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Porto Velho,  seg,   1/junho/2020     
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A exemplo da maioria de seus antecessores, Confúcio se prepara para uma vaga apertada no ostracismo

14/06/2013 14:11:19
Gessi Taborda
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TUDO NA GAVETA

O parlamento brasileiro é uma tristeza. Às vezes trata como prioridade algum tema de somenos importância e deixa dormindo nas gavetas propostas importantes para modernizar e fazer o Brasil andar com mais rapidez. Algumas propostas de emenda constitucional (PECs) estão sem tramitar por mais de 20 anos.

No limbo das PECs estão medidas de moralização da política e outras que poderiam alterar o sistema eleitoral do país, como a PEC 190, que propõe o voto facultativo. O texto, do ex-deputado federal Pedro Irujo Yaniz (PMDB-BA), está estacionado desde 1994. Na “geladeira” da Câmara dos Deputados habitam 97 Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que sequer tiveram uma comissão especial constituída para que, de fato, comecem a tramitar na Casa.

Lá em Brasília, onde bancada rondoniense é mínima e de quase nenhuma influência, a morosidade dos parlamentares impede que propostas importantes saiam do papel. Nesse contexto, os deputados rondonienses estão sempre tão preocupados em negociações para liberar verbas para seus redutos que não têm tempo para dar andamento a essas propostas importantes que não saem do papel.


À FLOR DA PELE

A situação não tem nada de céu de brigadeiro. Os “escribas amigos” sabem da impossibilidade de uma disputa de candidato único. O governador filósofo – depois de lançar o “pacote salvador” lastreado no bilionário empréstimo do BNDES – ainda não sentiu sua candidatura à reeleição decolando. Continua um governo sorumbático.

O filósofo ariquemense está uma pilha de nervos, inseguro, descompensado. Tem motivos. O que o futuro lhe reserva não é o panteão dos estadistas. É, como aconteceu com a maioria dos antecessores, uma vaga apertada no limbo. Se bobear vai acabar nas cercanias de Ariquemes, como Angelim foi acabar em Vilhena.


ARREPENDIMENTO

Enquanto o meu stress aumenta, reclamando uma parada técnica (não é mole fazer uma coluna diária), vou relembrando de figuras intransigentes, que preferiram as louvações às análises e aconselhamentos baseados no cenário real. Lembro-me, por exemplo, do Ernandes Amorim. Deve estar arrependido das muitas coisas bestas que fez nos primeiros mandatos. Esqueceu-se de suas origens, se tornou persona non grata para seu próprio povo. Certamente não terá, nunca mais, como resgatar o sonho de governar esse estado.

Nessa lista, acrescentem-se também, nomes como o de Lindomar Garçom. Homem de muita sorte. Pode ter ainda reservado no futuro uma cadeira de deputado (mais fácil para estadual) ou a cadeira de prefeito, com sorte (mas muita sorte mesmo) em 2018, quando já terá dobrado o cabo da boa esperança.


VAI PERDER TUDO

Vingança é um prato que se come frio. Mário Calixto – não auge de sua arrogância – possivelmente não acreditou nisso, quando no seu chique gabinete de todo poderoso homem da mídia, urdia as tramas e abria seu saco de maldades. As raízes da queda desse intocável são profundas. A vida está sendo cruel para ele. E pode ficar pior. A vida deu-lhe tudo e, pelo visto, vai tomar tudo de novo. O governo ainda derrama um rio de dinheiro naquele que foi seu mais importante instrumento de vendeta e golpes. Mas a torneira corre o risco de ser fechada. Companheiros de muitas jornadas não perdoam as traições. E agora riem de cabo a rabo.


ALGEMADO

A publicação da foto de Edilson Silva (Conselheiro do Tribunal de Contas rondoniense) algemado na terça-feira pelo site Rondoniagora, dá a dimensão do peso – perante a opinião pública – da suposta corrupção na licitação do software batizado de e-cidade, por aquela corte de contas.

Fica realmente complicado para um tribunal encarregado de fiscalizar as contas dos entes públicos do estado, tendo em sua composição integrante que precisou ser algemado pela Polícia Federal.


CREDIBILIDADE

O TCE rondoniense não pode fechar os olhos diante de tão graves acusações, especialmente sobre a suposta empurroterapia promovida por um servidor comissionado e com cargo de chefia, em cima de prefeitos, garantindo um imenso retorno milionário aos autores da suposta arapuca.

A instituição não deve imaginar que tudo se esgota numa simples nota oficial. A credibilidade do TCE precisa ser preservada acima de tudo. Essa é, também, mais uma oportunidade que reforça a importância de se combater as exageradas contratações de servidores comissionados em detrimento do concurso público.


PCCR DA ALE

Ontem, diante da exposição feita no Sindicato dos Servidores do Legislativo de Rondônia (Sindler) sobre o PCCR daquela categoria fiquei emocionado. E não poderia deixar de publicamente registrar esse momento, verdadeiro resgate da dignidade dos servidores públicos que desde 1983 se esforçam para manter a Casa de Leis cumprindo o seu papel na organização do estado democrático.

O projeto de lei instituindo o PCCR dos servidores do legislativo deverá ser votado na Assembleia este mês. Será um momento que engrandecerá essa legislatura, pelo reconhecimento dos parlamentares à importância dos servidores públicos.


DIFERENTES

Certamente dois nomes terão um destaque maior e um grato reconhecimento da categoria pelos esforços permitindo essa conquista. Um é Raimundo Façanha, presidente do Sindler. Outro é o deputado José Hermínio, presidente da Assembleia.

Façanha chegou à presidência do Sindler sem gerar grandes expectativas. Assim como o presidente da Assembleia, José Hermínio. Os dois personagens vão conseguindo, através de ações de profundo significado social e ético, demonstrar que são diferentes de todos os seus antecessores.

Hermínio faz da política uma prática onde exprime – sem tergiversações – um objetivo de vida que coloca-se a serviço de causas que dão significado de vida para seus concidadãos. E nesse sentido também vem agindo o advogado Raimundo Façanha na presidência do Sindler.
Talvez esses dois personagens crescem no respeito dos cidadãos rondonienses e dos servidores públicos exatamente porque, diferente dos antecessores, não têm a ambição da riqueza. Ambos seguem premissas democráticas e éticas sem as quais a sociedade não pode avançar de forma justa.



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