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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
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Num governo sério, prisão de policiais envolvidos com tráfico renderia demissão da cúpula da Segurança

19/09/2014 10:16:35
Gessi Taborda
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GOVERNO FALIDO

A prisão nessa semana de (até agora) 9 policiais de um único batalhão, supostamente envolvidos com o tráfico de drogas, extorsão e outros crimes, mostra bem o estado de falência da gestão do governador Confúcio. Desmente de forma clara sua propaganda eleitoral e seu esforço para vender a imagem de uma Rondônia mítica, como se fosse uma Shangrilá.

A imagem de PMs presos e algemados é uma síntese do estado de falência do governo do PMDB. Tão forte e tão relevante como as outras produzidas ao longo de sua gestão, inclusive com a prisão de um suspeito que dormia no próprio apartamento de Confúcio, por uma dessas operações de combate à corrupção desenvolvidas pela Polícia Federal.


PORTA DOS FUNDOS

Não existe debate, não existe discussão: o resultado da pesquisa divulgada nesta semana pelo Ibope, mostrando que na disputa pela reeleição Confúcio não passa de 28%, enquanto Expedito Júnior está com 35%, sinaliza que Confúcio vai sair pelas portas dos fundos de sua gestão, consagrado como o governo que afundou o estado em acontecimentos escabrosos.

A prisão desses militares convertidos sócios da S/A do crime não deixa nenhuma dúvida de quão avacalhado e melancólico foi esse governo que também destruiu o sistema de segurança pública do estado.


E FICA ASSIM MESMO

Se o governo fosse sério, a cena da operação Naclo prendendo PMs que agiam como bandidos deveria ser o suficiente para provocar a exoneração de integrantes do comando da força ou – como o governo é constitucionalmente o comandante supremo da PM – ou até um pedido de renúncia do cargo.

Não é de hoje que fatos semelhantes durante essa gestão que termina no final desse ano balizaram os sinais de falência do governo de Confúcio. E como sempre, tudo fica assim mesmo. Talvez, conformado com o cenário de derrota, Confúcio já não se preocupa mais de entrar para a categoria dos desastres políticos desse jovem estado.


TIRO NA TESTA

Informações da jornalista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, afirma que a campanha de Aécio Neves (PSDB-MG) pode ter um apoio de peso nesta reta final, a do ex-ministro Joaquim Barbosa. “O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) já foi abordado mais de uma vez por tucanos que tentam convencê-lo a fazer algum gesto de adesão ao candidato”, disse a jornalista.

Joaquim Barbosa é o principal símbolo do combate à corrupção e ao aparelhamento do estado promovido pelo PT nos últimos anos. Por intervenção direta dele, parte da cúpula do partido foi parar atrás das grades. Antes das eleições Barbosa aparecia bem nas pesquisas presidenciais, sua entrada na campanha de Aécio, ou em qualquer campanha, seria um tiro na testa da campanha petista.


FALA MESSIÂNICA

Correndo o risco de terminar a caminhada com apenas um dígito, o senador Aécio Neves (PSDB) tenta ainda disparar um tiro de misericórdia, apelando para uma “onda de consciência”, que, segundo ele, irá se abater sobre o eleitorado às vésperas do dia 5 de outubro. A julgar pelo comportamento dos próprios tucanos rondonienses e demais simpatizantes do 45 em Porto Velho, a fala messiânica tem baixas possibilidades de se concretizar. A disputa já não pertence a ele.


EUFORIA

Há um clima de euforia entre os defensores da candidatura de Acir Gurgacz diante dos índices da pesquisa do Ibope (a dessa semana), colocando o senador (que não precisou de votos para tomar a cadeira de Expedito) na liderança da disputa senatorial.

Quem lembra do antigo episódio em que Chagas Neto (hoje na coordenação da campanha de reeleição de Confúcio) foi favas contadas – segundo o Ibope – para o Senado, sabe que a euforia pode se converter em mais uma destoante resultado do que se sente nas ruas.

Para o senado, em Rondônia, os números sempre foram como montanha-russa e daqui para o dia cinco poderá apresentar uma variação completamente inesperada.


ENVERGONHADO

Embora Roberto Sobrinho, do PT, tenha protagonizado uma gestão vergonhosa na capital; deixando de herança (só para falar do exemplo mais clássico) os “viadutos” transformados na manada de elefantes brancos (que ele, na maior cara-de-pau, anunciava como a maior obra rodoviária urbana do país) tem muita gente apostando na vitória do personagem como uma votação surpreendente. Quando você pergunta ao seu interlocutor se votará no ex-prefeito ele não confirma nada. Esse tipo de decisão recebeu um apelido: “Voto envergonhado”.


REZA

O cenário atual é mesmo de deixar o PT rondoniense com níveis de estresse acima do normal. Seu candidato padre não conseguiu avançar. Essa última pesquisa (do Ibope) divulgada durante a semana revela uma acomodação de votos. E nessa acomodação o tom da candidatura petista é de tristeza. A disputa continua não pertencendo ao padre que, pelo visto, só ganhará do Pimenta.


MUITA ESPERANÇA

No comitê do presidente regional do PSDC, Edgar do Boi, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados existe muita esperança e nada de zona de conforto.

Dirigente partidário experiente, Edgar do Boi tem orientado seu “staff” a buscar motivações para tirar leite de pedra nessa reta final.

Edgar tem percorrido o estado e sentindo nas ruas a pressão daqueles “concorrentes” que estão jogando rios de dinheiro, enquanto ele apenas se apresenta como um candidato que pretende fazer a diferença positiva na política do estado. Para Edgar, que essa semana concentra seus esforços em Porto Velho, parece cada vez mais factível o plano de se eleger e por isso, a movimentação de seus correligionários se dará até o ultimo minuto da campanha.


FACTÓIDES
E a prefeitura de Porto Velho não se afasta do sistema de fabricação de factóides (coisas corriqueiras transformadas em “notícias”). “Semusa adquire dois novos veículos para auxiliar atividades administrativas” é o título de um deles. Ora, e eu com isso, se a prefeitura (finalmente) conseguiu compra mais dois veículos para sua enorme frota? Enquanto, sobre a vaia dada a Nazif na inauguração da ponte (que liga Porto Velho a coisa nenhuma) nem sequer uma linha. Mas certamente, o rapaz metido a comunicador de uma TV local continua ganhando um super-salário para fazer isso...



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