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Porto Velho,  dom,   12/julho/2020     
artigos

A vergonhosa subserviência da vereança com os desmandos da prefeitura

30/04/2014 15:42:14
Gessi Taborda
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PRESIDENTE

Os vereadores terão como novo presidente da Câmara de Porto Velho, a partir do próximo ano, o vereador de Jaci-Paraná, Jurandir Bengala, do PT. Ele terá do seu lado, como vice, o médico Macário, do partido do prefeito Mauro Nazif. É estarrecedor o que fazem os homens da edilidade da capital para manter aquele poder como uma espécie de empulhação se levar em consideração que eles deveriam representar os interesses do povo.
Vergonhoso como políticos aceitam fazer parte de um jogo manipulados pelo Executivo e por figuras execradas como Bob Ali Babá, aquele que deixou Porto Velho arrasada, teve suas contas reprovadas no TCE e espera, como prêmio pela costura da composição da próxima mesa, a aprovação dessa mesma prestação de contas pelos edis.
Infelizmente o povo ainda costuma absorver essas manobras mal cheirosas, votando em quem deveria retornar à sua insignificância de antes de entrar na política.

RONDÔNIA DO BARALHO

A degringolação em órgãos públicos no estado rondoniense chegou às raias do absurdo. Não é mais, como se pensava, privilégio da capital e dos municípios maiores. Isso mostra como o eleitor deve ter cuidado de votar, mesmo que seja um eleitor dos, como se diz, “grotões” do estado. As ações de improbidades administrativas, os atos de corrupção estão fugindo do controle. O eleitor precisa tornar mais efetiva sua responsabilidade cidadã, usando o voto como barreira para que pessoas que confundem o público com o privado não sejam eleitos a cargo nenhum.

MARACUTAIA INTERIORANA

Nova União, um desses municípios que quase nem aparece no mapa, passa a ser obrigado, por decisão (ainda liminar) da Justiça a instalar controle de frequência de pessoal lotado na saúde, com a implantação de sistema biométrico. Isso significa que em Nova União a coisa na área da saúde caminhava no vai da valsa.
A prefeitura daquele lugarejo terá, também, de suspender contrato com um médico que tinha também contrato em mais dois municípios (somando uma carga de 116 horas semanais), fato que tornava simplesmente impossível o cumprimento das 40 horas pagas por Nova União. E essa maracutáia só deverá ter fim agora graças à ação do Ministério Público Federal. A Justiça Federal ainda julgará outras ações de improbidade administrativa denunciadas pelo MPF de Jiparaná.

BLÁBLÁBLÁ

A juventude de Porto Velho que participa do Programa Nacional Projovem Urbano está sendo convocada a participar no próximo dia 12, às 19 horas, no auditório do SENAC, de uma palestra sobre o tema “Juventude e Trabalho”, com a chancela da Semed, que pretende, assim, conscientizar o jovem “sobre a possibilidade de inserção no mercado de trabalho”.
Certamente esse pessoal da prefeitura não deverá dizer nada sobre criação de empregos no município (e sem a criação de novos empregos não há, claro, como inserir nossos jovens no mercado de trabalho); sobre, por exemplo, o malogro do nosso Distrito Industrial (iniciado ainda no tempo em Valadares era o prefeito de Porto Velho e Jorge Teixeira o governador do estado).
Sei não, mas esse seminário tá me cheirando mais uma dessas conversas para boi dormir.

UMA OVA

O prefeito Mauro Nazif trocou ontem o titular da Secretaria de Esporte e Lazer de Porto Velho. No lugar de Elinário Paiva (que sai sem deixar legado algum) entra Niedja Félix Santana. Na informação oficial da prefeitura, fez-se questão de lembrar que a nova comandante da pasta é militante do PCdoB, que continua, assim, com aquele feudo.
Ao deixar uma assessoria técnica da Semed, a nova secretaria garantiu que seu papel na Semes é “transformar na cidade do esporte”. Essa, certamente, é mais um desses “truques de madame” que não vai dar em nada.
Na verdade, essa tal de Semes é apenas mais um vertedouro de grana pública que não tem dado retorno algum para a cidade. A importância de Porto Velho em relação ao desporto regional ou nacional é praticamente zero.
E sobre lazer, a situação não é diferente. Não temos um parque decente, não temos um espaço voltado para competições esportivas (sobretudo dos chamados esportes especializados) e, pelo andar da carruagem essa situação não vai mudar tão cedo, não temos nem mesmo um zoo.

PRÁS CALENDAS

A decisão na verdade não vai afetar significativamente a economia rondoniense, simplesmente pelo fato que a tal Ponte do Madeira liga o nada ao nada. Enquanto não se conseguir recuperar a ligação asfáltica da capital rondoniense com a capital do Amazonas, a ponte terá pouca serventia.
E sua conclusão deverá ser postergada por um bom tempo. A obra esta paralisada na fase final de construção. Não há data para seu reinício.
Decisão da Justiça Federal sobre ação promovida pelo Ministério Público Federal exige que o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) e o Consórcio M. Martins – responsável pela obra – elaborem estudos e relatório de impacto de vizinhança e de trafegabilidade em relação às áreas afetadas direta e indiretamente pela construção da ponte sobre o Rio Madeira.

QUEM VAI FINANCIAR

Nas eleições proporcionais, o financiamento de campanhas tem um grande câncer: nosso insólito sistema de candidaturas avulsas. Todos são inimigos de todos, é uma guerra na qual vale tudo, até recursos de traficantes, máfias e outros grupos afins. Espécie de cartório eleitoral, o partido tão só registra os candidatos e depois é pago por nós na proporção do seu sucesso de vendas.
Apesar da decisão do STF que vinculou o mandato ao partido, os parlamentares deram a “volta por cima” e agravaram a proliferação partidária, incentivada pelas teratológicas coligações. Com milhares de candidatos, é impossível qualquer fiscalização eficaz e a trágica realidade do consabido “caixa 2″ é impune.
Nesse sistema, não há voto de rejeição, 90% da opinião pública pode execrar um candidato, no entanto, se ele controlar um nicho de 1% do eleitorado, será um campeão de votos. Dessa forma, as siglas de maior sucesso são as que albergam em suas hostes as figuras mais díspares e histriônicas, sem qualquer afinidade programática. Por isso não duvides se na campanha desse ano aparecer (como já se comenta) nomes como “Bailarina da Praça” e outras figuras rondonienses caricatas escaladas apenas como “iscas” para trazer votos, servindo de escada para os “donos” das legendas.

FISIOLOGIMOS

Em vez de afirmar em Portugal que o julgamento do mensalão foi 80% político e ficar só nisso, Lula, pelo seu partido, devia propor medidas para impedir que a nomeação dos membros do STF seja feita por indicação do presidente da hora. Justiça é algo muito sério para ficar dependente de fisiologismos de ocasião. E também comprar uma calculadora, pois sete votos a favor dos embargos infringentes dão 54%, e não 80%.

PENSE NISSO

Um estado que leva mais de uma década para aceitar a denúncia contra uma quadrilha que desviou dezenas de milhões dos cofres da Assembleia Legislativa com o escândalo dos gafanhotos (folha paralela de servidores) e, pelo visto, deverá demorar mais uma para julgar e condenar esses ladrões do dinheiro público não se livrará tão cedo dessa imagem de impunidade.




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