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Vergonha em rede nacional: tinha que ser o Cassol

17/04/2013 08:36:34
Gessi Taborda
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EM FAVOR DACORRUPÇÃO

É mais uma vez lamentável para Rondônia o caradurismo de integrantes da bancada parlamentar do estado em Brasília que deixam de lado o papel da representação popular e passam a tentar manobras objetivando de forma clara conseguir um escudo contra a legislação existente para julgar e condenar homens públicos envolvidos em improbidades administrativas e em crimes de corrupção.

É exatamente esse o objetivo do projeto de lei 105/2013, apresentado por Ivo Cassol: tornar inócua a Lei de Improbidade Administrativa, uma das ferramentas mais importantes conquistada pelo povo brasileiro para combater a corrupção e os maus políticos existentes em todas as esferas do país. E assim, mais uma vez, um político rondoniense joga o estado de Rondônia no pantanal das mediocridades e da corrupção endêmica desse Brasil.


PONTOS VITAIS

Em vigor por 21 anos, a Lei da Improbidade Administrativa sofre sua primeira grande ameaça exatamente por iniciativa de um político rondoniense. O povo não votou em Ivo Cassol para vê-lo pilotando um ataque frontal à legislação que propiciou condições para punir – em todo o Brasil – administradores públicos que meteram os pés pelas mãos, tornando-os inelegíveis.

No seu projeto – já na Comissão de Constituição e Justiça do Senado – Ivo Cassol propõe a exclusão da responsabilidade do agente público que causa lesão ao patrimônio público. E esse é um dos pontos vitais da Lei de Improbidade Administrativa.

Na opinião de juristas, o senador rondoniense quer fulminar os princípios do artigo 37 da Constituição – moralidade, honestidade e impessoalidade. Se o projeto de lei do senador rondoniense for aprovado, por via de conseqüência, também vai para o vinagre a chamada Lei Ficha Limpa.


CAUSA PRÓPRIA

Há um claro indício de que Ivo Cassol usa sua posição de senador para legislar em causa própria. Afinal, ele é alvo de frequentes investigações e ações do Ministério Público, inclusive no plano eleitoral. Em janeiro, a Justiça cassou seus direitos políticos por cinco anos. Segundo procuradores federais, em 2006 foi descoberto caso de compra de votos que beneficiaria Cassol. Ele recorreu. Hoje responde a cinco ações judiciais, segundo fontes bem informadas.


NENHUM DESDOBRAMENTO

A proposta de Ivo Cassol tem provocado reação de lideranças jurídicas em todo o país. Todavia, na terra onde se elegeu prefeito, governador e senador, nenhuma manifestação foi registrada até agora, sobretudo no meio político. Pode ser que o assunto chame a atenção de autoridades locais, especialmente de entidades como a OAB e outras ligadas ao combate da corrupção.


CONDENADO DANADINHO

Mário Calixto – por muito tempo foragido da Justiça – continua influente nos segmentos de poder do estado rondoniense. Seu longo envolvimento nos escândalos mais cabeludos da corrupção registrada nesse pedaço de Brasil não pôs fim ao seu prestígio. Tentáculo principal de seus golpes, o jornalão da Tiradentes continua recebendo gordas fatias do bolo da publicidade oficial e ele, isso mesmo, sempre encontra uma maneira de amenizar a condição de sentenciado. Ele, como se informa, já está longe do “Pandinha”. É, como disse uma fonte, hóspede alojado na cobertura de um hospital particular, onde tem tratamento VIP propiciado pelo cardiologista dono do nosocômio. Com quem pode não se brinca!.


COMEÇOU

Sem nenhuma produção rondoniense (afinal, aqui se promove o tal Festcineamazônia), começou segunda-feira a 15ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que acontece no cinema L’Arlequin até o dia 23. Sete filmes brasileiros estão em competição no evento, entre eles, “A Busca”, “Colegas” e “Juan e a Bailarina”. O festival recebe ainda duas estréias mundiais: “Histórias de Arcanjo”, documentário sobre Tim Lopes, e “Viramundo”, longa que acompanha uma turnê de Gilberto Gil pelo hemisfério sul.


DESCULPA

O poderoso Gilson Nazif, irmão do prefeito e chefe da Secretaria Municipal de Obras (é apontado, na verdade, como um supersecretário da gestão de Mauro) arrumou ontem uma desculpa para os lacônicos 100 dias de gestão do mano. “Foi o legado recebido de uma cidade com muitos buracos, asfalto e calçamentos destruídos, bueiros entupidos”. E esses 100 primeiros dias não foram suficientes nem mesmo para uma aplicação de botox ou apresentação de qualquer novidade para balizar a diferença entre o prefeito que entrou e o Ali-Babá que saiu. A desculpa de Gilson é a mesma dos prefeitos anteriores: as chuvas torrenciais. “Nesse período (os 100 dias), não se tem visto mais que uns poucos dias de sol durante as semanas. Ou chove de manhã, ou à tarde, ou à noite. Isso, quando não chove o dia inteiro”.


É CEDO

O deputado Moreira Mendes, presidente regional do PSD, reafirmou em discurso na Câmara, que considera “para se falar em eleições”. Moreira teve seu nome lembrado para a disputa do senado, quando da inauguração da sede do PSD em Porto Velho.

Sobre os dois nomes do PSD cotados para a disputa pelo governo (José Hermínio e Alex Testoni), assim se pronunciou Moreira: “São pessoas de envergadura no nosso partido, pré-candidatos ao Governo do estado, ambos com uma bagagem muito grande. Podem prestar relevantes serviços para Rondônia. Nós estamos na expectativa. Ainda é muito cedo para se falar em eleições, mas é preciso visitar a base — cada um construindo o seu caminho, para que o partido, lá na frente, possa tomar o seu posicionamento”.


HOMENAGEM CANCELADA
A Assembléia Legislativa pode desistir da entrega da láurea de Honra ao Mérito ao pecuarista José Milton Rios, proposta do ex-deputado (atual prefeito de Ji-Paraná) Jesualdo Pires, do PSB. O nome de José Milton Rios está ligado ao assassinato de Agenor de Carvalho, um mártir da luta contra os grileiros em favor das famílias sem terra e sem teto. O presidente José Hermínio lembrou que a proposta de Jesualdo teve apoio da quase totalidade dos deputados. “Eu mesmo nunca vi e nunca falei com esse José Milton!”, exclamou o titular da Assembléia.



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