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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
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Justiça tardia não é justiça. Denúncia contra folha paralela da Assembleia só é aceita pelo Tribunal 10 anos depois

28/04/2014 10:04:17
Gessi Taborda
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VAI DAR SAMBA?

Então só agora a Justiça aceitou a denúncia contra a fraude da folha paralela (esquema mais ou menos idêntico ao dos servidores gafanhotos registrado em Roraima) da Assembleia Legislativa Rondoniense, isso praticamente depois de 10 anos da investigação dos fatos pela Polícia Federal, apontando como integrantes da quadrilha responsável pelo desvio de milhões de reais do erário praticamente todos os deputados daquela malfadada legislatura, que teve como presidente o deputado de triste memória, Carlão de Oliveira.

Ora, como se diz no popular, Justiça que tarda não é Justiça. Não sei por que o anúncio o anúncio do recebimento dessa denúncia contra os ladrões travestidos de autoridades, me reforçou a ideia de que tudo vai dar em samba.

Será que dessa vez a Justiça sai de sua lerdeza para concluir aquilo que todo mundo já sabe, ou seja, que os denunciados não são flor que se cheira e devem pagar na cadeia e com os bens sequestrados pelos milhões que afanaram? Me engana que eu (não) gosto.


MAIS DEMORA

Certamente a aceitação da denúncia pelo Judiciário não é garantia de que esses ladrões do dinheiro público serão finalmente punidos. Ao receber o feito contra a malta de envolvidos nesse esquema de desvio da Assembleia, o juiz Edenir Sebastião Albuquerque da Rosa, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho pediu celeridade aos oficiais de justiça na intimação dos réus.

Ora, com a proximidade da Copa e das eleições, certamente essas intimações deverão provocar mais demora na apreciação das denúncias e no julgamento desses personagens do escândalo responsável pelo sumiço de milhões de reais.


OS INVENCÍVEIS

Os denunciados que finalmente terão de se explicar na Justiça agem no dia a dia da comunidade rondoniense como pessoas invencíveis. Pegos com a mão na botija pela tal “Operação Dominó” não se afastaram da vida pública (com exceção do ex-deputado Paulista Mancuso), onde influenciam através de prepostos ou pessoalmente. Todos contam exatamente com os sucessivos adiamentos no desenrolar do processo, garantindo-lhes a impunidade. Não se julgam apenas invencíveis. Esses políticos mau caráter agem como verdadeiros intocáveis nesse estado em que há tanto escândalo e que o próprio eleitorado parece resignado e coloca barreiras contra personagens dessa sujeira que, por essas coisas esdrúxulas desse país, acabam disputando e vencendo eleições sem maiores problemas.


RELAÇÃO

Muita gente já estava meio esquecida dos nomes daqueles que usaram o cargo conseguido pelo voto para defraudar. Certamente eles não foram os únicos da política de Rondônia que comeram do butim. Há outros nomes, de outros escândalos. Alguns desses nomes pretendem disputar as eleições desse ano, pois ainda não estão sentenciados. Alguns com chances porque o eleitor age como aquele conhecido personagem “que não sabia de nada”.

Então, para refrescar a mente desse povo que se comove com quem meteu a mão na bufunfa pública, republicamos a relação dos réus desse processo dos “gafanhotos”:

JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA, EVANILDO ABREU DE MELO, JOÃO BATISTA DOS SANTOS, MAURO DE CARVALHO, JOÃO RICARDO GERÓLOMO DE MENDONÇA, FRANCISCO IZIDRO DOS SANTOS, RONILTON RODRIGUES REIS, JOSÉ EMÍLIO PAULISTA MANCUSO DE ALMEIDA, DANIEL NERI DE OLIVEIRA, HAROLDO FRANKLIN DE CARVALHO AUGUSTO DOS SANTOS, AMARILDO DE ALMEIDA, NEREU JOSÉ KLOSINSKI, RENATO EUCLIDES CARVALHO DE VELLOSO VIANNA, FRANCISCO LEUDO BURITI DE SOUSA, ELLEN RUTH CANTANHEDE SALLES ROSA, EDISON GAZONI, MARCOS ANTÔNIO DONADON, CARLOS HENRIQUE BUENO DA SILVA, EDEZIO ANTÔNIO MARTELLI, NEODI CARLOS FRANCISCO DE OLIVEIRA, ALBERTO IVAIR ROGOSKI HORNY, DEUSDETE ANTÔNIO ALVES, EVERTON LEONI, PAULO ROBERTO OLIVEIRA DE MORAES, JOSÉ CALEIDE MARINHO DE ARAÚJO DE MORAES, MOISÉS JOSÉ RIBEIRO DE OLIVEIRA, TEREZINHA ESTERLITA GRANDI MARSARO.



FIM DO TÚNEL

Mesmo sem motivos para acreditar que essa ruma de malfeitores do estado (boa parte agindo como se fossem representantes do povo) venham a ser exemplarmente punidos (tendo de devolver a fortuna roubada do erário), reconheço de que o anúncio da aceitação das denúncias representa uma luz no fim do túnel, por menor que seja. Que seja realmente feita justiça, doa a quem doer.

Infelizmente, pelos precedentes de outros escândalos (e de escândalos atuais) não tenho muitas esperanças de que verei algum desses “senhores e senhoras” (rá!rá!rá!rá!) pegando cadeia e tendo de devolver o que roubaram do povo, porque existe um premissa política que assusta, compromete e corrompe. Mas, como em política sempre se pode provar o contrário; e como nesse momento lembro que estão na cadeia gente como os Donadons e até o irmão Valter, ainda mantenho uma réstia de esperança.



MARACUTÁIAS

Já que viver é um ato político, portanto qualquer atitude que tomemos terá sempre um viés político. É necessário que pessoas com acesso a informação e clareza de quanto custou e quanto vai custar a Rondônia ignorar essas maracutaias toda venham a público, por vontade própria ou por obrigação profissional explicar como tanta ladroagem ocorreu sem que o Estado adotasse as providências que deveria ter adotado.

Ai está agora mais uma denúncia de arrepiar os cabelos de quem ainda luta ela ética. Como agirá a Assembleia Legislativa em relação aos deputados propineiros, denunciados pelo “irmão Valter”, aquele que lamentavelmente chegou a presidir a Casa.



SUBSERVIENTES

Dilma Roussef segue a mesma cartilha do seu antecessor quando o assunto é o de por fim às desigualdades nacionais. E assim vai tratando Rondônia como se ela fosse o patinho feio da república.

Vamos chegar ao fim desse seu mandato (e não será diferente se, Deus nos Livre, ela ganhar uma reeleição) sem o atendimento das principais demandas rondonienses, como é o caso da dívida do Beron, da transposição de servidores e até de recursos para a reconstrução do estado após a grande inundação do Madeira.

O mais grave é que tudo isso acontece diante da omissão do governador e da subserviência da bancada legislativa federal que age como mulher de malandro, ficando mais gamado quanto maior é a peia nas costas do estado.

É bom lembrar que nossa bancada federal não se manifestou (até hoje) contra, por exemplo, o imenso atraso (descumprimento) no que foi anunciado como obras do PAC para nosso estado.

Vale lembrar casos como o “gasoduto de Urucu”, tão usado por Valdir Raupp e sua mulher, a deputada Marinha, para conquistar corações e mentes dos eleitores rondonienses e que, até agora, revelou-se um tremendo conto da carochinha. Enquanto o estado de Rondônia pena diante do descaso da união em apoiar suas demandas; Valdir Raupp vem conseguindo (para si a para a mulher) sucessivos mandatos, sem poder apresentar concretamente nada grandioso para os rondonienses, que seja consequência da ação política dele ou de sua mulher deputada em Brasília.



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