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Os melhores cargos acabam sempre na mão de medíocres

03/04/2013 14:11:29
Gessi Taborda
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HUMILHANTE

A manchete de ontem do quase centenário jornal Alto Madeira, mostrando a liderança de Rondônia no ranking nacional da safanagem dos governantes que abusam da prática de inchar o serviço público com os tais “servidores comissionados”, revela um novo ângulo desse assalto aos cofres públicos, para premiar cupinchas ou atender interesses eleitoreiros.

Com governos decididos a manter esse sistema político-administrativo lastreado em práticas como o inchaço da folha de pagamentos com servidores comissionados, Rondônia não sairá desse círculo vicioso onde os melhores cargos estão nas mãos do verdadeiro cartel de medíocres.


INDIGNAÇÃO

Um estado colocado no topo dessa safanagem brasileira não pode ser dirigido por uma autoridade competente. Quando vi a manchete do Alto Madeira de ontem (2), fiquei mais uma vez indignado: ali estava a comprovação de que Rondônia é um ente corrupto, com a prática comum da tramóia, da trapaça e da sacanagem para o loteamento dos cargos públicos.

Meu Deus! Até quando nossas melhores instituições ficarão inertes diante dessa pouca vergonha? Quando realmente o estado e suas instituições passarão a cumprir a legislação, realizando concursos públicos para as nomeações de servidores? Será que essa chusma de “comissionados” é o tal “governo da cooperação”?


SEM LEGADO

O presidente da Assembléia, deputado José Hermínio, teve uma corajosa decisão: demitir todos os comissionados do Legislativo. Tomara que reduza o número desse tipo de servidor e faça aquilo que é uma de suas bandeiras: Concurso Público. E assim será exemplo para as demais instituições públicas rondonienses.

Afinal, esse imenso exército de comissionados, colocando Rondônia no topo desse ranking vergonhoso, não vai deixar legado nenhum para o estado. Enquanto esse for o estilo de governo por aqui, permaneceremos sem time para ganhar nada, para mudar coisa alguma...


QUANDO DEUS QUISER

Não há qualquer previsão de quando as famílias desalojadas de áreas como o Jardim Santana serão atendidas pela gestão do prefeito Mauro Nazif. A providência tomada para atender às famílias acampadas em frente ao gabinete do prefeito foi um autêntico 1º de abril, dia em que, segundo o tal Christian Camurça (que não se perca pelo nome) – novo titular da Semur – foi dado entrada no judiciário a uma “ação reivindicatória da área” de onde tais famílias foram despejadas.

É estranho a prefeitura afirmar ser “proprietária” de uma área em que um particular foi quem conseguiu a reintegração de posse na Justiça. Assim como é estranha essa tal de ação “reivindicatória” do mesmo local. Ora, como reivindicar alguma coisa da qual já se é proprietário?


BAGUNÇA GENERALIZADA

Todo esse episódio da “área do Jardim Santana” revela a balbúrdia existente no paço municipal em relação ao patrimônio público do município. Afinal, quem poderia imaginar a existência de áreas municipais sem a necessária escrituração?

Essa conversa de uma solução rápida da área do Jardim Santana é só um engodo político prá cima daqueles que, depois de anos, foram obrigados a deixar o local por determinação judicial.

Ora, certamente o judiciário não daria uma reintegração de posse a alguém sem documentação comprobatória de propriedade. Por isso, somente os néscios acreditarão numa solução rápida sobre o assunto, porque “a prefeitura entrou com uma ação no dia 1º de Abril”.


TRUQUE DE MADAME

Invasões de propriedades particulares (e até públicas) não é invenção do atual prefeito. Isso vem de décadas, quando políticos usavam as pessoas mais pobres, incentivando invasões para formar currais eleitorais além de ganhar dinheiro cobrando taxas dos invasores.

Esse sistema projetou políticos como Raquel Cândido (que chegou a deputada federal) e o falecido deputado Índio, coincidentemente um dos fundadores do PSB (partido do atual prefeito) em Rondônia.

O médico Mauro Nazif não irá solucionar esse problema com a velocidade exigida. E ai apela para o verdadeiro truque de madame, prometendo 16 mil residências no próximo ano.


QUEM VAI ACREDITAR

É “coisa que nunca existiu antes na capital”, trombeteia o tal do Christian. Aliás o que nunca existiu foi o cumprimento das promessas feitas pelos prefeitos anteriores.
Por isso, é melhor esperar para ver o que realmente acontecerá até o final do próximo ano. Se a lerdeza dessa administração continuar sem um tranco notável, o melhor é manter a barba de molho e os dedos cruzados para não termos um novo fiasco idêntico ao antecessor. Por muito prometer e praticamente nada terminar, torrando dinheiro público a rodo, o prefeito anterior acabou saindo com seu mais adequado apelido: o prefeito Ali-Babá.



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