis, com amigos e outros parasitas”.

Do jeito que caminham as coisas no relacionamento do Executivo com o Legislativo, não dá para apostar muita coisa no futuro do governo se a palavra impeachement não for definitivamente afastada dos bastidores políticos.


PESQUISA ANALISADA

A divulgação da pesquisa feita pelo festejado Ibope divulgada na mídia no dia de ontem foi recebida como surpresa por parte dos observadores do cenário político local ao colocar, mais uma vez, o candidato Lindomar Garçom (PV), na liderança com 27% das intenções de votos do eleitorado de Porto Velho, superando em 5% o segundo colocado, o deputado Mauro Nazif, que obteve 22% das intenções de votos.
A rigor, não se pode falar em empate técnico se a margem de erro é de 3% para mais ou para menos. No momento o dr. Mauro não goza do favoritismo que imaginava. Se ele não modificar o método de sua campanha e inovar a mensagem ao eleitorado pode ter mais dificuldades e repetir fracassos do passado. No período pré-eleitoral o dr. Mauro aparecia como grande favorito e agora, verificou o Ibope, caiu para a segunda posição.

SURPRESA

Se a pesquisa do Ibope trouxe alguma surpresa no cenário eleitoral de Porto Velho, certamente foi a colocação obtida pela jovem Mariana Carvalho que, mesmo no empate técnico, ficou em melhor posicionada do que a ex-senadora Fátima Cleide, a candidata tida como chapa-branca, pois pretende manter o PT no comando do município.

Para quem insiste em não ver certas obviedades, se constata na colocação de Mário Português outra surpresa. Ele é indubitavelmente o candidato mais rico da disputa e certamente está disposto a gastar uma montanha de dinheiro pela debutação política. Mesmo assim, a colocação desse comerciante numa posição muito mais confortável do que ficou o dr. José Augusto, candidato do poderoso PMDB. É um fato tão inesperado como também ver que o candidato do partido do governador Confúcio e do senador Raupp está uma posição abaixo de Mário Sérgio, uma espécie de plano B do prefeito Sobrinho, a quem serviu por longos anos à frente da Emdur.



AS REVELAÇÕES

Esses números colhidos pelo Ibope demonstram de maneira clara a “desilusão política dos eleitores” da capital rondoniense. Os dois primeiros colocados na pesquisa do Ibope, são políticos de carreira extensa: Lindomar e Mauro foram vereadores, deputados (Mauro, se derrotado, ainda tem um longo período como deputado federal) e até prefeito, como é o caso de Lindomar Garçom. Os índices dado aos dois pela pesquisa do Ibope não mostra esses políticos como lideranças ascendentes. Em outras palavras, os números dizem que ambos estão longe de uma atuação brilhante.

Assim, mesmo ocupando as duas primeiras posições na pesquisa, seus índices não são garantia de que serão eleitos para o disputado cargo de prefeito.

Há enormes possibilidades de que Mariana Carvalho (colocada na terceira posição) se fortaleça cada vez mais, principalmente se tiver o apoio maciço do presidente da Assembléia Legislativa, o deputado José Hermínio tornando-se a concorrente mais direta para garantir presença no segundo turno.



MESMICES

Mauro Nazif só se manterá na segunda posição se fugir das mesmices das campanhas anteriores e ao mesmo tempo conseguir uma polarização com Lindomar Garçom. Se não mudar o seu marketing para conseguir chegar aos eleitores novos, discutindo um novo projeto de gestão para Porto Velho, o deputado vai descobrir que ficar falando do que fez no passado (como se fosse ele o mais importante Paladino dos Servidores rondonienses) é muito pouca coisa para uma população que espera a chegada de novos investidores, de geração de emprego e renda, de ver a infraestrutura melhorar. A mesmice de Nazif está cansando e por isso, ano a ano, vai perdendo sua eficácia.



O SORTUDO

Inegavelmente o candidato do PV é um homem de sorte. Lembro-me de sua última visita. Procurei desencorajá-lo de entrar na disputa por sua falta de recursos. Cheguei a dizer ao Garçom que a garantir de sua permanência na vida pública era a de entrar na disputa como candidato a vereador onde – imaginava eu – teria uma votação estupenda, levando consigo vários outros companheiros. E dali certamente poderia articular novos avanços para 2014.

Mas Lindomar Garçom é um homem de sorte. Entrou na campanha certamente sem eira e nem beira. Exatamente por ser esse sortudo tem de correr com oponentes fracos, principiantes e sem musculatura avantajada. E ai pode – embora seja precipitado afirmar isso – chegar ao final da pugna como vencedor.

Garçom já tentou ganhar essa maratona em condições mais avantajadas do que as de hoje. E não deu certo. Mas dessa vez há poucos medalhões no seu encalço.



CIDADE FANTÁSTICA

Certamente ganhará pontos junto ao eleitorado de Porto Velho aquele candidato que errar menos no marketing eleitoral. E também aquele que se comunicar melhor (mas, o que se percebe, é como todos estão mal assessorados, especialmente em termos de análise e comunicação política), mostrando à população que pode ser o prefeito capaz de ouvir a população.

Porto Velho não exige muito, mas quer um prefeito que saiba que a praça é de suma importância como equipamento comunitário; o asfalto de durabilidade, a saúde, a segurança pública, a educação, o meio-ambiente... Porto Velho é uma cidade fantástica. Tem tudo para motivar um prefeito interessado em fazer a política com “P” maiúsculo.



PLANEJAMENTO

Quem usar o horário eleitoral de forma inteligente, criativa, para convencer que vai valorizar o planejamento, assumindo a responsabilidade de fazer muito melhor do que o prefeito petista, sanando suas deficiências, fazendo política verdadeiramente transparente, tendo ao seu lado uma equipe capaz e não fruto do loteamento de cargos, pode melhorar sua posição na próxima pesquisa. Afinal, o que povo espera é um prefeito capaz de dar retorno não ao seu grupelho político, mas sim à comunidade.




Comentários (1)
INDIGNAÇÃO

Como comentário seguem os texto abaixo onde mostro minha indignaçãocontra a corupção.<br> <br> O CONFRONTO JOAQUIM BARBOSA, X RICARDO LEWANDOVSKI<br> <br> Tudo indica que teremos no caso João Paulo Cunha um julgamento de um processo por parte do Supremo Tribunal Federal que será, sim, histórico; isso porque o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, dotado de grande saber jurídico, proferiu seu voto condenando o réu João Paulo Cunha pelos crimes de peculato, de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro; e assim decidiu o ministro Joaquim Barbosa condenando o réu João Paulo Cunha dizendo que se fundamentou em PROVAS ROBUSTAS CONSTANTES DOS AUTOS. Por outro lado, ou seja, também, se fundamentando em PROVAS ROBUSTAS CONSTANTES DOS AUTOS, o revisor do processo do mensalão, ministro Ricardo Lewandovski, também, dotado de grande saber jurídico, contestou na integralidde o voto do relator e proferiu seu voto absolvendo o réu João Paulo da Cunha dos crimes de peculato, de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.<br> <br> Dessa maneira, o primeiro voto dos outros nove ministros dos STF que ainda não votaram o item 3 do processo do Mensalão vai ser um voto extremamente importante, pois, vai partir de um empate, ou seja, o ministro relator votou pela condenação do réu João Paulo Cunha nos três crimes de que foi acusado pelo Parquet, se fundamentando o ministro Joaquim Barbosa em PROVAS ROBUSTAS CONSTANTES DOS AUTOS; enquanto, por outro lado, o ministro revisor votou pela absolvição do réu João Paulo da Cunha nos mesmos três crimes de que foi acusado pelo Parquet, se fundamentando o ministro Ricardo Lewandovoski também em PROVAS ROBUSTAS CONSTANTES DOS AUTOS. Ora não é possível que dois Juízes de profundo saber jurídico, como são os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo lewandovski, COMETAM O ERRO INFANTIL de proferir condenação ou absolvição de réus sem examinar em detalhe todas as provas constantes dos autos, pois, a permanecer essa discrepância entre os votos do ministro relator do processo do Mensalão e do ministro revisor do processo do Mensalão, ficará para todos que acompanham esse Histórico Processo do Mensalão a quase certeza de que um dos dois ministros está proferindo seu voto sobre pressão externa, ou seja, está decidindo sobre pressão que não está nos autos. Afinal, não podem as provas constantes nos autos apontarem ao mesmo tempo para condenação e para absolvição. No máximo, o que se pode admitir é que nos autos existam provas mais ou menos fortes condenando respectivamente o réu para penas mais ou menos fortes; e era isso que se esperava do voto do ministro revisor, ou seja, uma complementação ao voto do ministro relator e nunca, jamais, um voto totalmente contestatório como ocorreu<br> <br> O fato concreto é que, a prevalecer o voto do ministro revisor sobre o voto do ministro relator inocentando o réu João Paulo Cunha, teremos a completa desmoralização do Parquet por ter formulado denúncias contra o réu João Paulo Cunha sem provas que sustentassem as denúncias; teremos, também, a absoluta desmoralização do STF por ter aberto um processo nesse sentido sem atentar para o fato de que provas não constariam dos autos do processo dando sustentação as denúncias; e teremos, enfim, a total desmoralização do ministro relator do processo do Mensalão que teve seu voto contestado não apenas sobre um dos três crimes dos quais condenou o réu João Paulo Cunha, mas, sim, a contestação dos três crimes que imputou ao réu João Paulo Cunha.<br> <br> Em suma, o voto do ministro revisor do processo do mensalão, digo eu parodiando o ex-presidente Lula, “é de uma gravidade sem igual na História Jurídica desse País”, pois, é um puxão de orelhas no Procurador-geral da República, chefe do Ministério Público e em todos os advogados que assessoram o chefe do Parquet; é, também, o voto do ministro revisor do processo do Mensalão uma agressão aos membros do Supremo Tribunal Federal, formado por onze Juízes de notáveis conhecimentos jurídicos, assessorados por vários advogados também de grande saber jurídico, uma vez que é inaceitável que manuseando o processo do Mensalão por mais de sete anos os outros dez Juízes do STF e todos os advogados que os assesoram não tenham percebido FALHA TÃO GROTESCA, ou seja, não tenham percebido que nos autos do processo do Mensalão não há provas sustentando as acusações formuladas pelo Parquet contra o réu João Paulo Cunha, conforme concluiu o ministro revisor.<br> <br> Parodiando os eminentes Juízes, “digo eu”, o máximo que se admite entre opiniões do relator de um processo e opiniões de um revisor de um mesmo processo são pequenas divergências, isso porque o ministro revisor deve votar agregando fatos ao voto do relator, ou seja, o revisor deve votar somando e jamais contestando totalmente o voto do relator como foi o voto do ministro Ricardo lewandovski; em suma, o voto do revisor deveria se somar ao voto do relator conduzindo para absolvição ou para a condenação do réu; e jamais deixando os outros nove Juízes do STF numa encruzilhada com o relator indicando um caminho e o revisor indicando caminho oposto; e ambos dizendo que decidiram os votos fundamentados em PROVAS ROBUSTAS CONSTANTES DOS AUTOS como se estivessem falando de autos de processos diferentes e não de um mesmo processo.<br> <br> Certamente, aqui, diria o ministro Joaquim Barbosa: na verdade, o ministro Ricardo Lewandovski não atuou como ministro revisor complementando o voto do ministro relator, mas, sim, como brilhante advogado de defesa do réu João Paulo Cunha. Uma divergência dessa magnitude como a ocorrida entre os votos do ministro Joaquim Barbosa e do ministro Ricardo Lewandovski em relação ao réu João Paulo Cunha é inaceitável para a lisura desse processo, pois, é indicativo de uma fortíssima pressão que vem de fora dos autos.<br> <br> Enfim, a prevalecer o voto do ministro revisor, é fundamental e é premente que todos os membros do Parquet e do Supremo Tribunal Federal sejam submetidos a cursos intensivos de regras processuais para que ERROS PRIMÁRIOS E GROTESCOS como os ocorridos no caso do réu João Paulo Cunha, na visão do ministro Ricardo lewandovski, não sejam repetidos, ou seja, de que o Parquet acuse um réu de três crimes sem provas que sustentem as denúncias e que o Supremo Tribunal Federal, na forma colegiada, aceite as denúncias e abra processo penal a respeito. Porém, se os demais ministros votarem na maioria acompanhando o voto do relator isso seria um deplorável indicativo de haver uma força bastante grande agindo para direcionar o voto do ministro revisor, que deixou de atuar como revisor para adotar discurso contestatório ao relator como se fosse advogado de defesa do réu e não ministro revisor do processo do Mensalão. Afinal, as decisões contraditórias do ministro relator e do ministro revisor só seriam factíveis se os dois Juízes estivessem se referindo a autos de processos distintos, afinal, é inaceitável que nos mesmos autos de um mesmo processo existam PROVAS ROBUSTAS para condenar e para absolver um determinado réu de determinados crimes.<br> <br> O primeiro Juiz do STF a votar depois desses dois votos conflitantes e contraditórios do ministro relator e do ministro revisor será um voto bastante importante para o futuro de nossas instituições jurídicas, ou seja, será um voto que fortalecerá ou enfraquecerá extremamente o Parquet e o Supremo Tribunal Federal, pois, nesse contexto do réu João Paulo da Cunha, o voto do revisor do processo do Mensalão que deveria ser um voto complementar ao do ministro relator do processo do Mensalão foi um voto contestativo ao voto do ministro relator; e com os dois Juízes do STF manifestando seus votos com fundamentação em PROVAS ROBUSTAS CONSTANTES DOS AUTOS os demais Juízes ficam numa espécie de sinuca de bico: quem está com a razão: o ministro revisor que diz ter manifestado seu voto em PROVAS ROBUSTAS DOS AUTOS ou o ministro relator que afirma, também, ter formulado seu voto em provas ROBUSTAS DOS AUTOS? E aqui cabem algumas perguntas fundamentais: será possível que o chefe do Parquet e os outros dez Juízes do STF assessorados por dezenas e dezenas de advogados, todos eles de grande saber jurídico, não foram capazes de perceber essa GROTESCA FALHA JURÍDICA apontada pelo ministro Revisor; uma falha tão grotesca que FORÇAS EXTERNAS AOS AUTOS OBRIGARAM O MINISTRO RICARDO LEWANDOVSKI A JOGAR AO CHÃO SUA EXUBERANTE TOGA DE JUÍZ REVISOR DO PROCESSO DO PROCESSO DO MENSALÃO para vestir acaloradamente o terno de advogado de defesa do réu João Paulo Cunha? Será possível que todos aqueles homens do Parquet e do STF dotados de grande saber jurídico não perceberam durante mais de sete anos manuseando o processo do Mensalão uma falha tão rídicula e percebida em menos de sete meses pelo ministro revisor Ricardo lewandovski?<br> <br> Entretanto e felizmente, ao final da fala do ministro revisor, o ministro relator, Joaquim Barbosa, e já respondendo essas perguntas fundamentais solicitou e o presidente do STF concordou qu ele apresentasse explicações para as contradições entre o voto do relator e o voto do revisor tendo o presidente do STF concordado a respeito principalmente porque o voto do ministro revisor não foi complementar, mas, sim, contestatório ao voto do ministro relator, Joaquim Barbosa e, nesse tipo de peleja jurídica, a última palavra é do ministro relator e nunca do revisor como quer impor ao STF o ministro Ricardo Lewandovski, que reclamou direito de tréplica a qual foi prontamente rejeitada pelo presidente do STF, tendo o ministro revisor, Ricardo Lewandovski ameaçado se retirar do plenário quando o ministro Joaquim Barbosa estiver falando, numa forma de desrespeito ao ministro Joaquim Barbosa, como se o voto do ministro relator na forma como foi proferido já não representasse um PROFUNDO DESRESPEITO não apenas ao ministro relator, Joaquim Barbosa, mas, sim, a todo Parquet e todo Supremo Tribunal Federal.<br> <br> Finalmente, ainda como leigo insisto e digo eu: essa disparidade entre os votos do relator e do revisor mostrando haver uma força externa aos autos querendo interferir no resultado do julgamento do mensalão é mais um motivo para o ministro Antônio Cezar Peluso manifestar seus voto sobre todos os itents em que foi dividido o processo do Mensalão, tendo o cuidado de deixá-los em envelopes fechados e lacrados para serem abertos no momento propicio, de modo que forças externas aos autos não provoquem contestação ao voto do ministro Antônio Cezar Peluso.<br> <br> José Conrado de Souza<br> <br> Engenheiro Químico, formado pela UFRJ, trabalhou na Petrobrás ocupando cargos de chefia na REPLAN, na REPAR e no EDISE; foi presidente do Clube dos Empregados da Petrobrás em Araucária/PR; e foi membro do Conselho de Curadores da PETROS, foi ex-Diretor da AEPET, tendo se aposentado em 2000.<br> OBS: se necessário contato fazê-lo por meio do celular (21) 8513-6040, pois, meu e-mail está desativado.<br> <br> <br> <br> A PRESSÃO DO PODEROSO CHEFÃO DOS MENSALEIRO NO MENSALÃO<br> <br> Toda razão ao advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro de Lula e atual advogado de José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural, quando, ao sair do STF após o voto do ministro Ricardo Lewandovski disse em entrevista: “agora, o julgamento tem dois polos: o polo do revisor e o do relator”, pois, na visão do ex-advogado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o voto do ministro revisor desmontou a ideia de corrupção, crime antecedente ao de lavagem, passando a prevalecer a tese de caixa dois, ou seja, em outra palavras, passando a prevalecer no voto do ministro revisor não uma revisão do voto do ministro relatar a ele se somando, mas, sim, uma contestação absoluta e integral ao voto do ministro relator, onde, claramente, prevaleceu no voto do ministro revisor Ricardo Lewandovski a tese que vem sendo proposta há anos pelo Poderoso Chefão dos mensaleiros e pelo PT, isto é, a tese de caixa dois, o que, desde já, é uma antecipação de como vai votar o ministro Ricardo Lewandovski com relação aos demais réus políticos do processo do mensalão, os quais, a exemplo do réu João Paulo Cunha serão absolvidos.<br> Contudo, digo eu, há um equívoco na fala do ex-advogado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, ou seja, há realmente dois polos no julgamento, mas, não os polos formados pelo ministro revisor e pelo ministro relator, ou seja, os polos formados são o do ministro Ricardo Lewandovski revisor do processo do mensalão abraçando a tese defendida há anos pelo Poderoso Chefão dos Mensaleiros e pelo PT de que o dinheiro usado por Delúbio Soares para comprar votos de parlamentares era sobra de caixa dois; e o outro polo é formado pelo Procurador-geral da República, chefe o Ministério Público, assessorado por dezenas e dezenas de advogados do quadro do MP e os demais Juízes do Supremo Tribunal Federal que juntos com os advogados que os asseram ficaram mais de sete anos manuseando um processo sem perceber a falha jurídica grotesca e imperdoável de que as denúncias formuladas pelo Parquet contra os réus do mensalão não se suportam em provas constantes dos autos. O que é isso senão o ministro Ricardo Lewandovski classificar todos aqueles homens de notáveis saber jurídico do MP e do STF em idiotas incapazes de perceber o obvio ululante.<br> <br> E aqui surge na fala do ex-advogado do bicheiro Carlinhos Cachoeira dizendo que, a partir da divergência total e absoluta do ministro revisor, possíveis embargos terão maior fundamento, tendo surgido na visão distorcida do ex-advogado do bicheiro Carlinhos cachoeira o contraditório, que é sempre melhor do que o monólogo; surge, então, a certeza de que o voto do ministro Lewandovski não foi absolutamente o voto de um ministro revisor; foi, sim e muito mais, uma defesa intransigente de um advogado do réu João Paulo Cunha, o que é uma aberração na História Jurídica do Brasil, onde, pela primeira vez um ministro revisor contesta integralmente o voto de um ministro relator e não apenas isso, mas, contesta, também, todo o Ministério Público formado pelo Procurador-geral da República assessorado por dezenas de advogados de grande saber jurídico e, também e lamentavelmente, contesta os demais ministros do STF que aceitaram as denúncias do Procurador-geral da República sem que essas estivessem respaldadas por provas constantes dos autos e mais ainda, cometeram os ministros do STF a aberração jurídica de abrir um processo nessas condições e ficaram manuseando esse processo por mais de sete anos sem perceberem erro tão primário e tão grotesco. <br> <br> A postura de um ministro revisor jamais deve ser a do contraditório como defende o ex-advogado do bicheiro Carlinhos Cachoeira e isso está provado na História da Justiça do Brasil; os atos e comentários de um ministro revisor de um processo sempre são no sentido de se somar aos atos e comentários do ministro relator, o que não ocorreu com o voto do ministro Lewandovski o que é, sim, um indicativo de que uma força extremamente poderosa está obrigando o ministro revisor a contestar não só o ministro relator, Joaquim Barbosa, mas, a contestar o MP e o ST que cometeram o pecado de abrir e dar andamento a um processo onde acusações contra os réus não estão fundamentadas em provas constantes dos autos. Em outras palavras: vamos fechar o MP e o STF.<br> <br> José Conrado de Souza<br> <br> Engenheiro Químico, formado pela UFRJ, trabalhou na Petrobrás ocupando cargos de chefia na REPLAN, na REPAR e no EDISE; foi presidente do Clube dos Empregados da Petrobrás em Araucária/PR; e foi membro do Conselho de Curadores da PETROS, foi ex-Diretor da AEPET, tendo se aposentado em 2000.<br> OBS: se necessário contato fazê-lo por meio do celular (21) 8513-6040, pois, meu e-mail está desativado.<br> <br> PS: só me resta lembrar Rui Barbosa dizendo; “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

JOSÉ CONRADO DE SOUZA - Rio de Janeiro/RJ/ RJ.
Enviado em: 24/08/2012 17:47:13  [IP: 201.29.208.***]
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