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Porto Velho,  ter,   25/fevereiro/2020     
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Caráter ou quando as máscaras caem

26/10/2012 08:48:12
Gessi Taborda
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QUESTÃO DE CARÁTER

As mais recentes revelações das práticas atribuídas aos candidatos que disputam a prefeitura de Porto Velho pautam o tema do caráter como importante nesse momento.
Afinal qual é o tipo de caráter de um político refratário a pagar um imposto tão fundamental ao município como é o caso do IPTU.
Pode-se, é claro, brigar pela redução de sua alíquota, etc. O que não se pode (ou não se deve) é esquivar-se de pagá-lo. Principalmente alguém interessado em se transformar no dirigente máximo da administração municipal.

NÃO SE ESCONDE

Para ter um bom caráter não é necessariamente ser rico ou pobre, culto ou inculto de boa família ou má família da alta ou da baixa sociedade, o bom caráter é um valor interior que dá dignidade a quem o possui.

Quem tem bom caráter não se vende nem se esconde por trás do fingimento, ele procura por todos os meios ser transparente e legítimo. Não se usa o sarcasmo de tentar humilhar o adversário e ao mesmo tempo ficar repetindo que o respeita.


NA PRÁTICA

Quem é fiel aos bons propósitos, um líder com o valor já existente, não se deixa levar por falcatruas e gosta das coisas justas e honestas. Ou seja, não mantém negócios feitos à socapa, não deixa de cumprir as obrigações que recai a todos os cidadãos, como pagamento de impostos.

CEU E TERRA

Dificilmente o último debate (hoje na TV Rondônia) vai ser muito diferente dos anteriores. Embora possam dizer que não, na visão do analista os dois candidatos são prisioneiros de um populismo, ainda arraigado na política rondoniense, e vão prometer novamente céus e terra sem se aprofundar na questão fundamental da sustentabilidade da gestão das finanças do município.
Como os dois candidatos se comportam como vendedores de ilusão; importante é ressaltar o aspecto do caráter da pessoa de cada um.
Não creio que manter as promessas estapafúrdias de transformar a desamada cidade de Porto Velho – carente de praticamente tudo o que é fundamental para garantir qualidade de vida de seus moradores – numa Paris das selvas (Nazif garante que a cidade será “um clarão) em poucos meses de gestão (Lindomar promete lâmpadas de qualidade e não essa iluminação boliviana), vai empolgar eleitores acostumados em saber que políticos agem “como reis da promessa”.

CRESCIMENTO ECONÔMICO

Certamente a população deseja o crescimento econômico da cidade, mas não será convencida disso com promessas estapafúrdias. O crescimento a qualquer custo, sem estar conectado ao orçamento da prefeitura dá no que deu na famigerada gestão petista: essa manada de elefantes brancos, que são os viadutos que ninguém sabe quando serão concluídos.
Sobre essa questão, a melhor sacada ficou com o candidato do PV, ao revelar sua intenção de entregar a obra tão atrasada e tão roubada ao Exército, deixando o “5º BEC” terminar aquilo que durante essa gestão agonizante não passou de constante enganação político-eleitoral.

EXEMPLO

Porto Velho sempre foi marcada por prefeitos de curta visão, ligados a grupos econômicos que souberam se apropriar de serviços de responsabilidade do estado, ganhando rios de dinheiro, distribuindo propinas, e atendendo pessimamente a comunidade.
O que se espera desse último debate é uma postura de candidatos dispostos a chegar à prefeitura para fazer de Porto Velho um exemplo de limpeza, dotada de um parque ecológico de qualidade (para atrair visitantes de todos os lados), etc.
Os investidores de todo o Brasil e do exterior precisam perceber que a cidade tem na sua prefeitura um gestor arrojado, competente e íntegro. E não, como aconteceu até, meros enganadores buscando enriquecer-se rapidamente, adotando práticas de não pagar impostos, etc, etc.
Que no domingo as urnas dêem de presente a Porto Velho um prefeito de verdade e não isso que até agora tivemos: um prefeito de promessas vazias que se refugiou numa publicidade regiamente paga para a chamada imprensa domesticada.

TRANSPORTE & PODER

Ninguém está livre de acidentes, sobretudo no trânsito. A propósito do acidente acontecido lá no Rio, com um ônibus da 1001 (empresa de gente muito influente na política de lá), cabe refletir sobre os riscos também existentes por aqui. Lá, segundo o noticiário sobre o assunto, a tragédia pode ter acontecido por falha nos freios dos ônibus. Ora, cabe ao Estado a fiscalização das empresas de ônibus que fazem linhas intermunicipais e à ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) a fiscalização das linhas interestaduais. Em condições normais, Rondônia não escapa à praxe da omissão desses órgãos de fiscalização. Agora, imagine quando há a infiltração política de empresários do segmento de transporte de passageiros na composição do governo (caso de Rondônia) se alguém fiscaliza de fato essas empresas propriedades de políticos poderosos.
Du-Vi-De-Ó-DÓ! Resta rezar para que tragédia como a carioca não venha acontecer por aqui. Mas o perigo existe. Alguém pode dizer como se processa essa fiscalização???



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