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Porto Velho,  dom,   15/dezembro/2019     
artigos

Entrevista de Bob Sobrinho é um deboche contra povo que sofre os efeitos nefastos de sua terrível gestão

11/11/2013 14:26:32
Gessi Taborda
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DE VOLTA

Depois de curto período de descanso, estamos de volta ao batente. Antes de reiniciar a coluna dei de cara com a mesma cidade abandonada pelo poder pública de antes. Embora não exista um dia como o outro, aqui na nossa Porto Velho, principalmente nesse início do período chuvoso aparentemente nada mudou.

A sujeira está por todo lado, o trânsito continua sendo o mesmo caos, os buracos das ruas estão maiores. E até na Sete de Setembro o câncer da inoperância administrativa andou comendo um enorme pedaço do asfalto, em pleno centro da cidade. Não é de se estranhar. Com o tipo de gestores públicos das últimas décadas a situação não poderia ser diferente...


DEBOCHE

A entrevista do famigerado ex-prefeito apelidado de Bob Ali-Babá dada ao jornalista Carlinhos Araujo é um claro deboche do personagem que deixou a prefeitura da capital rondoniense com desaprovação e rejeição consolidada junto aos moradores dessa mal amada cidade.

Num país sério certamente esse indivíduo não teria espaço na mídia para deitar falação imaginando ser possível tapar o sol com a peneira. Pelo mal que causou, pelo desperdício de recursos públicos deveria estar cumprindo severa pena na cadeia.

Bob Ali-Babá foi o fator de maior desencanto da população de Porto Velho com a classe política. Se fosse o “santinho” descrito nas suas palavras ao jornalista Carlinhos Araújo, não teria passado pelo vexame da cadeia e nem estaria com bens bloqueados judicialmente.

Membros da alta cúpula municipal, agindo sob o comando de Bob Ali-Babá estiveram presos, tiveram bloqueios (como o chefão) de bens e certamente sofrerão penalidades da Justiça pelos crimes praticados contra o erário.


BEIRA-MAR

Certamente se a mídia abrisse um espaço generoso como esse a que Bob Ali-Babá conseguiu para o Fernandinho Beira-Mar, não seria diferente. O marginal famoso em todo o Brasil também se diria injustiçado com a pena imposta pela Justiça. E olhe lá se não se considerasse “inocente”. É claro que nenhuma grande mídia abre espaço para gente da espécie do Fernandinho Beira-Mar que, como se sabe, não praticou crime contra a administração pública.


ZUMBI

Preocupante a revelação de Bob Ali-Babá de que não é um “Zumbi” na política rondoniense. E pode mesmo, com a maior desfaçatez, disputar a eleição do próximo ano, caso consiga uma legenda em seu partido.

Pode porque no Brasil, mesmo com todos os recursos tecnológicos disponíveis no dia de hoje, as instituições de controle das gestões públicas, demoram em identificar os detalhes das fraudes, e muito mais para condenar os responsáveis pelos esquemas mafiosos montados no âmbito da administração pública.

De repente graças a essa benesse garantida pela lentidão da desaparelhada Justiça, esse “Zumbi” voltará novamente ao ringue eleitoral com possibilidade de mais ganhar mais uma temporada na vida pública para perpetrar novos esbulhos e fraudes de recursos públicos.


LENGA-LENGA

A faceta mais perversa revelada na anunciada pretensão de Bob Ali-Babá para o ano de 2014 é saber como os políticos tem completa confiança de que sempre é possível enganar uma grande parcela do eleitorado. E assim, para se eleger, esses indivíduos percorreram o eleitorado em campanha, dizendo-se honestos e prometendo trabalhar pela defesa e boa gestão dos bens públicos, mesmo quando as apurações dos MPs e do Tribunal de Contas descobrem que eles promoveram e participaram de fraudes, que deram prejuízo ao cofre público e a terceiros.

Já que a Justiça parece ser impotente – graças à sua morosidade – para impedir que o tal “Zumbi” insepulto volte a ocupar um cargo eletivo, só resta ao eleitorado ser capaz de banir da vida pública esse tipo de gente, por mais influente que sejam.


GOZADOR

Está mais do que confirmado a queda pelo humorismo de Júlio Olivar, superintende do turismo rondoniense. Também, prestigiado pelo filosófico governante rondoniense com excelentes cargos e ótimos salários o ex-comunista de Vilhena tem mesmo de rir a toa e fazer piada de tudo. A última é afirmar que um “quiosque” na expansão do shopping é “a nova estratégia de marketing” para fomentar o “turismo doméstico” rondoniense.

Bem, se Júlio Olivar (sem qualquer formação acadêmica) chegou a enganar durante um tempo como o morubixaba da Secretaria de Estado da Educação, porque não poderia continuar fazendo piada na área do turismo, coisa de que certamente também não entende nada. Quanto azar tem esse estado, governado como se fosse uma província centro-africana.


DE CANHOTA

Que falta a Rondônia grandes lideranças políticas não é novidade para ninguém. E por isso é perfeitamente natural compreender como deve estar a cabeça de gente como Acir Gurgacz, homem milionário mas sem qualquer outro atrativo para a disputa eleitoral.

Só é senador porque Expedito Júnior, o eleito, acabou cassado. Expedito começou a padecer o calvário exatamente pela iniciativa de Acir, com a denúncia de compra de votos.

Acir quer porque quer continuar na vida pública. Só foi eleito uma vez, como prefeito de Ji-Paraná, e não deixou saudades.


PORCINA

Embora seja dono de um império, contando com um sistema de comunicação que vai do jornal impresso ao rádio e à televisão, Acir Gurgacz não tem a menor chance de se eleger para um novo mandato de Senador e muito menos para governador do Estado. Vai pagar caro pela falta de uma assessoria d e qualidade e pela sua incapacidade de ser (ou parecer) humilde ou simpático. Sairá do Senado com a mesma sensação da “Viúva Porcina” aquela personagem de novela que “foi sem nunca ter sido”.


CERTEZA INCERTA

Se Expedito Júnior – um verdadeiro furacão eleitoral no estado – tem tanta certeza de que está reabilitado para participar do processo eleitoral de 2014, por que não afirma logo sua pré-candidatura ao governo? Entre entendidos do direito há controvérsias sobre essa elegibilidade do ex-senador cassado por compra de votos.
Para onde vai um estado onde suas grandes lideranças eleitorais estão na berlinda, depois de se tornarem alvos da Justiça Eleitoral?



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