Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  dom,   25/outubro/2020     
artigos

No panteão das mediocridades, Nazif, se nada fizer, vai se firmar como rei

16/09/2013 14:30:53
Gessi Taborda
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    

 



Clique para ampliar
POLÍTICA CHINFRIM

A destituição do médico Macário Barros do comando da Secretaria Municipal de Saúde da capital rondoniense tem, em si, pouco valor, pouca significação. Quem conhece o dr. Macário sabe de sua personalidade irascível, um complicador de sua convivência durante todo o período em que se manteve como o bambambã daquele pedaço. Em termos práticos Macário não conseguiu mudar significativamente o serviço de prestação de saúde pública à população. Assim, ao assumir seu mandato de vereador após a exoneração como secretário, o médico não deixará saudades na Semusa e nenhuma marca a ser lembrada pelo povão.

O episódio Macário serve apenas para reforçar que na gestão do prefeito (e também médico) Mauro Nazif nem tudo são flores.

Exatamente por ser sede de gestões públicas ralas, a cidade cultiva ainda todos os percalços de grandes intrigas no seio da política de seus governos. Com Nazif as marcas dilacerantes de governos mequetrefes devem permanecer. Coitada de Porto Velho que não consegue se livrar do desastre social, ambiental, estético, político e cultural de gestores sem qualidade.

A Saúde oferecida por esta capital aos seus moradores – com ou sem Macário – se insere nessa política de urbanismo de xepa, patrocinando a eternização do caos. Resta a esperança de que na Câmara Municipal o dr. Macário restabeleça a reconciliação com o povo porto-velhense, a quem prometeu servir acima de tudo.


DECLÍNIO INEVITÁVEL

Esse novo episódio da panfletagem com uma “edição” apócrifa de “A Gazeta de Rondônia” enxovalhando o chefe do Ministério Público estadual, o procurador de justiça Heverton Aguiar, mostrou que os aprendizes de feiticeiro próximos da corte palaciana erraram redondamente, exatamente pela incapacidade de tirar lições da tal “Operação Apocalipse”, salvo melhor juízo montada para desestabilizar gente de Oposição ao “sôba” rondoniense, após a constatação dos erros verificados dessa trapalhada, na seara da Justiça.

Examinando a atual conjuntura política rondoniense e o tal panfleto (usando um assunto requentado para, através do dr. Heverton Aguiar atingir o presidente da Assembleia Legislativa) dá para fazer uma avaliação objetiva: os alquimistas não aprenderam nada com os acontecimentos em que se envolveram na vida da corte. Por isso, estão na iminência de comprovar o feitiço se voltando contra os feiticeiros.

Fazendo tudo errado, utilizando denúncias estapafúrdias, estão jogando contra si mesmo, caminhando vigorosamente para o declínio inevitável.


BURGUESIA

Essa ladainha contra adversários políticos com coisas como a trágica “Operação Apocalipse”, tabloides virulentos e publicações apócrifas já não convence mais nem a maior parcela da burguesia nativa, que estava extraindo óbolos e recursos do erário para a construção de riquezas suspeitas.

Essas artimanhas ocorrem porque a campanha eleitoral já está em curso. Além do objetivo de “eliminar” concorrentes, há também o objetivo de criar cortina de fumaça para esconder a péssima administração na qual o estado se debate.

Na medida em que os aloprados avançam no baú de maldades a ponto de jogar na rua uma edição apócrifa de jornal, vão reforçando, na opinião pública, a ideia de que os que estão aí no comando não merecem uma nova chance.

É engraçado como o afável governo filósofo não abre os olhos para se livrar dos alquimistas. Há uma clara incompetência nas disputas políticas, até porque com tais sujeitos o “sôba” rondoniense perde a condição de angariar novos aliados e manter os atuais.


SAÚVAS DE HOJE

Há uns 50, 60 anos, havia aqui um dito popular: ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil. Passaram-se os anos e as "saúvas" fundaram um partido político e daí se alastrou pelo País todo. (Em tempo: até boa parte dos membros do STF se filiou...).

Em se tratando dos “mensaleiros”, o clamor popular é pela condenação desses 12 réus, ainda que tenham sido inocentados por 4 votos. Alegam cerceamento de defesa, falta da presunção de inocência, mas esquecem de que em instância de quarto grau, como é o STF, seu papel é o de estrito controle constitucional. Os réus querem duplo grau de jurisdição em última instância? Se não lhes for dado esse direito, alegarão tratar-se de tribunal de exceção? Cerceamento de defesa? Penso que o que eles buscam mesmo é a prescrição da ação penal, para não serem punidos pelos crimes que cometeram.


MENOS DOENTES

Será que algum deputado federal ou senador eleito pelo povo de Rondônia poderia dizer ao Ministro da Saúde que não precisamos de mais médicos, e sim menos doentes. O Ministério da Saúde deve providenciar SAÚDE, isto é, alimentação, sapato, água potável, esgoto, matar vetores de doenças, controle de endemias com vacinação, evitar epidemias, etc. Aqui em Rondônia a Malária (e mais recentemente a dengue) é coisa corriqueira, matando e fazendo doentes. Isso sem contar outras pragas, como a leptospirose.

O que move o Ministério da Saúde a levar médicos aonde à população não tem médicos é a fúria eleitoreira e irresponsável do PT e de Padilha, pois, se quisesse resolver o problema, criaria infraestrutura decente para a boa prática da Medicina, e não jogaria para a torcida, como costuma fazer seu mentor Lula.

Tanto escarcéu em torno da importação de médicos e pouco ou nada se fala sobre as deficiências escandalosas de nosso sistema público de saúde. Sem deixar de lado a questão da ilegalidade dessas importações, não se pode perder de vista que de nada adiantará aumentar tão somente o contingente desses profissionais se eles não contarem com um mínimo de equipamentos adequados para exercer a profissão; se faltam leitos nos hospitais; e se, muitas vezes, escasseiam até materiais básicos como algodão, esparadrapo e mercúrio cromo nos ambulatórios.


PERGUNTA
Perguntinha que não quer calar: por que a tão eficiente polícia rondoniense, capaz de criar uma Operação Apocalipse de combate ao narcotráfico, pede a torto e a direito a prisão de dezenas de pessoas (tudo isso sem apreender uma mísera grama de entorpecente) não é capaz de descobrir o paradeiro de importantes foragidos da Justiça, como o ex-deputado “irmão” Valter, o golpista Mário Calixto. Aliás, quando os responsáveis por dar fuga ao picareta-mor da mídia serão identificados e punidos?



Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: