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Porto Velho,  ter,   21/novembro/2017     
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Um romance de grande envergadura e um dos livros mais reveladores da personalidade do autor

02/07/2014 14:47:53
Por André Sequeira
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Ter e não ter, sétimo título de Ernest Hemingway relançado com novo projeto gráfico, é seu único romance ambientado em cenário americano e uma das poucas obras a indicar alguma preocupação com assuntos políticos. Escrito em 1944, o livro tem um ambiente tipicamente hemingwayano: à exceção da primeira parte, que se passa em Havana, as demais têm como pano de fundo regiões tantas vezes por ele percorridas em seu barco de pesca, o Pilar. 


 

Ter e não ter

(To Have and Have Not)

Ernest Hemingway

Tradução de Ênio Silveira

Literatura estrangeira

Editora Bertrand Brasil

280 páginas

R$ 40,00

ISBN: 978-85-286-1870-9

 

O capitão Harry Morgan, personagem central da história, pode ser visto como um dos muitos alter egos do autor. Ele não era, porém, um homem que se deixasse envolver por questões ideológicas. Sempre às voltas com problemas financeiros, ele vivia da própria competência profissional, da audácia, da ânsia de liberdade. Era um solitário, um durão, um realista que enfrentava bons e maus momentos com a mesma tranquilidade, mas também com a certeza de que um homem solitário está sempre fadado a ter um fim trágico.

 

Um homem severo, decidido a enfrentar qualquer perigo para cuidar da família, só confia em si mesmo e percebe, no momento decisivo, que o poder individual é sempre relativo.

 

Mestre do diálogo, do realismo contundente, da prosa direta, sem gordura desnecessária, o grande escritor norte-americano põe o leitor em contato com aventureiros de muito (ou nenhum) caráter, revolucionários e sonhadores, assassinos, prostitutas, milionários alienados, pessoas humildes esmagadas pelas engrenagens do poder, envolvidas todas numa história vigorosa e dramática que jamais sairá de nossa memória.

 

Próximo relançamento: As ilhas da corrente.

 

 

Ernest Hemingway é um dos pilares da literatura contemporânea mundial. Nascido em 1899, começou a escrever aos 18 anos para um jornal. Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário, tornando-se motorista de ambulância para o Exército da Itália. Após ser ferido, recebeu uma condecoração do governo italiano. Ao voltar para os Estados Unidos, trabalhou como repórter para jornais americanos e canadenses, e então voltou para a Europa, cobrindo eventos como a Revolução Grega. Durante os anos 1920, tornou-se membro do grupo de expatriados americanos em Paris, o qual ele descreveu em seu primeiro livro, O sol também se levanta (1926). Ernest Hemingway foi agraciado com o Nobel de Literatura em 1954 e faleceu em 1961.



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