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Porto Velho,  ter,   29/setembro/2020     
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Nazif tira o seu da reta e joga responsabilidade pelo rombo do IPAM aos servidores

25/03/2013 15:06:31
Gessi Taborda
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TIRANDO DA RETA

O prefeito Mauro Nazif preferiu dividir a responsabilidade pela crise em que se debate o IPAM, que é o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho, com os próprios segurados da instituição. O prefeito não disse exatamente o que os segurados precisam fazer para denunciar por crime de responsabilidade as pessoas que colocaram o Ipam na UTI devido a um rombo de mais de 8 milhões em suas contas.

Ao visitar a instituição municipal, Mauro tratou de tirar a responsabilidade do Executivo e até da própria administração do IPAM, dividindo-o com os próprios servidores municipais. “...Não é só o prefeito e a direção do Instituto que tem a responsabilidade”, disse Nazif, sobre a quem cabe evitar que o Ipam quebre.


ESCAPISMO

Desse jeito o novo prefeito municipal vai confirmando sua posição inicial de não realizar uma devassa nas contas do prefeito anterior, para ficar bem com o PT. Até parece que basta reconhecer a existência de um rombo de mais de 8 milhões nas contas do IPAM, sem anunciar como a administração municipal vai enfrentar essa questão.

Afinal, até prova em contrário, alguém cometeu algum tipo de apropriação indébita na administração do Ipam e isso é crime de responsabilidade.

O prefeito não comentou como os segurados do instituto terão de “contribuir” para tirar o Ipam da bancarrota. Deve avaliar que seu próprio papel se esgotou na visita (demagógica) feita ao Ipam, já que não anunciou nenhuma metida para pagar o rombo bilionário de uma instituição que “pode fechar”, como deixou implícito nas entrelinhas.


ALI-BABÁ

Em Rondônia, até o pipoqueiro ouviu comentários sobre os rolos da gestão do PT. As denúncias da transformação da prefeitura municipal numa espécie de “Caverna do Ali Babá” ganhou dimensão com os pronunciamentos do deputado Hermínio Coelho, quando esse ainda estava no PT e nem imagina chegar à presidência do legislativo estadual.

A situação chegou a um nível de gravidade tão grande, graças à omissão dos vereadores (e a maioria conseguiu a reeleição). O lamentável Roberto Sobrinho (apelidado de Ali-Babá) foi arrancado da prefeitura pela ação profilática do MP federal, com a contribuição do estadual. Mas com todas as evidências da roubalheira na prefeitura, Sobrinho continua solto e desdenhando de toda a sociedade.


SURPRESA

Eleito, o médico Mauro Nazif (PSB), surpreendeu o eleitorado de Porto Velho com a declaração de que não faria nada para investigar a bandalheira do antecessor, jogando a responsabilidade nas costas do Ministério Público. E tudo, como se disse depois, para manter os vínculos históricos com o PT, de quem pretende ter apoio no futuro.


TERRA NOSSA

É impressionante como ainda há quem se iluda com os velhos políticos rondonienses, mesmo com aqueles que – tirando o discurso demagógico – não passam de um pastiche dos tempos em que davam os primeiros passos na vida pública.

Se antes – quando era apenas parlamentar – Mauro Nazif não perdia oportunidade de aparecer na linha de frente dos movimentos sociais reivindicatórios, especialmente manifestações públicas de servidores, agora como prefeito ele parece preferir ficar longe dessas encrencas.

Pelo menos foi o que aconteceu no caso da expulsão de cerca de 350 famílias de uma área localizada no Jardim Santana, numa ação de reintegração de posse, determinada pelo Judiciário.

Criticado, o prefeito tratou de dar uma desculpa que agradasse aos expulsos da área: “A prefeitura é, de fato, dona da área”. Assim, a expulsão das 350 famílias atendeu a particulares, tidos como posseiros.

Essa afirmação é de uma desfaçatez enorme. Ora, como a prefeitura que se diz dona da área, só agora vem a público – após a ação de despejo – dizer que vai procurar reaver “sua propriedade” na Justiça?


SEM GARANTIAS

E quem garante que a tal área que a prefeitura diz ser sua poderá ser simplesmente destinada à ocupação das famílias expulsas de lá nesse momento? Ora, área da prefeitura mesmo destinada a políticas públicas (como assentamento de pessoas) tem de seguir a tramitação legal. Se o prefeito ganhar uma demanda judicial contra aqueles que – segundo a própria prefeitura – são apenas posseiros e decidir fazer no local uma espécie de assentamento, não poderá fazê-lo para atender só quem foi removido agora pela ação de despejo. Terá de garantir acesso a todos os munícipes que se enquadrarem nos critérios sociais definidos. Ou seja, esse é um processo longo e cheio de meandros.


SILÊNCIO

Mesmo em se tratando de Mauro Nazif, “a verdade jamais é pura e raramente simples”, como dizia Oscar Wilde. Assim, quem foi expulso da área dificilmente voltará a ela. Na verdade, o novo prefeito não apresentou até agora uma agenda com as verdadeiras transformações sociais, políticas e econômicas a serem realizadas na sua gestão. Até agora fica o dito pelo não dito.
A realidade é que as 150 famílias retiradas da área não poderão ser atendidas por nenhum programa social da prefeitura se não estiverem regularmente cadastradas num deles. O que existe agora é um manto de silencio proposital ainda imperando sobre esta realidade, até com a ajuda dos “vereadores de oposição”, esquecidos de que a verdade é filha do tempo e não da autoridade a quem pretendem servir na esperança de compensações futuras.



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