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Porto Velho,  qui,   2/julho/2020     
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O quadro inquietante do governo do estado para o próximo ano

26/04/2013 05:25
Gessi Taborda
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DEFINIR PRIORIDADES

Sem medo de dizer o que pensa, José Hermínio, o deputado presidente da Assembléia, faz um prognóstico muito ruim do governo rondoniense, celeremente caminhando para um perigoso processo de quebradeira que – diz Hermínio – coloca em xeque até mesmo a capacidade de manter em dia o pagamento da folha dos servidores. Na verdade, o que o deputado revela constantemente é a existência de um governo incapaz de definir prioridades para garantir o crescimento sustentado da economia estadual.

Em outras palavras: Confúcio está caminhando para o final do mandato (falta pouco mais de um ano e meio) sem ter pegado o espírito da coisa. Governar é definir prioridades. É ter capacidade para implantar política de Estado e não só de governo.



DINHEIRO DO BNDES

O deputado José Hermínio não esconde seu temor com a destinação do bilionário recurso conseguido por empréstimo junto ao BNDES, uma dívida a ser resgatada pelo povo rondoniense. Na visão do deputado, como o governador só pensa em conseguir um novo mandato, “ele pretende gastar tudo isso em construções que dão visibilidade imediata sem atender, contudo, as verdadeiras prioridades rondonienses. “Fazer a parte física de um hospital não é difícil, mas se o estado não tiver recursos para garantir a contratação de médicos especialistas, do pessoal necessário e a compra dos equipamentos, de nada valerá esse hospital”, argumentou.



EMPREGO

A geração de empregos (bons empregos) para a crescente população jovem que sai das escolas (incluindo o ensino superior) demanda a implantação de uma política de estado voltada para a industrialização. O governo de Confúcio até agora não promoveu, lembra Hermínio, nenhum avanço tecnológico, nenhuma inovação tributária, nenhuma política para melhorar verdadeiramente a educação e a competitividade rondoniense. Esse é o governo – continua Hermínio – que deixou de distribuir a semente de feijão para os produtores e mesmo assim ainda fala em melhorar a produtividade do campo.

Se Rondônia continuar postergando os investimentos tão necessários em áreas que geram empregos, vai gerar, isso sim, estagnação, conflitos sociais e dificuldades para as famílias e principalmente para os jovens. De que adianta aumentar a produção de grãos se não temos a estrutura viária para escoar essa produção, se não temos estrutura de armazéns, etc.



HISTÓRICO NEGATIVO

O problema de Rondônia não são apenas as estradas ruins, a falta de ferrovias, a potencialidade inexplorada de suas hidrovias. É, pelo visto, a falta de um governo incapaz de explicar, até hoje, de forma objetiva sobre o que pretende fazer para fomentar o desenvolvimento do estado. E nessa marcha vamos caminhando sem ver nenhuma medida prática para atrair grandes negócios, paga captar grandes investimentos para o setor produtivo ou industrial rondoniense.

O governo Confúcio Moura vai caminhando no sentido de manter intacto o histórico negativo de Rondônia quando se trata de política de desenvolvimento.



DESTRAVAR

Há muitos anos o estado não recebe grandes investimentos pela iniciativa privada, especialmente no setor da agroindústria ou da chamada indústria de transformação. No governo passado chegou-se a anunciar a vinda de indústrias do setor de curtume e do setor calçadista, o que não aconteceu.

O estado – com uma população expressiva de jovens – precisa conseguir no próximo ano um governo capaz de destravar os problemas que inibe seu sadio crescimento, explorando sua vocação para a indústria. Precisa de alguém que não ignore as carências de infraestrutura existentes de forma objetiva.

Do jeito como caminha o governo de Confúcio, nem com a “cooperação” da fortuna emprestada pelo BNDES não estarão afastados os riscos de amargas decepções com o crescimento pífio ou a falta de crescimento visível por todos os lados. E nisso não há como tirar a razão de Hermínio para quem o crescimento sustentado é fundamental para alavancar a arrecadação de impostos e gerar emprego e renda.



ROLO ANTIGO

Mais um pepino para o ex-deputado Carlão de Oliveira enfrentar em sua longa peleja no segmento Jurídico para escapar do xilindró. Agora quem está patrocinando mais uma ação por desvios de dinheiro público contra ele é a Promotoria de Alta Floresta (cidade onde Carlão surgiu para a vida pública). O promotor Márcio Carcará da Rocha afirma que um convênio de 280 mil reais feito com a Sociedade Beneficente São Judas Tadeu, presidida pela irmã do ex-deputado, foi desviado e utilizado para manter atuante uma espécie de curral eleitoral que favoreceu Carlão por um longo tempo. O MP quer o ressarcimento desse dinheiro (o convênio é do ano 2000) seja ressarcido ao erário.

Acostumado a escapar de rolos muito maiores (dos tempos da Operação Dominó), certamente Carlão deve estar rindo às bandeiras despregadas, com a certeza que vai tirar de letra esse novo processo em sua longa folha corrida.



PUGILATO

E foi a turma do “deixa disso” quem praticamente gorou uma cena de pugilato entre Fogaça e Kazan, dois políticos iniciantes que se desentenderam na longa audiência pública realizada na noite de quarta-feira na Assembléia Legislativa. O vereador de 1º mandato e o empresário interessado em disputar o governo ficaram apenas nas ofensas pessoais. A disputa eleitoral está longe, mas o cenário está cada vez mais quente.




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