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Porto Velho,  sex,   22/novembro/2019     
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Nazif perde a aura de moralista e fica mais perto do ostracismo pós-poder

22/01/2014 11:03:33
Gessi Taborda
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EM FRANGALHOS

Você fica uns dias fora de Porto Velho e quando regressa não consegue ver nenhuma mudança positiva. A cidade está cada vez mais abandonada. A população da capital rondoniense tem todos os motivos para amanhecer cada dia com os nervos em frangalhos, seja pelo péssimo sistema de trânsito, seja pela Saúde precária, seja pelas ruas inundadas por qualquer chuvinha.
O tal prefeito 40 é mesmo uma decepção. Não conseguirá promover as mudanças prometidas no palanque. Basta uma idazinha ao interior do estado para ver como a capital se degringolou, perdendo pontos para as principais urbes interioranas. O prefeito de Porto Velho ganharia o troféu de “Pior Prefeito Rondoniense” fácil, fácil.

VARRIDO DA MEMÓRIA

Ele esqueceu completamente os compromissos assumidos com nossa gente. É, como se dizia em tempos idos, um “personagem pascácio”, insosso, sem vontade de encampar até mesmo mudanças progressistas que recheavam seu discurso dos tempos de vereador e deputado (estadual e federal) como o combate ao nepotismo e apoio a exigência de ficha limpa para ocupantes de cargos na administração pública.
Mauro Nazif está prestes a perder o título conquistado no parlamento de “o probo”. E assim é forte candidato a ser varrido das memórias portovelhenses, como aconteceu com vários outros antecessores do paço.
Fora a situação de abandono em que vive a cidade até na questão da limpeza pública, as marcas e os rombos deixados por essa (des) administração estão por todos os cantos. Até em logradouros público como (vá lá) o Parque da Cidade, cada vez mais tomado pelo mato e ganhando aspecto de pastagem pelo crescimento de gramíneas à sua volta.

REAÇÃO

Este é mais um ano eleitoral. Mais uma oportunidade que a população tem para reagir contra esses políticos mequetrefes. O povo tem força para definir a vitória na batalha por novos costumes na política, pelas reformas rumo à modernidade.
Tá mais do que provado. Com políticos como esse prefeito de Porto Velho nós, rondonienses, vamos continuar enxugando gelo e mantendo o estado na mesma rota de falência que trava o desenvolvimento sustentado. Chega a ser hilária a desculpa para as desditas de Porto Velho e Rondônia: a falta de recursos.
Ora, com o “Everest” de dinheiro que o estado recebeu (só em investimentos no sistema de hidrelétricas do rio Madeira); a única explicação para marcar passo no desenvolvimento sustentado rondoniense é a falta de gestão e o sumiço de muita grana.
É puro deboche ainda ver o Bob Ali-Babá flanando por ai, já fazendo campanha para conseguir uma indicação partidária para o pleito desse ano. Num país sério certamente ele estaria preso pelo mal praticado contra Porto Velho e, por extensão, contra o estado.

IMPOSSÍVEL

A fonte é bem informada, mesmo assim o colunista acha difícil acreditar no que ouviu. Como uma espécie de vingança por não ter conseguido aprovar o edital para aumentar uma (umazinha só) empresa no sistema de transporte urbano de Porto Velho, a gestão municipal está sucumbindo ao desejo do “monopólio” do sistema de conseguir isenção do ICMS. Além disso, os donos das empresas de transporte urbano buscam também um desconto no IPVA de seus ônibus, benesse impossível para motoristas de carros de passeio. Não dá para acreditar na concessão dessa vantagem da isenção do ICMS, mesmo estando todo mundo convencido de que Mauro Nazif nada fez para acabar com a mamata dos donos desse “monopólio” do transporte, uma de suas promessas de campanha. O povo não aguenta mais o péssimo sistema do transporte público rondoniense.

PRÔ ABISMO

Ainda estou muito longe de definir os votos nas urnas de outubro. Mas pelo menos reforcei minha ideia de não votar, de jeito nenhum, na reeleição da Dilma, depois que andei lendo o drama vivido pela Petrobras, verdadeiro símbolo do país. Em três anos de governo presidenta, a ação ordinária da Petrobras caiu 51,2% ou 10% apenas nos últimos treze pregões.
A Petrobrás, pelo visto, está em dificuldades até para cumprir os investimentos no pré-sal. Não é de se estranhar que a revista The Economist considera a possibilidade de falência de empresas brasileiras que tenham seus preços administráveis pelo governo. Sugere, é possível concluir, a possibilidade para que isso ocorra com a … Petrobras.


AFOITO DEMAIS

O presidente da Assembleia Legislativa, José Hermínio, continua sendo chamado de “afoito demais” até por integrantes de seu partido (alguns doidos para se aproximar do chefe do governo) incomodados com as críticas sempre contundentes do deputado ao filosófico governador do estado. Assim que chegou de seu curto recesso, Hermínio fustigou mais uma vez o governador: acusando-o de montar um esquema para tungar salário de bombeiros e policiais aposentados, esquecendo-se dos direitos adquiridos dessa categoria. Fazendo o papel de oposicionista solitário, o deputado está prestes a sofrer uma traição de seus “companheiros” que – claro – não conseguem ser nem mesmo oposição de araque. Por não aceitar farsas e contribuir para a derrubada de farsas eleitorais, forças detentoras de cofres abarrotados jogam pesado para inviabilizar seu nome em qualquer candidatura majoritária.

DO BARALHO

Figura mais destacada do PRB, o senador Marcelo Crivela, sobrinho de Edir Macedo é autor de uma proposta em tramitação no senado estarrecedora. Sua proposta prevê que em caso de protestos onde ocorra violência, durante a Copa do Mundo, a condenação chegue a 30 anos de prisão. Só para vocês terem uma idéia é uma pena maior que nos casos de tráfico internacional, sequestro e homicídio doloso.

O QUE FALTA

Para incentivar a eficiência mínima dos serviços públicos: basta exigir (principalmente de quem é gestor do dinheiro público) a obediência ao artigo único do projeto de Constituição de Capistrano de Abreu, que reza: “Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara, revogando-se as disposições em contrário”. A atual falta de caráter, presente na maioria do serviço público, aliada à mediocridade dos tais funcionários comissionados é que levou à atual penúria administrativa, financeira e moral do Brasil.




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