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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
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Em política é sempre possível provar o contrário

25/09/2014 09:48:18
Gessi Taborda
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CASCATAS

E agora é assim: as pesquisas de opinião eleitoral (especialmente as de caráter nacional) são realizadas (e divulgadas) semanalmente. Eu não descreio da importância das pesquisas. Elas podem revelar a tendência do momento em que são feitas. Mas elas não antecipam, como querem alguns, o resultado das urnas. É claro que as pesquisas podem ser manipuladas. E não importa o tamanho do instituto responsável pela sua realização. Afinal o Ibope como seus congêneres são entidades privadas que buscam o lucro.


PERDA DE MILHÕES. PODE?

Ora, toda pesquisa realizada nas últimas semanas mostram variação no posicionamento dos candidatos sem que, de forma visível tenha ocorrido algum fato novo na via política e econômica do país que justificasse tais mudanças.

Pelas variações das últimas pesquisas para presidente da República, a candidata do PT volta a ficar numericamente à frente de Marina. Se tais índices fossem verdadeiros Marina teria perdido algo próximo dos 8 milhões de votos entre o período em que ultrapassou a presidente Dilma, logo após a morte de Campos, até a pesquisa mais recente.

Ora, como isso aconteceu se Dilma continuou sendo vaiada em todo o Brasil, com o cenário econômico do Brasil piorando e, tudo isso, acontecendo no mesmo momento em que Marina ganha mais espaço favorável na mídia, mais visibilidade popular?


ACERTOS

Qualquer pessoa minimamente honesta e inteligente já sabia (e não precisava de pesquisa) que o atual governo Confúcio Moura não seria o candidato mais apropriado para vencer as eleições desse ano. Então o único acerto incontestável do Ibope em Rondônia é o de que Confúcio não chegará o segundo turno com líder das urnas. O próprio Confúcio admitiu a possibilidade de não sair para a reeleição, reconhecendo como barreira sua rejeição perante o eleitorado.

Se não fosse o chefe do clã Cassol (o – ainda – senador Ivo) ter colocado uma penca de parentes na disputa eleitoral desse ano (para ocupar o espaço que a lei Ficha Limpa tirou dele) e colasse seu nome na campanha da irmã; Confúcio corria o risco de virar carta fora do baralho, dando a Jaqueline, irmã do senador Cassol, lugar garantido no segundo turno.


OUTRA ELEIÇÃO

Aprendi um conselho ditado por Millôr Fernandes, ainda na época do Pasquim: “Em política é sempre possível provar o contrário”. Por isso quem defende a candidatura tucana de Expedito Júnior tem de parar – mesmo navegando em céu de brigadeiro – com a mentalidade de que sua vitória é inevitável.

Em primeiro lugar, inevitável só a morte e os impostos.

Em segundo lugar, após dia 05/10 começa outra eleição. Com tempo igual para os dois candidatos, maior audiência à TV aberta (sem aquela enxurrada de abobrinhas estaduais e federais) e um cenário econômico um pouco pior do que hoje. Será um novo momento, em que os candidatos terão de confrontar números, um risco para o candidato líder dos índices do primeiro turno se a presumível força da artilharia do governo arrefecer o entusiasmo do eleitorado.


ELES DIZEM CADA UMA

“Eu não quero ganhar a qualquer custo. Eu acho que não adianta vencer a eleição e não poder fazer as transformações necessárias”, foi o que ouvi na madrugada de ontem a candidata Luciana Genro, do PSOL, afirmar ao ser entrevistada pelo humorista Rafinha Bastos, no programa “Agora é Tarde”. Talvez não seja difícil fazer esse tipo de afirmação quando se está consciente da impossibilidade de vencer.


NA CAPITAL

Aqui em Porto Velho o que vejo na classe política é antítese disso. Veja o caso do Lindomar Garçom: já passou por vários partidos (alguns ditos de esquerda) e está agora no partido do governador, disputando mais uma vez a cadeira da Câmara dos Deputados. Garçom é um exemplo de que por aqui boa parte dos políticos está convencida de que “Fora do Poder não há salvação”. Muitos que hoje estão em barcos que irão afundar certamente, após as eleições, tratarão de se aproximar do vencedor para garantir alguma sinecura.



MENTIRA

É claro que o governador Confúcio Moura, como em outros episódios semelhantes, vai se fechar em copas. Mas a denúncia do deputado Neodi Carlos simplesmente confirma o hábito de mentir do governador. O parlamentar ficou indignado com a propaganda eleitoral de Confúcio sobre o programa de asfaltamento da estrada que serve a Machadinho, terra do parlamentar. “É tudo mentira! Ele nunca asfaltou 30 quilômetros na BR-257. E dos 42 quilômetros que afirma estar concluindo para receber a capa asfáltica, Confúcio não fez mais do que 1.200 metros de terraplenagem”.



É DIFÍCIL

Especialmente no caso de Rondônia onde dá para identificar feudos (a maioria nefastos à democracia) nos diversos níveis da política.

Ser político não deveria ser profissão e a política não poderia ser patrimônio desta ou daquela família, mas não é isso que vemos. Renovação nos legislativos só acontecerá quando se puder evitar a “herança” que hoje prevalece e, principalmente, quando o eleitor brasileiro tiver maior conhecimento e interesse político. Como votar consciente se os únicos candidatos realmente novos são de partidos chamados nanicos, que dificilmente conseguirão votos para se eleger?



CONTRAPARTIDA

Em contrapartida à afirmação de que “não é função da imprensa investigar”, feita pela presidente Dilma, podemos também dizer que não é função do governo roubar ou malversar fundos públicos. Se o governo não roubar ou malversar o nosso dinheiro, a imprensa pode voltar apenas a informar.



COMO

Uma coisa está claríssima: não é fácil empreender em Rondônia ou no município de Porto Velho com os gestores que temos. Não há apoio, não há incentivo, não há valorização a essa importante atividade socioeconômica. Se esse tipo de governo continuar, Rondônia, mesmo dispondo de extraordinário potencial, não ganha nem medalha de lata num campeonato nacional de empreendedorismo.



QUIETINHOS
Nenhum candidato ao governo rondoniense explica o seu mecanismo para combater a corrupção. Entre os principais concorrentes ao cargo, um por questões óbvias, pensa como se fosse Mandrake, tentando passar a ideia de que cumpriu as promessas feitas no passado. Pensa que governa a Suíça.



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