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Rondônia: celeiro de políticos cara-de-pau

03/05/2014 10:22
Gessi Taborda
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OS CARAS DE PAU

Rondônia é mesmo um celeiro de políticos cara de pau. Prova disso são as manchetes dos últimos dias. Como é que um sujeito como o presidiário “irmão Valter”, mais sujo que pau de galinheiro, ainda tem a insensatez de crer na possibilidade de reaver o mandato de deputado, perdido após a comprovação de que ele, mesmo no cargo de presidente da Assembleia, não passava de reles facínora, de um bucaneiro?

Ora, Valter deve agradecer ao Poderoso viver num país como o nosso. Se fosse num desses lugares onde a esbórnia não é a coisa costumeira, seria certamente fuzilado em praça pública por ter metido sem dó e nem piedade a mão no dinheiro público.

Outra cara lustrosa com pachorra suficiente para imaginar ser capaz, de novo, de enganar o eleitorado é a do ex-prefeito de Porto Velho. Meu Deus do Céu! Quanta desfaçatez do PT rondoniense que, como consta, vai colocar o nome do tinhoso na disputa eleitoral desse ano.


PRODUTO VENCIDO

O camarada que ganhou o apelido de “Bob Ali Babá” não é um produto encalhado na prateleira. Não, ele simplesmente caiu em desgraça e se tornou, na política, o tal produto vencido, com rótulo viciado e que nem o PT, acostumados aos Jenoinos, Zé Dirceus, Delúbio, conseguirá vender nas vitrines eleitorais desse ano.

Se no PT de hoje ainda houvesse luminares como Odair Cordeiro, nem comentariam esse absurda possibilidade de lançar o Bob Ali Babá na disputa por uma cadeira de deputado federal, pois este é um produto que, pela sua ruindade, desvaloriza a marca e passa a ser uma contrapropaganda para o próprio PT no estado.

Não vai demorar muito e outro produto encalhado, rotulado de Itamar da Cut, estará produzindo garatujas para dizer que o Bob Ali Babá é ótimo. Apenas manifestações do “Clube dos Caras de Pau” dessa política pobre do estado de Rondônia.


COISA RUIM

A infestação de políticos ruins, caras de pau, no estado rondoniense é antiga. Pode-se dizer, por exemplo, que Porto Velho não tem um prefeito excelente deste quando o território foi transformado em estado. Alguém discorda? Prove, apontado alguma marca singular desse time quem vem desde os tempos de Assef Valadares, um dos últimos prefeitos nomeados nessas paragens.

E no governo do Estado a situação não é muito diferente. Tivemos “governadores” tão ruins que seus nomes se perderam no curto tempo da existência do Estado. O primeiro do PMDB (Ângelo Angelim) é praticamente esquecido pelo resultado desastroso gerado no seu tempo.

Confúcio, o que ai está, deveria ter pelo menos simancol e sair da disputa por outro mandato. Não age assim por, pelo visto, se lixar para Rondônia. Está deslumbrado com o Poder.


MENTIRAS

Se comparado a produto de consumo, Confúcio Moura parece com aqueles que empacam nas prateleiras. Em situação normal, o filosófico ariquemense deveria estar com sua data de vencimento perto do fim.

Ele chegou onde está como um produto que demandou uma pequena fortuna publicitária e de marketing para se tornar palatável. Ficou, como se diz, muito caro. Para quem, na primeira disputa, conseguiu ser vendido como um sorvete de tutti-frutti, lamentavelmente não passa hoje de uma mistura dos restos dos xaropes difícil de agradar.

Vai ser difícil vender esse Confúcio, mesmo com uma campanha de marketing brutal. E não bastará o Chagas Neto, apontado como o coordenador da campanha, dizer que o filósofo caipira é ótimo.

Os números pífios da aprovação desse governo não mentem: ele está reprovado e não consegue reverter essa realidade com a propaganda enganosa que enche os espaços da mídia, paga com o nosso dinheiro, o dinheiro do contribuinte.


CONVERSA FIADA

Ele simplesmente não cumpriu o que prometeu. Como fazer o povão crer, mais uma vez, que cumprirá promessas eleitores feitas para um segundo mandato?

Na campanha para o primeiro mandato disseram que ele seria mais econômico, não foi. Que seria mais eficaz, não foi. Que iria agir mais rápido, não agiu. Mostrou-se fruto de um marketing que, na prática, que quebrou o estado quando abriu o caixa do dinheiro público com a conversa do “governo da cooperação”. O governo filósofo, apesar do nome, não “foi feito na China”. Foi feito aqui mesmo, em Rondônia. E com o apoio da turma do PMDB (algo concretamente duvidoso) imagina se manter na prateleira dessa bodega política, como um “novo” produto em promoção.


BRINDES

A propaganda promete que quem compra-lo poderá ganhar um DAS de brinde, ou ter alguma divida quitada. Existe até promoção especial para um público VIP: quem comprar concorre por sorteio à vice-governadoria do Estado. Um seleto grupo que o adquiriu está concorrendo à campanha com tudo pago para cargos no legislativo.

O problema é que fora este grupo agraciado com a esperança de ganhar algum prêmio, setores inteiros de consumidores rejeitam o produto e fazem campanha contra. Entre os insatisfeitos estão professores, militares, médicos, e funcionários públicos em geral.

FESTA DO AMIR

Quem imagina que Amir Lando estava morto no cenário político rondoniense descobriu o contrário. Ele está vivo e ainda tem um enorme prestígio aqui na capital. Prova disso foi a comemoração de seu aniversário, no clube da OAB. Um enorme público de gente do povo lá esteve. Assim como também estiveram jornalistas de escol (que palavra!) para prestigiar esse político que assumiu a cadeira deixada por Donadon na Câmara dos Deputados.

Amir está mostrando uma agilidade que seus colegas da bancada rondoniense não tiveram, até hoje, para defender interesses reais da população. Especialmente no desfecho dessa novela da transposição. Agindo com independência em relação aos cardeais de seu partido (critica sem assombro o próprio Confúcio) Amir certamente está se credenciando para conseguir um mandato como titular nas eleições desse ano.


IDÉIAS DE JERICO

A grana torrada pelo prefeito Mauro Nazif no canteiro da única via expressa de Porto Velho, que o prolongamento da avenida Jorge Teixeira a partir do Hospital de Base ao Aeroporto – vá lá - “Internacional” Jorge Teixeira mostra como esse prefeito do PSB sucumbe facilmente a ideias mirabolantes, as empulhações administrativas e outras ilusões, para tentar passar a imagem de que está fazendo alguma coisa boa para o povão.

Nazif, pode se dizer, já queimou o primeiro ano e meio de sua (vá lá) gestão. Seu futuro não é difícil de ser previsto, apesar das máquinas e mais máquinas que, como afirma, adquiriu para a prefeitura. O final da (suposta) administração desse médico caminha para o mesmo final melancólico de seu antecessor.


E PODE?

Coisas como querer transformar uma via expressa (como é, pergunto-me, que órgãos como MP, Federal e Estadual, Infraero deixam isso acontecer?) em área de lazer não enganam mais o povo como antigamente. Aquela é uma obra que não atende a maioria da população, descaracteriza a ligação para o aeroporto e queima milhões de reais.
Nazif vai acabar saindo pelas portas dos fundos porque, como o governador do estado, não entendeu que o marketing tem limites. Não será essas “obras” babacas que irão salvar o prefeito dos piores índices de todos os tempos (quase superando os de Bob Ali Babá) de um prefeito dessa nossa capital.



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