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Porto Velho,  qua,   22/novembro/2017     
reportagem

Plano Real: 20 anos depois, qual foi o maior legado?

02/07/2014 14:38:46
Por Sérgio Vieira - Fecomércio/RJ
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Em 2 décadas de estabilidade econômica, inflação chegou a 360%. Dados disponíveis dos 14 anos anteriores indicam inflação de 11,3 trilhões por cento. 



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Em 20 anos de Plano Real, a inflação chegou a 360%, menos da metade do observado apenas no primeiro semestre de 1994, quando atingiu 757%. Após décadas de inflação elevada e sem controle, o plano conseguiu domar a inflação com base em mecanismos econômicos sólidos.​ Os dados do período mais estável da economia brasileira contrastam com os cálculos do economista Christian Travassos, da Fecomércio RJ, que analisou as informações disponíveis sobre a inflação no país nos anos anteriores ao Plano Real e constatou 11,3 trilhões por cento de inflação entre janeiro de 1980 e junho de 1994.

"A maior vantagem do Plano Real foi ter conseguido o que os planos econômicos anteriores não conquistaram: a estabilidade monetária continuada, fundamental para o funcionamento saudável da economia", analisa Christian Travassos, economista da Fecomércio RJ.

Segundo pesquisa Fecomércio/Ipsos, quando os brasileiros foram questionados sobre quais fatores mais influenciam na compra de um produto, o preço continua é o item mais mencionado pela população, sendo apontado por 88% como elemento determinante na escolha de um produto.

"O preço é historicamente o principal fator para a decisão de compra do brasileiro, embora a qualidade tenha avançado nos últimos anos quando analisamos o local onde comprar. Assim, para o consumidor, ter a exata noção se um produto está caro ou barato é fundamental – ainda mais tendo em vista este contexto. E isso só é possível em um ambiente de relativa estabilidade monetária, o que foi finalmente iniciado no Brasil a partir de 1º de julho de 1994, com a adoção do Plano Real", reitera o economista.

Do ponto de vista estritamente técnico, o que assegurou o sucesso do Plano Real foi o alinhamento dos preços relativos (todos os preços foram colocados em linha com a URV, que impediu que um preço, ao final do mês, estivesse defasado em relação ao outro bem que acabava de ser reajustado) aliado à fixação de uma taxa de câmbio bastante apreciada, que servia de âncora para os preços domésticos, ao torná-los vulneráveis à competição dos preços externos.

Contribuiu ainda a política monetária bastante apertada (juros elevados) que serviu, de um lado, para sustentar o regime de câmbio apreciado (e, logo depois em 1995, administrado) e, de outro, para impedir uma explosão de demanda muito maior do que aquela que se observou nos meses iniciais do plano, a ponto de trazer gargalos entre oferta e demanda que fizessem voltar a inflação. Passados 20 anos, a estabilidade monetária permite aos comerciantes e à população maior segurança e um melhor planejamento, em função da maior previsibilidade do cenário econômico.



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