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Porto Velho,  sáb,   31/outubro/2020     
artigos

Bonita, articulada e, até o momento, ficha limpa, Jaqueline Cassol tem tudo para ser um páreo duro

02/07/2014 14:31:31
Gessi Taborda
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TRANQUILIDADE

Até o momento as revelações sobre o verdadeiro banquete promovido na convenção do PMDB que confirmou o nome de Confúcio Moura como candidato à reeleição não motivou intranquilidade no partido e muito menos nas proximidades do gabinete do governador.

Pela falta de qualquer manifestação sobre a boca-livre garantida aos eleitores que compareceram à festiva convenção, imagina-se que os peemedebistas acreditam numa suposta blindagem ou no desinteresse da própria Justiça Eleitoral em tomar decisão sobre a aparente manifestação do abuso do poder econômico. Tranquilidade (até demais) é uma característica pessoal do filosófico político Confúcio Moura.


DECISÃO

É mera pretensão de “analistas” políticos vaticinarem sobre o desfecho final da campanha desse ano. Li em alguns sites comentários realçando a “impossibilidade” de Jaqueline Cassol ser vitoriosa. Ora, ela tem – como os demais concorrentes – chances de chegar à reta final como alguém que tenha conquistado o povão. A seu favor possuí ingredientes importantes para ser explorados pelos estrategistas e marqueteiros da campanha: 1ª mulher a disputar o cargo máximo do poder estadual, tem um rosto bonito e jovial, é muito bem articulada ao se expressar, tem ficha limpíssima e, claro, um cabo eleitoral de inegável liderança no estado, que seu irmão Ivo Cassol.

Para a coluna as eleições se decidirão nos dois meses (agosto e setembro) quando se abrem espaços para a propaganda partidária.


UM MAL

Um dos muitos males do sistema partidário brasileiro, que se dá ao luxo de apresentar 32 partidos e ainda há mais um em processo de formação. O político que consegue registrar uma agremiação política, não tem apenas um partido, mas uma empresa lucrativa, o que, consequentemente, emascula o sistema político do país. Mudar isso depende, portanto de uma ampla reforma política, que os congressistas não têm o menor interesse em fazê-la e, até agora, evitam discutir esta necessidade, que iniciaria a limpeza do processo político do país.


ENSINAMENTO DA COPA

A não ser o fato envolvendo mudanças de apoios partidários a candidatos à Presidência, somado à declaração do senador e último oligarca nordestino, José Sarney, ao anunciar que não pretende tentar novo mandato, a Copa oferece emoções que deixam a política na poeira. E não são poucas. Observam-se, a exemplo, seleções da elite mundial do futebol retornando desmoralizadas aos seus países. A Copa do Mundo ensina, assim, numa comparação só adequada a esta época, como os brasileiros deveriam proceder com políticos corruptos ou incompetentes nas eleições que se aproximam: mandá-los lamber sabão. Nenhum deles é insubstituível.


ESPONTÂNEAMENTE

Essa conversa de que a militância compareceu aos milhares espontaneamente para apupar os políticos nas convenções partidárias só engana criancinha do pré-primário. Ora, muita gente afirmava alto e bom som que receberam um “ajutório” para comparecer e levantar bandeiras de pretensos candidatos. Isso sem contar os custos com ônibus fretados e outras coisas mais.

Agora no caso do PMDB o que se viu foi um exagero. Era comida e bebida para quem chegasse no pedaço. Um verdadeiro festival eleitoral do suga-suga. Imagino que o MPE não deixará de investigar quanto custou e quem bancou o imenso banquete.


NADA BOM

Pela forma do comportamento do PMDB na definição do nome do vice e do senador para compor a chapa majoritária do candidato à reeleição, Confúcio Moura, fazendo um intenso troca-troca até o momento final permitido para o registro das candidaturas, só podemos interpretar que o clima no núcleo do comando político do partido de Valdir Raupp não está nada bom.

É um absurdo chegar, até agora, ao terceiro nome para o vice. Daniel Pereira, ex-deputado do PT e sindicalista, deve se manter com a indicação, pois, como consta, foi uma imposição de Nazif.

E Amir Lando, o peemedebista de carteirinha, voltou a perder a indicação do Senado. Até parece coisa da terra das bruzundangas.


LICENÇA

Após fazer toda a engenharia política para efetivar a candidatura de Jaqueline Cassol ao governo rondoniense, o cacique maior do PP, senador Ivo Cassol, vai pedir licença de seu mandato. Com isso, Reditário Cassol voltará a ocupar a cadeira do filho, na qualidade de seu primeiro suplente.


RAZÃO AOS JOVENS

Quando política já não desperta interesse e naufraga na corrupção e nos “jogos” dos partidos para obter vantagens, tal como aconteceu na última sexta feira quando Dilma Rousseff entregou ao PR o ministério dos Transportes, rifando César Borges, para que a sua candidatura ganhasse reles 62 segundos na propaganda eleitoral, passam a ter razão os jovens entre 16 e 17 votos em preferir se distanciar das urnas.

Isso também acontece em Rondônia, onde praticamente valeu tudo para formar alianças eleitorais esdrúxulas. Esse troca-troca pornográfico de ontem e que pode não terminar antes do dia 5, certamente decepciona parte do eleitorado local.


HAVERÁ 2 TURNOS

Com o número de candidatos ao governo rondoniense homologados nas convenções do final do mês é praticamente certa a decisão em dois turnos. E é fácil constatar que a “oposição” vai entrar numa curva de ascensão. Principalmente se Expedito confirmar sua candidatura no plano da Justiça sem restrições.

A participação de Jaqueline (primeira mulher a disputar o governo) também contribui para uma decisão em dois turnos. Ela será a novidade do pleito. O eleitor rondoniense quer experimentar novos tempos. Jaqueline não será um volume morto nessa disputa. Saberá encorpar o seu discurso de campanha sem a dependência direta do grande cabo eleitoral, seu irmão Ivo Cassol.


CHANCES DA COBRA

É claro que era blefe. Acir Gurgacz nunca pretendeu concorrer ao governo. Sua volta ao ninho do PMDB como candidato à reeleição para o Senado era totalmente previsível. Imagina ter ampla vantagem para se eleger (pela 1ª vez, desde que ganhou uma eleição de prefeito em Ji-Paraná), confiante de que os adversários são tão frágeis e fracos que não haverá riscos de desacertos. Mas no processo eleitoral não há garantias de sucesso. Pelo visto e ouvido, além do professor Aluísio, o clã cascavel terá de enfrentar raposas políticas, como Odacir Soares e Moreira Mendes, se este passar pelo crivo da Justiça Eleitoral...


PONTUAL
Na falta do desenvolvimento de projetos realmente marcantes e fundamentais para o desenvolvimento de Porto Velho, os arautos do prefeito buscam fazer das ações de rotina de uma administração pública algo relevante. E ai tome porre de factoides. Ontem os títulos enviados à imprensa retratavam essa gestão mequetrefe: Prefeitura realiza trabalho de limpeza de ruas e desobstrução de bueiros no Centro; Semob recupera rua Tenreiro Aranha; Ex-ferroviários vão ajudar prefeitura na restauração da Madeira-Mamoré; Semusa promoverá capacitação para aperfeiçoar atendimento de saúde bucal em Porto Velho. No fundo, apenas mimetização de uma gestão que deverá terminar tão melancólica como as anteriores.



Comentários (1)
Frente Inolvidável

Além de charme e elegância,sua auto estima é pura inigualável<br> Para um governo sem defeito.<br> <br> <br> <br> <br> <br>

sérgio - porto velho/ RO.
Enviado em: 31/07/2014 21:16:35  [IP: 200.129.151.***]
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