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Aniversário da vergonha: Sete anos de impunidade aos envolvidos na Dominó

06/08/2013 11:48
Gessi Taborda
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DESESTRESSADO

E aí estamos de volta, após o período de inatividade para reduzir o stress acumulado ao longo da ultima temporada de esforço para manter essas mal traçadas em edição diária. Voltamos e lamentavelmente constatamos que o cenário rondoniense (e portovelhense) praticamente não avançou (positivamente) nem uma quadra. Os tempos permanecem bicudos, a temperatura política a de um barômetro com previsões de novas tempestades.


Mas, claro, sempre resta a esperança de luz no fim do túnel, principalmente porque nos aproximamos cada vez mais das eleições que certamente sofrerá o reflexo das manifestações recentes de que o povo brasileiro está mais acordado e mais preparado para usar o voto como sua mais importante arma democrática. Então não devemos desanimar e esperar para uma mais profunda separação entre o joio e o trigo misturados em nossa representação política. E isso mesmo. O colunista volta com forças renovadas, com a disposição de não desistir jamais.



TRISTE ANIVERSÁRIO

Certamente uma grande parte dos rondonienses não lembrou que o ultimo domingo (dia 4) marcou mais um lamentável aniversário da tragédia política rondoniense. Eu mesmo só fui alertado para o fato pelo sempre atento companheiro Rossoni Rodrigues que registrou o acontecimento na sua página no facebook. E, como se trata de um fato que não pode ser esquecido por nossa sociedade, especialmente pela parte enfronhada na luta para melhorar a representação popular e a gestão pública, transcrevo o recado do Rossoni, um Rodrigues de boa cepa, mesmo sendo irmão de Ronilton Capixaba.



SETE ANOS

“A Operação Dominó deflagrada pela Polícia Federal no dia 4 agosto de 2006, desarticulou uma das maiores quadrilhas de corrupção do Estado”. Através de contratos fraudulentos da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) o bando desviou aproximadamente R$ 70 milhões dos cofres públicos. Na ocasião a Justiça expediu 30 mandados de prisão. Após sete anos, todos os acusados respondem os processos em liberdade. Apenas um dos 24 parlamentares da Casa não participava do grupo.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) determinou a Operação a partir de provas apuradas em inquéritos da Polícia Federal (PF) em parceria com o Ministério Público de Rondônia (MP-RO). A “ação resultou na prisão de autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo estadual”.



REFRESCANDO

E o amigo Rossoni ajuda a refrescar nossa memória, lembrando-se de cada personagem dessa odisseia da malandragem e o valor desviado por cada um, segundo o relato da Polícia Federal: Carlão Oliveira (R$ 1.401,500); Kaká Mendonça (R$ 1.130,100); Emílio Paulista (R$ 936.000); Ronilton Capixaba (R$ 919.900); Haroldo dos Santos (R$ 898.800); Ellen Ruth (R$ 887.500); Leudo Buriti (R$ 811.500); Daniel Néri (R$ 800.500); Edison Gazoni (R$ 760.000); Maurão Carvalho (R$ 754.500); Chico Paraíba (R$ 705.500); Marcos Donadon (R$ 694.400); Everton Leoni (R$ 693.600); Renato Veloso (R$ 667.400); Amarildo Almeida (R$ 604.400); Edésio Martelli (R$ 598.200); Neodi de Oliveira (R$ 344.500); Deusdete Alves (R$ 343.400); Doutor Carlos (R$ 299.000); João da Muleta (R$ 240.000); Nereu Klosinki (R$ 182.000); Beto do Trento (R$ 172.400) e Paulo Moraes (R$ 153.000).



ATÉ QUANDO?

Essa é uma pergunta que não quer calar: quantos anos mais esses soturnos personagens ficarão impunes e gozando a vida com o dinheiro afanado dos cofres públicos? Sem punição, muitos desses personagens vão levando a vida praticando outros crimes exatamente por acreditarem na impunidade. Não foi isso que aconteceu recentemente em relação, por exemplo, ao Edison Gazoni? Outros seguem a vida ocupando cargos públicos altamente remunerados, provando que nesse Brasil caboclo o crime também compensa.



DO BEM

Mas se falamos desse aniversário que suja a rota política rondoniense, registro outro aniversário importante neste 05 de agosto: trata-se de mais ano na vida do companheiro Rubinho, o editor do Tudorondônia, uma figura verdadeiramente importante na prática do bom jornalismo em Rondônia, fugindo daquele estereótipo de uma mídia em sua maioria amestrada aos interesses do governante de plantão. Aliás, explico, lembro-me sempre do aniversário desse companheiro porque ele acontece sempre cinco dias antes do meu.



ANÁLISES

Ainda não tratarei com a profundidade necessária os acontecimentos lamentáveis da política rondoniense que marcaram o mês de julho. Ainda estou procurando compreender alguns ângulos das tramoias urdidas, certamente, nos porões do confucionismo.

Mas há coisas muito óbvias: Muitos desfechos lamentáveis desnudando a porcaria que é a representação do povo na esfera da Câmara Municipal nunca foram inesperados. Quem acompanhou de perto a evolução do patrimônio do tal Marcelo Reis percebia facilmente a utilização do mandato para ganhar dinheiro. Esse é um dos problemas da nossa política. Tem muita gente que utiliza o mandato popular para ganhar dinheiro rapidamente, de forma escusa e assim só poderia dar no que deu.



ASSEMBLÉIA

Que tudo não passou de uma arapuca para pegar o desafeto José Hermínio não foi novidade para ninguém a jogada que teve Bessa como mentor. É muito burrice inventar uma operação de combate ao narcotráfico (que não apreendeu nem uma bituca de baseado) para sujar a imagem de um político combativo, de passado absolutamente impoluto, direcionando ações tresloucadas até contra a sua família. No final da história, o que os arapongas palacianos irão conseguir será exatamente o contrário do que esperava certamente o próprio governador. Hermínio vai sair dessa armadilha com um atestado de idoneidade chancelada por ele e seus beleguins.



NA PRÓXIMA

Estou cheio de informes que tentarei ir ampliando e desdobrando nas próximas colunas. Corre sério risco de quebrar a cara quem acredita numa candidatura de Expedito Júnior ao comando da economia rondoniense no próximo ano. Ele ainda não sabe se valerá a pena tornar-se alvo para aqueles interessados em esmiuçar as ferramentas que utilizou para ficar miliardário em tão pouco tempo.

Agora uma dica: já está decidido: Hermínio não deixará o PSD. Arranjos das últimas semanas garantem ao presidente da Assembleia espaço para a disputa do governo dentro do partido presidido por Moreira Mendes.



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