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Porto Velho,  sex,   22/novembro/2019     
artigos

Caos do trânsito abarrota de acidentados leitos do HB; Ou o prefeito toma as rédeas da situação, ou extingue seu esquadrão da multa

28/01/2014 10:34:16
Gessi Taborda
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ECONÔMICAS

Comecemos a coluna dessa terça (28), finalzinho de janeiro, com informações econômicas que certamente irão balizar o futuro desse nosso imenso Brasil.

O déficit comercial da indústria de transformação atingiu os R$ 53,3 bilhões em 2013, resultado 22,5% maior do que o saldo negativo de 2013. No ano passado, as exportações aumentaram 0,6%, enquanto as importações cresceram 5,6%.

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis custou R$ 12,3 bilhões aos cofres do governo federal. Apesar disso, atualmente a indústria automobilística pede novos incentivos para o setores de autopeças, máquinas e exportações.

É crescente a preocupação com o impacto da crise argentina na economia brasileira. O economista Kenneth Rogoff afirmou recentemente que a percepção internacional sobre o Brasil é totalmente diferente da que existe em relação à Argentina. Segundo Rogoff, o Brasil tem boas instituições e imprensa livre, ao contrário do país vizinho.


LIÇÃO DO PARAGUAI

Num ano definido pelos especialistas como atípico para o Paraguai, em 2013, a economia do país se descolou da brasileira, à qual tradicionalmente é ligada, e registrou um crescimento muito maior do que o do Brasil. Segundo relatório do Banco Mundial, o Paraguai teve, no ano passado, o terceiro maior crescimento econômico do mundo: 14,1%. O Brasil, no mesmo período, cresceu 2,2%. Isso só pode ser piada, pelo potencial do Brasil e do Paraguai, ou incompetência dos petralhas. Durma-se com um crescimento desses...


ALARMANTE

A revelação de que 95% dos pacientes internados no Hospital de Base Ary Pinheiro são vítimas de acidente de trânsito é a comprovação da falência da gestão de trânsito por parte da prefeitura de Porto Velho. O índice alarmante confirma aquilo dito pela coluna em diversas oportunidades: o prefeito Mauro Nazif, mantendo na Semtran a indicação política de um milico completamente desinformado sobre questões de trânsito e mobilidade urbana, acaba se inserindo na relação de autoridades responsáveis pelas estatísticas macabras desse trânsito de louco. É preciso apelas para medidas que – pelo visto – só serão adotadas quando o Ministério Público e demais órgãos de controle externo obrigar o prefeito a agir com a responsabilidade de chefe da (??) administração, colocando na pasta da Semtran um comando técnico-científico e não amiguinhos dos limites da política partidária.


MULTAS

Ou o prefeito orienta seus agentes de trânsito para trabalhar no sentido de orientar, fiscalizar e fazer cumprir a legislação ou proponha a extinção desse verdadeiro esquadrão que só funciona para alimentar a indústria da multa na capital. É uma pena a inércia dos vereadores portovelhenses diante dos dados desse trânsito que massacra a população e continua sendo empurrado com a barrica por uma prefeitura anos luz de distância de uma verdadeira política, com “p” maiúsculo para esse segmento. Fazer trânsito não é apenas empanturrar a cidade de semáforos (sem nenhum critério técnico) só para garantir a felicidade de fornecedores e, quem sabe, sustentar um sistema capaz de distribuir propinas.


PARA FEVEREIRO

Dia 5 de fevereiro, o Instituto Moreira Salles bota no ar o site “Em 1964”. É sobre os 50 anos do golpe militar visto por fotógrafos, escritores e artistas que têm seus acervos no IMS. Haverá ainda uma exposição do material.


CONTE OUTRA

Não vou me estender muito para falar das últimas manifestações do prefeito Mauro Nazif Rassul, esse descendente de palestinos, fazendo uma espécie de mea-culpa e prometendo que em 2014 será tudo diferente. Nazif garante o resgate das promessas feitas ao eleitor e não cumpridas.

Se considerarmos as asneiras praticadas em um ano de gestão desse prefeito, não é assim tão simples crer mais uma vez em suas promessas. Na verdade as entrevistas do prefeito não passaram de lenga-lengas de um camarada que chegou à prefeitura e não pôs fim a desorganização e falta de planejamento de seu antecessor, cercando-se (em muitos casos) de pessoas não afeitas à seriedade necessária para ocupar cargos públicos. Pura perda de tempo ler a longa (muito longa mesmo) patacoada do prefeito na passarela comandado pelo repórter Carlinhos Araujo, onde nomes sem nenhum pudor ou os retirados do limbo aproveitam-se para justificar burradas ou tentar a ressurreição.


MEQUETREFE

Mauro Nazif – que tanto prometeu na campanha – terminou o primeiro ano à frente da chefia do município de Porto Velho como o prefeito do descontrole. Nem o simples controle da pirataria desenfreada dominando os espaços públicos com suas quinquilharias, especialmente as mídias piratas, aconteceu nesse ano todo de Mauro.

O pânico, as destruições, os sofrimentos vividos pela população de Porto Velho na temporada mais intensa das chuvas é o prenúncio das piores previsões para essa gestão que (o tempo dirá) tem tudo para ser tão mequetrefe como a anterior.

Na segurança pública, no trânsito, na saúde, no lazer, no transporte coletivo, tudo é igualzinho aos anos anteriores. O diferente é que agora, diante de um povo cada vez mais indignado, o lamentável prefeito ainda se imaginando com capital político para tanto, vem a público fazer novas promessas, como se ainda estivesse em palanque eleitoral.

Não são palavras garantindo providências para todos os problemas dessa mal amada capital que mudará – como num passe de mágica – a enorme rejeição em torno da gestão Nazif.


TERRA DE NINGUÉM

A nossa capital parece terra de ninguém. Nosso povo – como aconteceu em várias partes do Brasil – foi para as ruas com suas cobranças. E se não houve consequências foi pela incapacidade de gestão desse prefeito. É inadmissível que o prefeito não tenha conseguido quebrar o “monopólio” do transporte coletivo, não tenha fiscalizado o comércio da pirataria nas principais vias públicas da cidade e até nas abandonadas praças do centro.

Porto Velho, com seus terrenos baldios (existente às pampas até zona central), com suas ruas mal iluminadas, com as áreas de alagamento que não aguentam uma chuvinha, com caçambas de coletas de entulho deixadas perigosamente até em ruas de alto fluxo de trânsito parece, isso sim, uma cidade de ninguém, onde o prefeito não se preocupa em cumprir nem mesmo a legislação para desobstruir o passeio público.


AUTORIDADE FRACA

Aqui, graças a essa autoridade fraca e caricata, nem as calçadas cumpre sua finalidade. As leis e as normas regulamentando a vida urbana estão apenas no papel, um papel que – pelo visto – o prefeito não lê.
Não será a ocupação de espaço da mídia para ficar pedindo desculpa à população e fazendo mais promessas que irá mudar essa condição de perna manca da gestão Nazif. Vai ser difícil haver fôlego para suportar tanta mediocridade.



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