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Dia do Trabalho silencioso com a luta arrefecida em prol do trabalhador

01/05/2013 14:53:27
Gessi Taborda
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DINHEIRO FÁCIL

Hoje, Dia do Trabalho, praticamente nada acontece em termos de manifestação na capital rondoniense. E não é por que o número de sindicatos com sede nessa cidade seja pequeno. O que falta mesmo é uma atuação política e disposição de lutar de verdade em favor da classe trabalhadora.

Segundo um especialista da área, muitos sindicatos são criados com o único objetivo de arrecadar. É muito dinheiro e dinheiro fácil. Todos os trabalhadores com carteira assinada descontam um dia de trabalho por ano, a chamada contribuição sindical. Esse bolo que em 2011 correspondeu a R$ 2,4 bilhões é dividido pelos sindicatos, confederações e centrais sindicais. Por isso se criam sindicatos, um atrás do outro, todo mundo de olho no imposto sindical.

É quase a mesma coisa com a criação de novos partidos. A cada ano surgem novos partidos muitos deles apenas de olho no dinheiro do Fundo Partidário. No caso dos sindicatos temos hoje mais de 15 mil, e o pior é que não são muitos os que lutam realmente pelos direitos dos trabalhadores. Aqui em Rondônia dá para contar nos dedos os sindicatos verdadeiramente comprometidos em brigar para melhorar a vida do trabalhador em termos de salários e melhores condições no trabalho. Tá cheio de pelego por ai, muitos fazendo do Sindicato balcão de negócios com políticos, visando objetivos eleitorais.



FINAL DOS TEMPOS

Já não se fazem pastores como antigamente. Esse negócio de apascentar as ovelhas parece ser coisa do passado. Certamente Josué Alves dos Santos, preso no momento em que, segundo a matéria publicada na mídia no dia de ontem, se preparava para assaltar sua própria igreja, com membros de uma quadrilha chefiada por ele não passou de “um momento de fraqueza” e de artimanhas “do maligno”. Que as ovelhas orem pelo seu pastor.



DECADÊNCIA

Dia desses o governador rondoniense Confúcio Moura fez uma afirmação inusitada em sua página no facebook. Confúcio é medico, político profissional e aficcionado das mídias sociais. No princípio de sua gestão escrevia diariamente um blog. Arrumou muitas confusões, a ponto de desistir da aventura. Pois é, agora, colocando a culpa no número de presos sob a custódia do estado, o filosófico Confúcio anunciou: “O estado está quebrando”. Foi um deus nos acuda e nem assim Confúcio procurou tranqüilizar o “mercado” que, certamente, está com um pé atrás e fazer investimentos produtivos em Rondônia. Afinal, foi o próprio governador quem apontou o insólito futuro do estado.



INCHAÇO

Embora seja costume rotineiro cada governante escancarar a falência financeira logo após a posse, com Confúcio não foi assim. Ele preferiu repetir a cantilena usada na campanha eleitoral, garantindo executar o programa que defendeu perante o eleitorado. Mas não demorou muito para os fatos registrados em seu governo desenhasse o trágico panorama de decadência da terceira gestão do PMDB no governo rondoniense. E o quadro mais lamentável no princípio desse governo – como não aconteceu com nenhum outro – foi a derrota da ética e da transparência, desaguando na prisão de “colaboradores” do primeiro escalão confuciano.



SEM DINHEIRO

Embora o governador tenha confessado publicamente que o estado está em franca decadência em relação às finanças públicas, com uma penúria financeira que se reflete na falta de pagamento dentro do prazo de uma imensa gama de fornecedores, não demonstrou a menor preocupação com a austeridade, quando mandou abrir procedimento para a compra de aeronaves. Se não fosse a pronta ação do Tribunal de Contas do Estado, acatando parecer do Ministério Público de Contas, que suspendeu o Edital de Pregão Eletrônico 008/2012, certamente membros do governo estariam por ai, voando sem limites e deixando a conta para o cidadão-contribuinte-eleitor.



DETERIORAÇÃO

É fácil constatar a olho nu a deterioração dos equipamentos públicos em Rondônia. É fácil, também, constatar a insatisfação dos servidores públicos. Afinal, se tudo estivesse dentro dos conformes eles não estaria anunciando o início de novas paralisações já a partir desse primeiro de maio.

Estradas esburacadas, avenidas das grandes cidades deterioradas, escolas caindo aos pedaços, hospitais públicos em situação precária, postos de saúde mal cuidados e sem insumos, famílias abandonadas, sujeira e mato por todo lado (inclusive na capital), segurança pública inexistente, cadeias superlotadas, enfim, a lista de mazelas é extensa. Qualquer pessoa em viagem pelos municípios rondonienses notará a decadência acelerada do setor público. E o discurso do governo é que o tesouro está sufocado, mal tendo o suficiente para pagar os salários dos servidores públicos.



ARRECADAÇÃO

Não existe como tentam fazer crer, falta de arrecadação no estado. Pelo contrário, a carga tributária está no máximo aceitável. É sempre crescente, de ano para ano. A causa da quebradeira rondoniense não está na questão do sistema prisional. Algumas causas são o inchaço das máquinas administrativas (das prefeituras e do governo), o excesso de pessoal, a baixa produtividade dos funcionários e a burocracia sufocante que não para de crescer. Confúcio foi quem mais criou cargos que podem ser ocupados sem concurso público. E os serviços públicos são de péssima qualidade, burocracia sufocante e baixa produtividade dos funcionários.



DOENÇAS GRAVES

A gestão pública rondoniense morrendo sob duas doenças graves, pioradas nessa gestão confuciana: corrupção e ineficiência profunda. Até agora o governo de Confúcio Moura se debateu em dois tipos de crise, a moral e a gerencial.

E como o deputado José Hermínio (único político com perfil de oposição) vem martelando sempre que tem oportunidade, o governo rondoniense não evoluiu nada, está velho, atrasado, corrupto e incompetente. Como o governo não mostra nenhum interesse em incorporar conhecimentos e técnicas de administração moderna, e nem foi capaz de melhorar a ética política, dá medo saber que terá em suas mãos o empréstimo (que o povo terá de pagar) de 2 bilhões concedido pelo BNDES.




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