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Porto Velho,  sex,   22/novembro/2019     
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Cidade abandonada e natal apagado: é mais fácil enfeitar o pavão do que resolver o drama

26/11/2013 02:31:40
Gessi Taborda
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ESCURIDÃO

E a promessa do prefeito de transformar a cidade num manancial natalino, com uma decoração capaz de fazer inveja a cidades como Gramado (RS) parece que foi para o beléleu. A cidade permanece suja, escura e nem a prefeitura conseguiu ser iluminada para as festas natalinas. Mas há tentativas acanhadas de dizer que nem tudo está parado. É o caso da “Feira do Sol”. Quase uma caricatura de feiras de artesanato de outras capitais brasileiras. Pior até mesmo do que já se fez na Praça Marechal Rondon.

PURA CASCATA

Esse pessoal não perde o costume de tergiversar sobre problemas sérios. Descobriram ser mais fácil enfeitar o pavão do que resolver uma dramática, que todos conhecem. Assim, quem tem interesse em ouvir lorotas que tentam justificar a inércia dos dirigentes públicos pode ir, hoje, na FATEC ver a tal da 1ª Oficina de Elaboração do Plano Municipal da Saúde de Porto Velho que tem como objetivo (pasmem!) levantar o diagnóstico da Saúde, “a definição dos problemas” (sic), identificando os fatores que o determinam (sic de novo). Ah, isso é apenas uma maneira que essa gestão tem para dizer que tudo deverá “permanecer como dantes de Abrantes”. E quem votou nesse dr. Mauro simplesmente “sifu”.

NO ANDAR SUPERIOR

Mas essa forma de engabelar o cidadão-contribuinte-eleitor não é exclusividade de Porto Velho. Também em Brasília, mais precisamente na Câmara dos Deputados, realiza-se hoje o Seminário “Caos no Atendimento de Urgência/Emergência no Brasil”. Na programação estão previstos dois painéis, com os temas “Quais as causas” e “Quais as soluções”, desse caos. No evento será apresentado um diagnóstico do grupo de trabalho que verificou a situação do setor no País. O grupo visitou inclusive os principais hospitais de Rondônia. Até a vendedora de tacacá que resiste com sua banca nas proximidades da praça Marechal Rondon tá careca de saber sobre os motivos (falta de competência de gestão e de simancol de quem manda no setor) e até sobre as soluções: investir mais no setor, por ponto final da corrupção e, inclusive, resolver os problemas de saneamento básico das cidades.

A GENTE PAGA

Não restam dúvidas sobre a religiosidade do deputado Adelino Follador. Mas dessa vez ele superou-se. E foi assim que a pequena cidade de Cacaulândia (onde Adelino sua mulher comandaram a prefeitura) acabou de ganhar uma “capela ecumênica”. Talvez seja a única cidade rondoniense com esse tipo de igreja. Até ai, nada demais. O problema é que tal “igreja” foi paga com dinheiro público, através de emenda do deputado. Ué, então o Brasil deixou de ser um país laico? Sei não, mas sei que o MP andou alertando o governo a não liberar emendas de deputado para coisas como uma promoção de rodeio marcada para Porto Velho. Será que para “capela” pode? A resposta deve ser dada pelo MP estadual.


ÁREA DE CONFLITO

Perante a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, no dia de ontem (25) agricultores da região de conflito do Rio Pardo, e também de Minas Nova e Bom Futuro, responsabilizaram o Governo Estadual, de ser o principal responsável pelo agravamento do conflito agrário nesta região. José Hermínio, presidente da Assembleia, concordou que a participação do governo do estado na solução do conflito é fundamental. Contudo, afirmou que o governo infelizmente tem demonstrado total incompetência, além de mentir, dar calote e “enrolar” estes trabalhadores. Ele acrescentou que a Assembleia não pode resolver isso sozinha.
O parlamentar lembrou que “quem criou estas reservas sem nenhum critério técnico e apenas com o objetivo de receber dinheiro foi o Governo do PMDB, no passado”.


AGENDA

Está marcado para amanhã o Dia Nacional de Mobilização, com início às 8 horas, do Movimento Nacional em Defesa dos Órgãos de Fronteira. Servidores que atuam nas Inspetorias, Pontos Alfandegados, nas Delegacias e Postos de fronteira da Receita Federal, do Departamento de Polícia Federal e do Departamento de Polícia Rodoviária Federal em todo o País participarão dessa mobilização.

DICA AO PSOL

O Partido fez recentemente uma reunião tirando de lá a conclusão que detém o melhor nome para disputar as eleições do próximo ano: o pastor Aluísio Vidal. E certamente ele é dos candidatos mais bem articulados dessa interlândia brasileira. Fez um excelente papel na disputa eleitoral do município mas, como era previsível, não chegou nem arranhar o volume de votos obtidos por Mauro Nazif.
E agora, em 2014. Pelas constatações do cenário atual, se o PSOL trouxer uma campanha antipolítica-light –políticos são corruptos, partidos são inconfiáveis, defesa da liberdade dos costumes (opção sexual, consumo de drogas, eliminação de tributos a certos bens de consumo...), etc.-, provavelmente estará flutuando no patamar dos 10%. Mas se fizer uma campanha orgânica de esquerda ficará abaixo dos 5%.

REALIZADO

Embora tardiamente, a coluna aproveita para cumprimentar o Juscelino Amaral, esse advogado e cidadão rondoniense pelo destaque internacional conseguido nos últimos dias, quando recebeu uma láurea no Gabão (África). Ele que já foi até chefe da Casa Civil do governo rondoniense é uma das grandes autoridades da Maçonaria no estado, foi ao Gabão receber uma Medalha de Honra ao Pacificador. Esse um lado desconhecido de Juscelino que, certamente, ainda vai contar o que andou pacificando lá pelo continente de Mandela.

TEMPOS MODERNOS

Nesse mundo onde tudo acaba sendo dominado pelo tal do “politicamente correto”, o lançamento agora é de uma bicicleta-ambulância, para enfrentar o caos do trânsito urbano. É invenção de mineiro. Gabriel Delfino de Araújo, recém-formado designer de produtos e colaborador da distribuidora LM Bike. E sua explicação é essa: “Minha ideia foi criar uma solução rápida, barata, ecologicamente correta, que pode tranquilamente usar os corredores entre os veículos ou até as ciclovias para chegar aos acidentados”. Sei, se precisar usar um serviço de ambulância, prefiro o velho, poluente e estridente veículo do resgate do Samu ou dos Bombeiros.

É DO BARALHO

O DECOM do governo estadual tem uma montanha de gente para escrever matérias de promoção do governo. Certamente é uma redação com muito mais gente do que a de vários jornais importantes do Brasil. E tudo pago com o dinheiro do pobre cidadão-contribuinte-eleitor.




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