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Coluna do Taborda: com o povo expulso de suas casas, Nazif se vê às turras com promessas de campanha

26/03/2013 19:25:13
Gessi Taborda
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RUA BLOQUEADA

As ocupações de imóveis abandonados, especialmente nas áreas periféricas, sempre foram intensas, a ponto de se tornar rotina. E agora o assunto se torna recorrente, depois da desocupação de área do Jardim Santana, onde cerca de 350 famílias viviam e cultivavam a área.
Na manhã de ontem (25) protagonistas dessa tragédia social – acampados em frente ao gabinete do prefeito – bloquearam parcialmente a rua D. Pedro II, esperando chamar a atenção da sociedade e das lideranças políticas pela falta de programas de terra e moradias, permitindo aos mais pobres realizar o sonho da casa própria e produzir hortaliças.
O movimento tinha na linha de frente dos discursos o vereador de primeiro mandato, Everaldo Fogaça (PTB). O novo vereador, como tantos outros, procura estimular o otimismo das famílias sobre as possibilidades de reconquistar o espaço de onde foram tiradas.

PROPRIEDADE

O direito à propriedade é um dogma na manutenção do sistema do capitalismo-democrático. No entanto, está mais claro não ser possível apenas defender o tal “direito à propriedade” fechando os olhos para a moradia como direito universal, e a distribuição da terra para cumprir sua função social.
Pelo menos na campanha eleitoral o novo prefeito, Mauro Nazif, se comprometeu a executar uma política de habitação para entregar milhares de casas durante seu mandato.
Se isso acontecer de verdade será um enorme avanço em relação às gestões passadas, nas quais grandes áreas foram servir à especulação imobiliária. Especialmente nos últimos oito anos isso ocorreu num ritmo nunca antes visto.
Na questão dessa desocupação há pelo menos uma afirmação lastreando a idéia de que o Executivo foi, no mínimo, relapso. Ora, se a área pertence de fato ao município pergunta-se: Como a reintegração de posse foi dada a quem não era seu proprietário (grileiro?) e porque a Prefeitura não escriturou a área como parte de seu patrimônio?

VÍTIMAS

As pessoas que sofrem essas ações de despejos são na maioria vítimas dos próprios políticos, normalmente estimuladores dos movimentos de invasão, usados como currais de eleitores.
Até agora o prefeito Mauro Nazif não disse claramente como pretende resolver essa questão. Os atingidos por essa desocupação estão acampados em frente à prefeitura.
E ali, abrigados em barracas de plástico, essas pessoas passam a ser vistas como mais uma sujeira da capital rondoniense, gente à espera do bolsa-aluguel.
Na verdade são pessoas vivendo um grande martírio, minorado pela esperança de que o novo prefeito dará um jeito, antes que a presença da massa acampada nos “jardins” do paço reverta a imagem de otimismo que prevalece no princípio da gestão.

A COBRA VAI FUMAR

Hoje, dia 26, uma sessão imperdível na Assembléia Legislativa, com a presença da Secretária de Educação do estado, Isabel Luz. Ela terá de responder perguntas de um plenário, em sua maioria, refratário à sua presença no comando da pasta. Deputados (como o próprio presidente da Casa, Hermínio Coelho) pintam a Seduc como um verdadeiro castelo dos absurdos, onde além de roubo puro e simples de equipamentos há suspeitas de até de um caso de homicídio.

NOVA VIDA

Os megas pecuaristas Ricardo Arantes e João Arantes Neto, donos da Agropecuária Nova Vida, de Ariquemes farão no dia 21 de abril, às 14 horas, um leilão de 1013 fêmeas nelore. O evento deverá se constituir num dos maiores leilões da raça. A Agropecuária Nova Vida é a principal "case" da pecuária da Região Norte, mercado que mais cresceu em produtividade nos últimos dez anos. A pecuária passou a ser a principal atividade econômica em Rondônia há pouco tempo, mas já expressa liderança entre os principais exportadores de carne bovina, figurando na quinta posição, em 2012.

BOMBEIROS

José Cláudio, presidente do Sindicato das Empresas de Contabilidade, fez ontem um alerta sobre as dificuldades enfrentadas por empresários que esperam a renovação da vistoria do Corpo de Bombeiros nos estabelecimentos comerciais. Segundo disse, agora o Corpo de Bombeiros decidiu fazer vistoria prévia (o que não acontecia antes) em todos os imóveis da capital, mesmo sem ter estrutura pessoal para isso.
Diante dessa situação, os escritórios de contabilidade estão encontrando dificuldades para conseguir a renovação do alvará de seus clientes, “porque a prefeitura só libera o alvará após a vistoria dos Bombeiros”.

É DO BARALHO

O major Cristiano Lisboa não pegou (ainda) o espírito da coisa. E assim, num encontro Carlos Guttemberg, da Semtran, teve a capacidade de se afirmar “muito feliz” porque Porto Velho não é mais “a capital com o maior índice de violência do trânsito”. E mais não disse. Mas Nazif, o prefeito, quer, pelo menos, “minimizar essa endemia”. E ai, estado e município decidiram fazer um pacto para implantar o “auto de infração digital” e (pô, finalmente tomarão essa providência) providenciar um “guincho com o objetivo de recolher veículos” (sic), bem como proporcionar um novo depósito de veículos recolhidos pelos agentes de trânsito. Ta vendo só: finalmente a capital terá um guincho. É ou não é do baralho...




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